quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Brasil pode registrar 781 mil novos casos de câncer por ano até 2028

Foto Divulgação | Governo do Ceará
O Brasil deverá enfrentar um crescimento expressivo nos casos de câncer nos próximos anos. A projeção é de cerca de 781 mil novos diagnósticos anuais entre 2026 e 2028, número que coloca a doença cada vez mais próxima das enfermidades cardiovasculares como principal causa de morte no país.

Os dados constam no estudo Estimativa 2026-2028: Incidência de Câncer no Brasil e foram divulgados nesta quarta-feira (4) pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), no Rio de Janeiro, durante as atividades do Dia Mundial do Câncer.

Segundo o instituto, o avanço da doença está associado ao envelhecimento da população brasileira, mas também evidencia falhas estruturais no sistema de saúde, como dificuldades no acesso à prevenção, ao rastreamento e ao início rápido do tratamento, além de diferenças marcantes entre as regiões do país.

Entre os homens, o câncer de próstata segue como o mais frequente, respondendo por pouco mais de 30% dos casos estimados. Na sequência aparecem os tumores de cólon e reto, pulmão, estômago e cavidade oral. Já entre as mulheres, o maior número de diagnósticos continua sendo o de câncer de mama, seguido por cólon e reto, colo do útero, pulmão e tireoide.

O levantamento aponta ainda que a distribuição dos tipos de câncer varia conforme a região. O câncer de colo do útero apresenta maior incidência no Norte e no Nordeste, enquanto o câncer de estômago é mais comum entre homens dessas mesmas regiões. No Sul e Sudeste, predominam os tumores relacionados ao tabagismo, como os de pulmão e cavidade oral.

Para o Inca, essas diferenças refletem desigualdades sociais e de infraestrutura, incluindo fatores como urbanização, saneamento básico e exposição a hábitos de risco. O instituto chama atenção para o crescimento dos casos de câncer de cólon e reto, associado ao aumento da obesidade e do sedentarismo na população.

Durante a divulgação do estudo, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), destacou que a vacinação contra o HPV tem contribuído para a redução dos casos de câncer de colo do útero. Ele reforçou que ações preventivas continuam sendo fundamentais para conter o avanço da doença, como o combate ao tabagismo, especialmente entre jovens.

“Fazer o Brasil ter a maior rede pública de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer do sistema público do mundo”, ressaltou.

Ainda nesta quarta-feira, o ministro participou da adesão da operadora Amil ao programa Agora Tem Especialistas, iniciativa que permitirá a realização de 600 cirurgias em hospitais privados para pacientes que aguardam atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Com informações do Site Opinião CE

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