quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Adolescente do Nordeste cria solução sustentável para levar água ao semiárido

Lucas, um garoto brasileiro do Recife, criou uma bomba movida a energia eólica barata que leva água a famílias carentes: prêmio internacional. - Foto: arquivo pessoal
A água sempre foi um dos bens mais preciosos do Nordeste. Em regiões marcadas por longos períodos de seca, especialmente na zona rural, o acesso ao recurso ainda exige esforço diário de muitas famílias, que caminham quilômetros até encontrar uma fonte segura. Foi diante dessa realidade que um jovem pernambucano decidiu transformar criatividade em solução.

O estudante Lucas Figueiredo Medeiros, de 14 anos, desenvolveu uma bomba d’água movida à energia do vento, construída a partir de materiais recicláveis, como garrafas PET, sucata metálica e peças reaproveitadas de equipamentos antigos. O projeto tem baixo custo, é simples de montar e pode ser replicado por moradores com pouco apoio técnico.

Aluno do Colégio Santa Maria, no Recife, Lucas pensou em um protótipo acessível para comunidades do semiárido, capaz de retirar água de poços, cacimbas ou reservatórios próximos. O sistema funciona sem eletricidade ou combustível: o vento movimenta hélices ligadas a um eixo mecânico que faz a água subir até o ponto de uso.

Além de ser cerca de 70% mais barata que bombas tradicionais, a tecnologia se destaca pela facilidade de manutenção e pelo uso de materiais comuns, tornando-se uma alternativa viável para pequenos produtores rurais, assentamentos e vilarejos afastados.

A inovação ganhou destaque em feiras científicas escolares, rendeu medalhas em competições nacionais e levou Lucas a disputar eventos internacionais. No ano passado, o jovem recebeu um prêmio internacional em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, pelo impacto social e pelo uso de energia limpa.

Hoje, Lucas é referência entre jovens inovadores brasileiros que apostam em tecnologia social para enfrentar desafios históricos, mostrando que boas ideias também nascem onde a água é mais rara.

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