O ano aqui no Brasil começou com ajuste no salário mínimo. Desde o dia primeiro de janeiro, o valor passou a ser de R$ 1621. Um aumento irrisório em relação ao padrão anterior e que fica ainda mais se comparado com as cifras da Noruega.
Conhecido por valorizar o tratamento justo de sua população, o país nórdico estabelece uma diferença salarial mínima entre trabalhadores locais e estrangeiros. Por lá, o salário médio fica entre 41.000 e 45.000 coroas norueguesas por mês, o que corresponde a R$ 22,13 mil e R$ 24,3 mil, respectivamente.
Para se ter uma ideia, uma empregada doméstica pode ganhar aproximadamente 25.000 coroas norueguesas, ou algo em torno de R$ 13,4 mil. Uma diferença descomunal em comparação com a realidade brasileira, que mesmo com o aumento recente da base salarial fica muito atrás.
Obviamente que os ganhos acompanham os custos, mas mesmo assim não deixa de ser impactante colocar os valores lado a lado. A Noruega é um dos países mais caros do continente europeu e arcar com serviços básicos, como aluguel, alimentação e transporte podem consumir uma boa parte da renda.
Salário mínimo do Brasil é muito baixo
Apesar do reajuste recente, o salário mínimo brasileiro continua sendo muito baixo. E quem disse isso foi o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, ao analisar os parâmetros atuais do país verde e amarelo.
“Não estamos fazendo esse ato de apologia ao valor do salário mínimo. Porque o valor do salário mínimo é muito baixo no Brasil. Estamos fazendo apologia aqui à ideia de um presidente da República que, em 1936, criou a possibilidade de se estabelecer um salário que garantisse aos trabalhadores os direitos elementares”, afirmou Lula.
Jornalista apaixonado por futebol e por palavras, faço o que mais gosto (falar sobre o esporte bretão) por meio do que considero ser meu ofício (a atividade jornalística)