domingo, 22 de fevereiro de 2026

Pais não são obrigados a pagar 30% do salário de pensão alimentícia no Brasil

Imagem de Succo por Pixabay
Determinar quanto da renda mensal é destinada à pensão alimentícia no Brasil pode ser complexo. O cálculo, em 2026, é baseado nas necessidades do filho e na capacidade financeira do responsável, sem percentual fixo pela legislação.

Mesmo com um ganho mensal alto, a pensão pode não corresponder a 30% do salário líquido, número frequentemente usado como referência.

Critérios do cálculo
A pensão alimentícia considera dois fatores principais: as necessidades do filho em educação e bem-estar, e quanto o pagador pode contribuir sem comprometer suas necessidades básicas.

Geralmente, o valor varia entre 15% a 30% da renda líquida, após deduções obrigatórias, mas isso depende do julgamento de cada caso.

Mudanças na interpretação da lei

Houve mudanças recentes na interpretação do cálculo da pensão alimentícia. O Superior Tribunal de Justiça reafirmou que tanto o tempo de cuidado com os filhos como a sobrecarga materna devem ser considerados.

Esta interpretação busca uma maior justiça na divisão das responsabilidades financeiras entre os pais, refletindo melhor a realidade das famílias no Brasil.

Revisões e ajustes na pensão
Revisões do valor são comuns devido a mudanças financeiras ou necessidades do filho. Tais ajustes podem resultar em aumento ou redução do valor, desde que comprovados pela justiça.

A jurisprudência recente do STJ destaca a necessidade de comprovações objetivas das capacidades financeiras, promovendo maior transparência e objetividade na determinação dos valores.

A pensão alimentícia é um direito essencial do filho, garantindo seu desenvolvimento adequado. As famílias devem se preparar documentalmente e financeiramente para possíveis ajustes, assegurando que os direitos das crianças sejam priorizados.

Alan da SilvaPor Alan da Silva
Jornalista e revisor

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