Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles
A atual legislatura do Senado Federal acumula 46 pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), com um salto de 31 petições nos últimos 6 meses.
O número representa um aumento significativo no volume de requerimentos em comparação aos últimos anos. Entre 2023, 2024 e meados de 2025, foram protocoladas 24 petições contra os integrantes da maior instância do Judiciário.
O recordista da atual composição do STF é o ministro Alexandre de Moraes, com 29 pedidos de impeachment – 63% do total. Nos últimos seis meses, o relator dos julgamentos da trama golpista e dos ataques do 8 de Janeiro também acumula a maior parcela, citado em 18 das 31 petições.
Os pedidos de impeachment contra o Supremo ganharam destaque a partir do governo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e se mantiveram como uma manobra da oposição durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Apesar disso, nenhum dos pedidos avançou nos quase quatro anos. O atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), já se manifestou publicamente contra dar sequência aos pedidos contra o STF, mas também defende que o Legislativo mantenha essa prerrogativa.
No final de 2025, o Congresso e o ministro Gilmar Mendes travaram uma disputa de forças quando o decano do Supremo decidiu que somente a Procuradoria-Geral da República poderia analisar pedidos de impeachment contra integrantes do Supremo, causando forte reação dos parlamentares e recuando pouco depois.
Gilmar tem o segundo maior número de pedidos de impeachment na atual legislatura, com nove requerimentos. Em terceiro está o ministro Dias Toffoli, com sete pedidos – seis deles no último semestre. Desses, três foram motivados pela condução do ministro na relatoria do caso do Banco Master.