domingo, 25 de setembro de 2022

Quem criou história do ‘nós contra eles’ foi o PT e Bolsonaro adora, diz Ciro

Ciro Gomes no debate. Foto: Divulgação SBTEquipe Focus
A fala de Ciro foi feita após o questionamento de jornalista ao presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, sobre os casos de violência durante as eleições
O candidato pelo PDT a presidente, Ciro Gomes, ao comentar o aumento de casos de violência política no Brasil, afirmou que quem “criou essa história do nós contra eles foi o PT e o Bolsonaro adora porque um resolve o problema do outro”.

A fala de Ciro foi feita após o questionamento de jornalista ao presidente Jair Bolsonaro (PL), candidato à reeleição, sobre os casos de violência durante as eleições. A profissional perguntou se o chefe do Executivo se arrepende da declaração sobre “fuzilar a petralhada”.

Em resposta, o presidente disse que, durante seu governo, foram reduzidas em mais de 40% as mortes violentas no Brasil, quadro atribuído por ele, inclusive, pela política armamentista.

Bolsonaro também citou a morte de um petista em Foz do Iguaçu (PR) por um bolsonarista. “Esse episódio lamentável de Foz do Iguaçu, como tantos outros, eu recebi o irmão da vítima, que disse para todos que votava em mim. Eu recebi com toda cordialidade. Liguei para os seus familiares naquele momento. Fiz uma live de quase uma hora. A esposa dele também fez uma oração de mais de 30 minutos pregando a paz”, comentou.

“Querer imputar a mim essa responsabilidade foge do jornalismo minimamente sério”, emendou Bolsonaro.

O debate foi realizado pelo SBT, em parceria com a CNN, Veja, Estadão, Nova Brasil FM e Terra.]

Agência Estado

Senador Eduardo Girão canta música de Renato Russo e ataca STF

Reprodução
Com o microfone na mão, o político altera a letra e troca Senado por STF. “Nas favelas, no STF… sujeira pra todo lado…”.
O senador da República Eduardo Girão (Podemos-CE) fez críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) enquanto cantava música de Renato Russo.

Logo que começa a cantar, o político faz questão de alterar a letra e trocou Senado por STF. “Nas favelas, no STF, sujeira pra todo lado”, cantou Girão.

O senador reforçou que o motivo de alterar a letra da música foi “uma pequena contribuição/atualização do que está ocorrendo em Brasília e que qualquer eventual erro pode não ter ser sido mera coincidência”.
Em fevereiro deste ano, o senador Eduardo Girão (Podemos-CE) criticou, em pronunciamento, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) por estarem, segundo ele, descumprindo a lei pelo cometimento de “abusos” e por exercerem atividades político-partidárias. Ações passíveis de impeachment, de acordo com o parlamentar.

Já em junho, o senador criticou, também em pronunciamento, a atuação dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), que ele classificou como “midiática”. Para Girão, alguns ministros são mais conhecidos do que cantores ou jogadores de futebol, “porque toda semana são focos de notícia”, algo, segundo ele, muito diferente do que ocorre nos Estados Unidos.

GCMais

Prisão de eleitores fica restrita de 27 de setembro a 4 de outubro

Reprodução
A legislação eleitoral estabelece que cinco dias antes do dia da eleição eleitores e eleitoras não podem ser presos ou detidos a não ser em caso de flagrante delito, em cumprimento de sentença judicial por crime inafiançável ou em razão de desrespeito a salvo-conduto.

Assim, a partir desta terça-feira (27) e até 48 horas depois do primeiro turno, a prisão ou detenção de eleitores fica restrita em todo o território nacional, por determinação do Código Eleitoral.

A regra tem o propósito de garantir ao eleitor o direito de votar sem que ninguém o impeça ou evitar que grupos políticos cometam abusos com eleitores, impedindo a total liberdade do cidadão comparecer às urnas.

De acordo com a lei, qualquer eleitor detido no período deverá ser conduzido a um juiz para verificar a legalidade do ato. Em caso de irregularidade, a prisão será cancelada e quem mandou prender ou deter pode ser responsabilizado.

Para os candidatos e candidatas, a impossibilidade de prisão é garantida 15 dias antes da votação. Portanto, desde 17 de setembro nenhum candidato pode ser detido ou preso salvo em flagrante delito. As restrições à prisão de eleitores e candidatos voltam a valer antes do segundo turno (30 de outubro) da eleição.

Essas regras são do art. 236 do Código Eleitoral (Lei 4.737, de 1965), que garante o direito ao voto e o atendimento pleno da democracia tanto para os que votam, quanto para os que são votados: é a chamada imunidade eleitoral.

Assim, nenhum eleitor poderá ser preso de 27 de setembro a 4 de outubro, a menos que seja flagrado cometendo crime; ou haja contra ele sentença criminal condenatória por crime inafiançável; ou ainda por desrespeito ao salvo-conduto.

Esta última exceção é para a autoridade que desobedecer salvo-conduto. Funciona assim: o juiz eleitoral ou o presidente de mesa pode expedir uma ordem específica para proteger o eleitor vítima de violência ou que tenha sido ameaçado em seu direito de votar. O documento garante liberdade ao cidadão nos três dias que antecedem e nos dois dias que se seguem ao pleito. A autoridade que desobedecer o salvo-conduto pode ser detida por isso.

Também de acordo com a lei, os membros das mesas receptoras (mesários) e os fiscais de partido, durante o exercício de suas funções, não poderão ser detidos ou presos, salvo flagrante delito.

GCMais

Diocese de Sobral emite comunicado sobre criança que atrai multidão em busca de milagres

A criança de 7 anos de idade e os pais professam a fé católica, segundo o bispo diocesano
Após ser procurada pelos meios de comunicação do Ceará e por muitos fiéis a dar um parecer sobre as “curas realizadas por meio de uma criança”, na cidade de Cruz-CE, a Diocese de Sobral emitiu um comunicado oficial afirmando que a Igreja nunca negou a existência de milagres e acredita que o Espírito Santo age como quer e através de diversos meios.

Consta ainda no documento que a Igreja, para reconhecer e declarar oficialmente um milagre, adota critérios científicos extremamente exigentes que são recordados os sete principais para reconhecer uma cura milagrosa, conforme estabelecido no documento De servorum beatificatione et beatorum canonizatione (livro IV, capítulo VIII, 2-1734), do Papa Bento XIV:

1. A doença deve ter características de gravidade, com prognóstico negativo;
2. O diagnóstico real da doença deve ser certo e preciso;
3. A doença deve ser apenas orgânica;
4. Nenhum tratamento pode ter favorecido o processo de cicatrização;
5. A cura deve ser repentina, inesperada e instantânea;
6. O retorno ao normal deve ser completo (e sem convalescença);
7. A cura deve ser duradoura (sem recaídas).

A Diocese de Sobral reforça ainda que, no caso específico de Cruz-CE, a criança e seus pais professam a fé católica, e que a criança frequenta a catequese de iniciação à vida cristã. Por último, a Diocese de Sobral continua acompanhando o caso.

O comunicado oficial está assinado pelo bispo diocesano Dom José Luiz Gomes de Vasconcelos.

GCMais

sábado, 24 de setembro de 2022

Cão farejador encontra 105 kg de cocaína escondida em carga no aeroporto

Cão farejador da Polícia Federal aponta carga de papel 
A Polícia Federal apreendeu 105 kg de cocaína escondida em uma carga de papel durante fiscalização de rotina no Aeroporto de Fortaleza, nesta sexta-feira (23). A droga foi encontrada com ajuda do cão "Inu", que farejou os entorpecentes no terminal de cargas do aeroporto.

A carga foi despachada de Fortaleza e tinha como destino Maputo, em Moçambique. Os exames preliminares realizados pelos policiais federais confirmaram cocaína ocultada na carga.

A droga foi encaminhada para a Superintendência Regional da Polícia Federal. Não houve prisão. A Polícia Federal investigará as circunstâncias do crime em Inquérito Policial.

Casal é preso após ser flagrado com cocaína

Droga foi encontrada pela Polícia Federal em embalagens de desodorante, creme de barbear, café e chocolate
Um casal oriundo do Amazonas foi preso nesta sexta-feira, 23, após ser flagrado com cocaína em bagagem pessoal despachada em voo internacional no Aeroporto de Fortaleza. A droga foi encontrada pela Polícia Federal (PF) em embalagens de desodorante, creme de barbear, café e chocolate.

Os suspeitos tinham como destino final Dubai com escala em Lisboa, em Portugal. No momento do flagrante, os dois, que têm23 e 34 anos de idade, negaram o ilícito aos policiais alegando não saber que transportavam cocaína.

Os indiciados foram conduzidos à sede da Superintendência Regional da Polícia Federal no Ceará e foram autuados por tráfico internacional de drogas. Eles estão à disposição da Justiça Federal.
As investigações continuam para apurar a participação de outras pessoas no crime.

Adolescente de 14 anos é encontrada morta às margens de canal

Pelo menos 25 garotas de até 19 anos já foram mortas no Estado neste ano
O corpo de uma adolescente de 14 anos foi encontrado às margens de um canal  no bairro Bom Jardim, em Fortaleza. A vítima foi encontrada com marcas de disparos de arma de fogo.

Nenhum suspeito foi preso. A motivação do crime é investigada. O caso está a cargo da 2ª Delegacia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Somente neste ano, pelo menos 25 garotas de até 19 anos foram mortas no Estado, conforme dados da SSPDS. O caso registrado no Bom Jardim foi, pelo menos, o terceiro em que uma adolescente foi morta em Fortaleza em menos de uma semana. 

No último domingo, 18, duas adolescentes, haviam sido encontradas mortas no Conjunto Arvoredo, localizado no bairro Mondubim. As vítimas foram identificadas como Ana Clara Lopes de Sousa, de 14 anos, e Nayara, de 16 anos. Um suspeito do crime foi preso: Matheus Bezerra da Costa, de 19 anos.

Conforme as investigações da Polícia Civil do Ceará (PC-CE), o duplo homicídio ocorreu porque os criminosos acreditavam que as vítimas pertenciam à facção Guardiões do Estado (GDE), rival da que predomina no local do crime, o Comando Vermelho (CV). 

Não há indícios de que as vítimas eram faccionadas e suspeita-se que elas foram mortas apenas por residirem em uma comunidade dominada pela GDE.

TSE identifica 'doações' de mortos, desempregados e de beneficiários do Auxílio Brasil a candidatos

São R$ 605 milhões em supostas fraudes nas campanhas destas eleições, totalizando 59 mil casos; entenda o esquema
A nove dias do primeiro turno das eleições, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) identificou irregularidades no uso do dinheiro público para custear campanhas. Os indícios representam um total de R$ 605 milhões. Na lista de casos suspeitos estão gastos que teriam sido feitos por parentes e empresas de fachada com sócios inscritos em programas de assistência social do governo federal, como o Auxílio Brasil.

O TSE encontrou ainda seis casos de doações feitas por pessoas mortas a candidatos. A análise preliminar realizada pelo órgão com dados recebidos de entidades fiscalizadores identificou, até a última quinta-feira (22), ao menos 59. 072 casos de doações ou gastos potencialmente irregulares.

Como revelou o jornal Estadão, partidos políticos têm realizado gastos suspeitos com recursos repassados pelo Fundo Eleitoral.

Algumas campanhas chegaram a desembolsar R$ 80 mil com cabos eleitorais e empresas não relacionadas a atividades ligadas às eleições, que oferecem serviços de paisagismo, transporte escolar e festas.

O relatório parcial produzido por técnicos da Corte Eleitoral foi resultado do cruzamento de informações entre as prestações de contas apresentadas pelos candidatos até o último dia 13 e dados de órgãos de fiscalização, como o Tribunal de Contas da União (TCU), a Receita Federal, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), o Ministério Público Eleitoral e a Polícia Federal. 

De mortos a desempregados 
Entre as irregularidades cometidas com recursos públicos constam ao menos 190 casos de doadores desempregados que repassaram, ao todo, R$1,1 milhão às campanhas. Há, ainda, seis pessoas mortas que destinaram R$ 39 mil para candidatos.

Foram identificadas 10.296 situações nas quais um mesmo concorrente recebeu diversas contribuições feitas por diferentes empregados de uma mesma empresa. A principal fonte de suspeita dos órgãos técnicos advém de 42 mil empresas com baixo número de empregados que receberam R$ 309 milhões pela prestação de serviço às campanhas.

Além disso, boa parte do montante de R$ 605 milhões destinado às atividades alvo de suspeitas foi usada para bancar contratações de empresas abertas neste ano ou com sócios filiados a partidos. Mais de R$ 263 milhões foram utilizados para essa finalidade.

Somam-se a essas irregularidades 109 empresas fornecedoras de serviços às campanhas, com sócios inscritos em programas sociais, como o Auxílio Brasil, que paga R$ 600 mensais. Juntas, elas repassaram mais de R$ 1 milhão a candidatos neste ano.  

Doações familiares 
Segundo o TSE, existem 2.361 pessoas que têm relação familiar com os candidatos e, mesmo assim, receberam mais de R$ 10 milhões para atuar como fornecedoras de material ou prestadoras de serviços das campanhas.

O Estadão mostrou, nesta semana, que ao menos 160 candidatos gastaram R$ 10,9 milhões somente com empresas que subcontratam cabos eleitorais. Como não há registro público dos nomes dos contratados, não é possível saber quem são eles nem se existem comissionados ou parentes na lista.

O Fundo Eleitoral deste ano tem R$ 4,9 bilhões, montante a ser dividido entre os partidos. Os casos identificados pelo TSE são encaminhados ao Ministério Público Eleitoral para investigação e, se comprovadas as irregularidades, transformam-se em processos na Justiça Eleitoral. 

Diário do Nordeste

Simone Tebet diz que ausência de candidatos em debate é ‘covardia’

Ela saiu de 1% para 5% entre 23 de junho e a última pesquisa Datafolha, que saiu nesta quinta-feira, 22
A candidata à Presidência da República Simone Tebet (MDB) acredita que candidatos que se recusam a ir a debates são covardes. Na sabatina do Estadão, os presidenciáveis Jair Bolsonaro (PL), que tenta a reeleição, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) faltaram. Lula disse nesta sexta-feira que não irá ao debate deste sábado, 24, que reúne o Estadão/Rádio Eldorado, Veja, Terra, CNN, SBT e NovaBrasilFM. Bolsonaro confirmou a presença.

Para ela, a recusa de participar do encontro é não querer discutir os desafios que existem no País para o próximo presidente. “Espero que todos compareçam, porque a covardia nesse momento de um Brasil com tantas complexidades, tantos problemas, não pode ter uma cadeira vazia. Se não tem coragem de ir num debate para debater e falar com com os brasileiros que coragem vai ter pra resolver os problemas sérios do Brasil hoje como a fome, a miséria, a desigualdade social, o desemprego e a falta de políticas públicas que incluam a todos?”, questiona Tebet, durante visita ao centro de treinamento paraolímpico, em São Paulo, nesta sexta-feira, 23.

A declaração de Simone foi dada antes da confirmação da presença de Bolsonaro no debate e da indicativa de Lula de que não irá.

Os debates são o momento de os eleitores conhecerem verdadeiramente os candidatos, segundo Tebet. “O debate é a essência da democracia no processo eleitoral. É quando as máscaras caem, quando não tem maquiagem, publicitário, marqueteiro. É você e a tela de uma televisão pedindo autorização pra entrar na casa de milhões de brasileiros. Ali é a verdade que prevalece. O eleitor tem a sensibilidade de sentir pelo tom de voz se o candidato está falando aquilo que acredita, se as propostas são factíveis e se ele efetivamente é compromissado”, defende.

Acompanhada de sua candidata à vice-presidente, a senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP), Tebet descartou a especulação de um convite do PT para ela assumir um Ministério. “Não fui abordada sobre isso, porque eles sabem qual é a resposta”, diz. Ela também deixa a entender que, mesmo convidada, não aceitaria. “Eles não são loucos de fazê-lo e me conhecem. Sabem que não estamos aqui por cargos, estamos aqui por um propósito, que é nos apresentarmos como melhor alternativa para o Brasil”, declara.

A senadora minimizou o voto útil, que tem sido defendido por eleitores nas redes sociais. “A única coisa que as pesquisas mostram nesses trinta dias de eleição é que o voto útil não está tendo efeito nenhum. O cidadão brasileiro é dono do seu voto e ele se sente desprestigiado quando alguém diz ‘vamos garantir logo no primeiro turno’. Como se a eleição e os problema do Brasil acabassem dia 2 de outubro, ao contrário”, comenta.

Simone Tebet comemorou o avanço nas pesquisas de intenção de voto. Ela saiu de 1% para 5% entre 23 de junho e a última pesquisa Datafolha, que saiu nesta quinta-feira, 22. “Estou muito feliz com a caminhada. Éramos desconhecidas por 70% do eleitorado brasileiro. Em menos de 30 dias, houve o processo inverso. Hoje, somos as menos rejeitadas. Isso mostra que a população quer equilíbrio, diálogo, olho no olho, transparência” Ela condena ainda o fato de essa eleição ser “uma eleição do medo”, na qual o eleitor está tendo que optar pelo candidato “menos pior”.

Propostas

A candidata ao Palácio do Planalto também comentou sobre suas propostas para tornar o Brasil mais inclusivo, se eleita. Ela pretende dar benefícios fiscais para empresas que contratarem mais pessoas com deficiência em seu quadro de funcionários. “É mais do que exigir que a lei seja cumprida, é dar estímulo para o setor de bens, serviços, indústrias e comércio para que eles possam, com isenções tributárias, contratar mais. Não queremos apenas que o setor produtivo contrate as pessoas com deficiência no limite da lei, queremos ultrapassar”, promete Simone.

A senadora também criticou a falta de compromisso do atual governo Bolsonaro nesse tema. “Esse é um governo insensível, que não olha pras pessoas. É um governo que acha que o Brasil tem que ser de meia dúzia, que o Brasil tem que ser elitizado, com pessoas de características muito específicas. É um governo que virou as costas no momento que o Brasil mais precisou. Estamos prontos para fazer exatamente o contrário”, diz.

Agência Estado

TSE proíbe filtro ‘Prefiro Lula’ após acusação de Ciro de roubo da logomarca

Os filtros funcionam como uma espécie de selo para os usuários estamparem suas fotos de perfil com declarações de apoio aos candidatos
A ministra Maria Claudia Bucchianeri, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atendeu a um pedido do PDT e mandou tirar do ar um filtro de apoio ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O partido alega que houve usurpação da identidade visual da campanha de Ciro Gomes (PDT).

A decisão diz que a legislação eleitoral assegura a exclusividade dos “símbolos” e proíbe “variações que venham a induzir a erro ou confusão”.

“A apropriação e reprodução da identidade visual desenvolvida por uma campanha, em favor de outra, pode gerar dúvidas no eleitorado e servir como mais um elemento na construção de narrativa inverídica de apoiamento de um candidato ao outro”, escreveu a ministra.

Os filtros funcionam como uma espécie de selo para os usuários estamparem suas fotos de perfil com declarações de apoio aos candidatos. Nas redes sociais, Ciro acusou a campanha petista de “roubar” sua logomarca.

A modificação no filtro foi feita por uma página de humor no Twitter, que negou relação com a campanha oficial de Lula e com o PT. A frase “Prefiro Ciro 12” foi substituída por “Prefiro Lula 13” e pela versão em francês “Je préfrère Lula 13”.

Um comunicado publicado no perfil diz que a “paródia visual” é “comum em todas as democracias”. “Uma coisa que foi feita como uma piada interna entre pessoas que acompanham o perfil, e com pouca adesão, acabou ganhando grande proporção devido a divulgação feita pelo próprio administrador do perfil do candidato no Twitter em busca de um fato, fazendo triplicar em menos de 12 horas o uso do bottom”, diz a nota.

Criada para ironizar o governo do presidente Jair Bolsonaro (PL), a página @jairmearrependi tem mais de 276 mil seguidores e faz sucesso com sátiras políticas.

Agência Estado