sexta-feira, 6 de março de 2026

Advogado com nanismo denuncia discriminação em prova de concurso para delegado

Formado em direito o goiano Matheus Menezes denuncia que foi vítima de discriminação durante o TAF – Teste de Aptidão Física, do concurso para delegado da Polícia Cívil de Minas Gerais. Matheus, de 25 anos, tem nanismo e a história dele é de muita superação e força de vontade.

Ser delegado é o sonho do Matheus, desde que iniciou a faculdade de direito, em 2019. Ele foi aprovado em todas as fases teóricas do concurso de Delegado da PCMG. “Eu tenho nanismo, então até hoje quando eu conto para as pessoas que algum dia eu serei Delegado de Polícia elas começam a rir da minha cara e a debochar daquilo, afinal, muitos falam que “eu não tenho tamanho e nem competência para isso”.

Só que eu sou uma pessoa de muita fé e de superar desafios. Ser Delegado sempre foi meu sonho e eu acredito que se Deus coloca um sonho em nossa mente é porque ele sabe que é possível”, afirma Matheus.
Aprovado na 1ª fase do concurso Matheus, se preparou e foi aprovado na fase discursiva. Em outubro de 2025 ele fez a prova oral e, novamente, foi aprovado. “Porém, logo depois da prova oral, veio a maior injustiça e preconceito que eu já sofri em minha vida, a fase do TAF.

Assim, eu me via diante de um desafio enorme , já que a minha condição me impedia de realizar alguns testes físicos nos parâmetros exigidos pela Banca FGV.

Dessa forma, solicitei para a FGV via administrativa a adaptação do TAF, porém a mesma foi omissa e se manteve inerte, não respeitando os direitos das pessoas com deficiência amparada por lei. Assim, tive que ir fazer o TAF nas condições normais, sem adaptação , violando a isonomia e a Constituição Federal, e , por uma injustiça cometida pela banca, eu fui eliminado no teste de impulsão horizontal que exigia que eu saltasse no mínimo 1,65m , porém, devido as minhas condições , aquilo era impossível”, desabafa Matheus, afirmando que além dele outros candidatos PCDs também foram eliminados.

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