domingo, 5 de abril de 2026

Marina rejeita volta ao PT e fica na Rede para tentar Senado em SP

Foto: Arquivo/Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Ex-ministra tenta volta ao cargo de senadora na chapa com Simone Tebet ao Senado e Fernando Haddad ao governo paulista
A ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, descartou trocar seu partido Rede Sustentabilidade para voltar ao Partido dos Trabalhadores (PT), como estratégia para tentar retornar ao Senado, por meio dos votos de eleitores paulistas. O anúncio da deputada federal acreana radicada em São Paulo foi feito neste sábado (4), limite para a janela partidária.

Marina explicou que segue apoiando os projetos de reeleição do presidente Lula (PT) e uma almejada eleição estratégica do ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), para governador de São Paulo. A ex-senadora pelo Acre também sinalizou sua preferência de completar a chapa pelas duas vagas ao Senado ao lado da ex-ministra do Planejamento, Simone Tebet (PSB), que repete a trajetória de Marina na troca de seu estado de origem, Mato Grosso do Sul.

“Esta decisão reafirma o compromisso com a construção de um campo democrático plural, diverso e dedicado a criar um novo ciclo de prosperidade”, justificou Marina Silva.

A ex-ministra já disputou a presidência da República três vezes contra o PT, após deixar de ser petista. Na primeira dela, pelo PV, contra Lula, em 2010; na segunda pelo PSB, contra a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), em 2014, e pela Rede, contra Haddad, em 2018.

À frente da pasta do Meio Ambiente do atual mandato de Lula, Marina foi tratorada pelo próprio presidente ao resistir a projetos do presidente que contrariaram a visão ambientalista da Rede e da então ministra, como a exploração de petróleo na chamada Margem Equatorial do Brasil, que se estende pelo litoral desde o Amapá, passando pela Foz do Rio Amazonas, até o Rio Grande do Norte, com potencial de produzir mais de 30 bilhões de barris de petróleo.

O ex-governador Márcio França (PSB) também disputa ocupar uma das duas vagas ao Senado da chapa majoritária encabeçada por Haddad, em São Paulo.

Veja outras justificativas de Marina:
Davi SoaresPor Davi Soares

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