O Rio Grande do Norte teve o primeiro caso confirmado da presença do fungo Candida auris – conhedido como “superfungo” – em um paciente. O espanhol de 58 anos segue internado e isolado.
O paciente mora na praia da Pipa e passou 15 dias internado em uma unidade de saúde de Tibau do Sul, no litoral potiguar, antes de ser transferido para Natal. Ele segue em um leito de isolamento no Hospital da Polícia Militar.
A informação foi confirmada nesta quinta-feira (5) pela Secretaria de Saúde Pública do estado (Sesap). O fungo gera preocupação das autoridades de saúde por ser resistente a medicamentos. Ele se instala principalmente em pessoas com o sistema imunológico enfraquecido no ambiente hospitalar.
A presença do fungo no paciente foi alertada pelo Laboratório Central do Estado (Lacen) no dia 20 de janeiro e confirmada com testes de genotipo um laboratório em São Paulo.
Segundo a Sesap, o paciente segue internado tratando a condição de saúde cardíaca que o levou ao hospital e tem um quadro estável. A pasta ainda informou que, atualmente, não há nenhum outro caso em investigação e que a situação do paciente supervisionada pelo Ministério da Saúde.
Fungo raro e resistente. A Candida auris é considerada um fungo emergente e raro no Brasil, com registros em poucos estados. A infecção pode ser fatal.
Segundo a prefeitura de Tibau do Sul, cidade onde fica o distrito de Pipa, o paciente tem doença cardíaca crônica e deu entrada na Unidade Mista de Saúde de Tibau do Sul no dia 1º de janeiro, inicialmente para tratamento de problemas cardíacos.
Paciente está ‘colonizado’
Em janeiro, o médico infectologista Eduardo Teodoro, que atua no Hospital da PM, informou que paciente não apresentava infecção causada pelo fungo, mas uma colonização.
“A infecção acontece quando o micro-organismo está causando doença no paciente. Já a colonização ocorre quando o fungo está presente na pele ou em algum local do corpo, mas sem provocar doença”, explicou.
“Quando há infecção, fazemos o tratamento antifúngico. Quando é colonização, a principal medida é a prevenção, para evitar a disseminação dentro do ambiente hospitalar. É exatamente o que está sendo feito”, afirmou.
O paciente deu entrada na unidade no dia 16 de janeiro com quadro de insuficiência cardíaca. Durante a internação, foram coletadas amostras de rotina. No dia 20 de janeiro, por volta das 13h, o laboratório emitiu o alerta sobre o fungo.
O hospital informou que adotou imediatamente todas as medidas de vigilância e prevenção recomendadas pela Anvisa, como isolamento de contato do paciente, reforço das orientações de higiene e comunicação à equipe de saúde.
g1/RN