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Medida promete reduzir a “bagunça” de cabos no alto das ruas, aumentar a segurança e mudar o visual urbano com um plano de migração gradual
Medida promete reduzir a “bagunça” de cabos no alto das ruas, aumentar a segurança e mudar o visual urbano com um plano de migração gradual
A cidade do Guarujá, no litoral de São Paulo, deu um passo que pode mudar completamente a paisagem urbana: uma lei municipal sancionada em novembro de 2025 determina que o cabeamento hoje exposto nos postes passe a ser instalado no subsolo.
Na prática, a regra envolve não só energia elétrica, mas também estruturas de telefonia, internet, TV a cabo e fibra óptica, que hoje formam emaranhados visíveis em diversas vias.
A proposta mira dois pontos que pesam no dia a dia: a poluição visual e os riscos ligados à fiação aérea.
Cabos soltos, rompimentos em temporais, quedas e até situações de perigo para pedestres e motoristas estão entre os problemas que a mudança tenta reduzir.
Outro impacto esperado é dificultar furtos de cabos, já que a instalação subterrânea tende a ser mais protegida e menos vulnerável.
A migração, porém, não será imediata. O plano prevê que as concessionárias e operadoras façam a substituição de forma gradual, com prazo que pode chegar a até cinco anos para a conclusão total, começando por áreas prioritárias e avançando para outros bairros.
A prefeitura também deverá estabelecer critérios técnicos e fiscalização para organizar a execução, já que a obra exige planejamento, intervenções no solo e coordenação entre diferentes empresas.
Se o cronograma sair do papel, a expectativa é de ruas com menos postes carregados de cabos, maior organização da infraestrutura e um padrão urbano mais moderno.
Ao mesmo tempo, especialistas lembram que o desafio está no custo da obra e na necessidade de sincronizar serviços para evitar que a cidade vire um canteiro permanente.
Ainda assim, o Guarujá passa a ser um dos exemplos mais comentados quando o assunto é “enterrar fios” e redesenhar o visual das cidades.

Layne Brito
Estudante de jornalismo na Universidade Evangélica de Goiás (UniEVANGÉLICA) e engenheira agrônoma, curiosa e sempre em busca de aprender, observar e contar histórias.