sábado, 3 de janeiro de 2026

Gasolina pode chegar a R$ 6,26 e diesel a R$ 6,27 com reajuste do ICMS no Ceará

Foto: Reprodução/Pexels
Aumento começou a valer nesta quinta-feira (1º) e impacto varia conforme o estoque dos postos
O reajuste do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre combustíveis entrou em vigor nessa quinta-feira (1º) e deve provocar aumento nos preços da gasolina e do diesel no Ceará. A mudança foi definida em decisão do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) e vale para todo o país, com impacto direto no valor cobrado nas bombas.

O ICMS da gasolina teve acréscimo de R$ 0,10 por litro, enquanto o diesel registrou aumento de R$ 0,05. Com isso, a alíquota passou a ser de R$ 1,57 no caso da gasolina e de R$ 1,17 para o diesel.

No Ceará, o preço médio da gasolina comum é atualmente de R$ 6,16. Com o reajuste do ICMS, o valor deve chegar a cerca de R$ 6,26 por litro. De acordo com dados mais recentes, o menor preço encontrado no estado é de R$ 5,59, enquanto o maior alcança R$ 7,75.

Já o diesel tem preço médio de R$ 6,17 no estado e, com o aumento do imposto, pode passar para R$ 6,27. Os valores variam entre R$ 5,82, no menor registro, e R$ 6,55, no maior.

Os números têm como base o último levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), referente às semanas de 21 a 27 de dezembro de 2025.

Entenda o reajuste do ICMS
O reajuste foi definido em setembro do ano passado pelo Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz). Para o cálculo, foram considerados os preços médios mensais dos combustíveis divulgados pela ANP entre fevereiro e agosto de 2025, em comparação com o mesmo período do ano anterior.

Este é o segundo ano consecutivo de elevação do ICMS sobre combustíveis. Em fevereiro de 2025, o imposto estadual já havia sido reajustado, repetindo o movimento de atualização das alíquotas adotado pelos estados.

Desde 2023, o ICMS sobre combustíveis passou a adotar um modelo de alíquota fixa em todo o país. A mudança substituiu o sistema anterior, no qual cada estado definia individualmente seus percentuais.

De acordo com o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda, Finanças, Receita ou Tributação dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), o reajuste considera os preços médios mensais dos combustíveis divulgados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O cálculo compara os valores praticados entre fevereiro e agosto de 2025 com o mesmo período de 2024.

Por serem considerados preços-chave, aumentos de impostos sobre combustíveis tendem a repercutir em diversos setores da economia, influenciando custos de transporte e o valor final de produtos e serviços.

No início do atual governo, a Petrobras deixou de adotar a política de paridade internacional de preços, modelo que vinculava os reajustes dos combustíveis às oscilações do petróleo no mercado externo e à variação do dólar.

GCMais

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