quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Grupo que apostou R$ 13 milhões na Mega da Virada fez mais de 2 mil quadras e 45 quinas

Foto: Arquivo pessoal/Glaciel Andrade e Tomaz Silva/Agência Brasil
Um grupo de apostadores de Cachoeira Dourada, no sul de Goiás, que investiu cerca de R$ 13 milhões na Mega da Virada, acertou 45 quinas e cerca de 2 mil quadras, segundo o organizador Glaciel Andrade, sargento da Polícia Militar.

Cada aposta premiada vai receber R$ 11.931,42 pela quina e R$ 216,76 pela quadra.

Glaciel informou ao portal g1 que o grupo registrou 57 jogos de 20 números ao custo de R$ 232,5 mil, totalizando mais de R$ 13 milhões em aposta.

Pelas 45 quinas e 2 mil quadras, o grupo deve receber um valor próximo de R$ 1 milhão.

De acordo com o resultado divulgado pela Caixa Econômica Federal na manhã desta quinta-feira (1º), 3.921 apostas acertaram a quina e 308.315 acertaram a quadra em todo o país.

Já o prêmio principal, de R$ 1,09 bilhão, foi dividido entre seis apostas, configurando o maior valor da história da loteria. As dezenas sorteadas foram: 09 – 13 – 21 – 32 – 33 – 59.

Com informações de g1

Fibromialgia passa a ser reconhecida como deficiência por lei nacional

Foto: Reprodução
Norma sancionada em 2025 garante direitos legais e entra em vigor a partir de janeiro de 2026
A fibromialgia passou a ser oficialmente reconhecida como deficiência para todos os efeitos legais no Brasil após a sanção da Lei nº 15.176, em 23 de julho de 2025, pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ampliando o acesso de pessoas diagnosticadas à rede de direitos assegurados às pessoas com deficiência.

A legislação também inclui, no mesmo enquadramento jurídico, a síndrome da fadiga crônica e a síndrome complexa de dor regional, equiparando essas condições a outras deficiências já previstas na legislação brasileira.

A nova lei foi publicada no Diário Oficial da União no dia da sanção e estabelece validade em todo o território nacional. A norma entra em vigor após o prazo de 180 dias, o que leva sua aplicação prática para janeiro de 2026.

Com isso, deixa de existir a diferença de interpretação entre estados e municípios sobre o reconhecimento da fibromialgia como deficiência, criando um padrão nacional para concessão de direitos e benefícios.

Com o novo enquadramento, pessoas diagnosticadas com fibromialgia, síndrome da fadiga crônica ou síndrome complexa de dor regional passam a ter acesso aos direitos garantidos às pessoas com deficiência. Entre eles estão isenções fiscais, benefícios assistenciais e previdenciários, além da participação em cotas reservadas em concursos públicos.

A legislação também assegura o acesso às garantias previstas na Lei Brasileira de Inclusão, como atendimento prioritário e outras políticas de inclusão social, conforme os critérios já aplicados a outras deficiências.

Avaliação biopsicossocial será exigida para acesso aos benefícios
Apesar do reconhecimento legal, o acesso aos direitos não será automático. A lei determina que o enquadramento como pessoa com deficiência dependerá de avaliação biopsicossocial, realizada por equipe multiprofissional.

Essa análise levará em conta não apenas os sintomas clínicos, mas também o impacto das síndromes na funcionalidade, na autonomia e na participação social do indivíduo em igualdade de condições com as demais pessoas.

Lei prevê diretrizes de atendimento pelo SUS
Outro ponto previsto na norma é a definição de diretrizes para o atendimento integral das pessoas com fibromialgia por meio do Sistema Único de Saúde. O texto estabelece que o Estado deve formular estratégias de acompanhamento multidisciplinar, envolvendo diferentes especialidades médicas e terapêuticas.

A medida busca garantir um cuidado coordenado e contínuo, considerando a complexidade e a natureza muitas vezes invisível dessas condições.

Impactos na área previdenciária e assistencial
Com a entrada em vigor da Lei nº 15.176/2025, o reconhecimento da fibromialgia como deficiência poderá fundamentar pedidos de benefícios assistenciais, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS), além de reforçar solicitações de isenção tributária, aposentadorias e adequações funcionais.

A sanção é considerada um marco jurídico por profissionais da área previdenciária e assistencial, ao reconhecer institucionalmente a vulnerabilidade associada a essas condições, frequentemente marcadas por sintomas subjetivos e dificuldades de comprovação pericial.

Quem tem pressão alta pode tomar água com gás? Cardiologista responde

Para quem tem pressão alta, o mais importante continua sendo manter uma alimentação equilibrada
A água com gás costuma dividir opiniões. Para algumas pessoas, ela é uma aliada para beber mais líquidos. Para outras, desperta desconfiança, especialmente entre quem já ouviu que “bebida com gás faz mal para o coração”.

Nas redes sociais, vídeos alarmistas costumam misturar conceitos e gerar confusão. Mas será que a água com gás realmente aumenta a pressão arterial?

A resposta passa por entender o que, de fato, influencia a pressão ao longo do tempo e o que provoca apenas reações momentâneas do organismo. 

Por isso, separamos informações do cardiologista Sérgio Francisco, do perfil Café com Cardio. Vem ler a reportagem para entender!

O que existe por trás do gás das bebidas
O gás presente tanto na água com gás quanto nos refrigerantes é o dióxido de carbono, conhecido como CO₂. Ele é responsável pelas bolhas e pela sensação característica na boca e no estômago.

Esse efeito sensorial faz muita gente associar automaticamente qualquer bebida gaseificada a algo potencialmente prejudicial à saúde cardiovascular.

No entanto, o impacto de uma bebida sobre a pressão arterial não depende apenas do gás. Açúcares, adoçantes, sódio, cafeína e outros compostos presentes nos refrigerantes têm papel muito mais relevante quando o assunto é risco cardiovascular no longo prazo.

O que a ciência já mostrou sobre bebidas com gás
Estudos que observaram aumento de pressão arterial ao longo do tempo analisaram principalmente o consumo frequente de refrigerantes, tanto os tradicionais quanto os chamados “zero”.

Nessas bebidas, o problema não é o gás isoladamente, mas o conjunto de substâncias que fazem parte da fórmula. O cardiologista Sérgio Francisco explica esse ponto:

“Todos os estudos que mostraram que bebidas carbonatadas podem aumentar a pressão no longo prazo são referentes a refrigerante, com açúcar ou sem açúcar.”

Ou seja, o risco observado nos estudos não pode ser automaticamente transferido para a água com gás, que não contém açúcar, adoçantes artificiais nem outros compostos presentes nos refrigerantes.

Água com gás aumenta a pressão?

A resposta curta é: não de forma sustentada.

A água com gás pode provocar uma elevação transitória da pressão arterial logo após o consumo, mas isso faz parte de uma resposta fisiológica normal do organismo, semelhante ao que acontece ao longo do dia com estímulos como caminhar, subir escadas ou se levantar rapidamente.

Essa elevação momentânea não representa risco para quem tem hipertensão controlada e não está associada a danos cardiovasculares cumulativos.

O que significa aumento “transitório” da pressão
Quando se fala em aumento transitório, trata-se de uma variação passageira, que dura poucos minutos e se normaliza sozinha. O corpo humano ajusta a pressão arterial constantemente para lidar com estímulos do ambiente e do próprio metabolismo.

Isso é diferente do aumento crônico da pressão, que ocorre quando há fatores persistentes atuando sobre o sistema cardiovascular, como dieta rica em sódio, excesso de açúcar, sedentarismo, obesidade e estresse constante.

Quem tem pressão alta pode consumir água com gás?
Para a maioria das pessoas com hipertensão, especialmente aquelas em acompanhamento médico e com pressão controlada, a água com gás pode fazer parte da rotina sem problemas.

Ela hidrata da mesma forma que a água sem gás e, para alguns, facilita o consumo adequado de líquidos ao longo do dia. 

Atenção aos rótulos
Algumas águas com gás adicionam sódio à composição para realçar o sabor. Embora geralmente as quantidades sejam pequenas, pessoas com restrição rigorosa de sódio devem conferir o rótulo e optar por versões com baixo teor desse mineral.

Em resumo
A água com gás não aumenta a pressão arterial de forma sustentada e não está associada ao desenvolvimento de hipertensão.

O alerta que existe na literatura científica se refere principalmente aos refrigerantes, independentemente de terem açúcar ou não.

Para quem tem pressão alta, o mais importante continua sendo manter uma alimentação equilibrada, reduzir o consumo de ultraprocessados e seguir a orientação médica.

A era do papel higiênico está chegando ao fim, à medida que mais e mais pessoas optam por alternativas mais eficientes

Chuveirinho, bidê e até panos reutilizáveis: entenda por que o papel higiênico pode estar com os dias contados e quais alternativas ganham espaço
Por muitos anos, o papel higiênico foi sinônimo de higiene no banheiro brasileiro. Mas esse costume vem mudando aos poucos. Cada vez mais pessoas estão trocando o papel por alternativas mais eficientes, econômicas e sustentáveis, que usam água como principal aliada da limpeza.

Essa mudança não é moda passageira. Em vários países, e também no Brasil, o debate sobre economia, conforto e impacto ambiental tem levado muita gente a repensar hábitos antigos.

Por que o papel higiênico está sendo questionado
Antes mesmo de chegar ao banheiro, o papel higiênico já causa impacto no meio ambiente. Sua produção consome árvores, água e produtos químicos, além de gerar resíduos. No uso diário, o desperdício também é grande: muitas vezes vai meio rolo em uma única ida ao banheiro.

Com a busca por soluções mais conscientes e eficientes, alternativas que usam água ganham destaque por proporcionarem mais sensação de limpeza e menos desperdício.

Chuveirinho higiênico: o favorito dos brasileiros
O chuveiro higiênico, conhecido como chuveirinho, já é comum em muitas casas brasileiras. Fácil de instalar e com custo acessível, ele garante uma higiene mais completa usando apenas um jato de água controlado.

Além disso, ajuda a evitar irritações na pele e reduz bastante o uso de papel, o que pesa menos no bolso ao longo do mês.

Bidê: o clássico que volta ao banheiro
Por muito tempo esquecido, o bidê começa a reaparecer em projetos de banheiro. Ele oferece limpeza suave e eficiente com água corrente. Apesar de ocupar mais espaço, tem sido escolhido por quem prioriza conforto e bem-estar no dia a dia.

Assentos sanitários eletrônicos: conforto com tecnologia
Muito populares na Ásia, os assentos eletrônicos vêm ganhando espaço no mercado brasileiro. Eles oferecem jato de água ajustável e, em alguns modelos, até secagem. Antes vistos como luxo, hoje já existem versões mais acessíveis.

Panos reutilizáveis: opção sustentável, mas pouco comum
Os panos laváveis aparecem como alternativa ecológica extrema. Apesar de reduzirem quase totalmente o lixo, exigem cuidados extras com higiene e lavagem, o que nem sempre combina com a rotina da maioria das famílias.

Um novo hábito em construção
O papel higiênico ainda não desapareceu, mas seu uso já não é mais absoluto. Chuveirinho, bidê e novas tecnologias mostram que a higiene íntima pode evoluir, trazendo mais conforto, economia e respeito ao meio ambiente.

Talvez, em alguns anos, o rolo de papel no banheiro pareça coisa do passado, assim como tantos outros hábitos que já ficaram para trás.

Grupo do Rio Grande do Sul que apostou R$ 500 mil na Mega da Virada acertou quina e quadras

Foto Shutterstock
Um grupo de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul, que apostou mais de R$ 500 mil na Mega da Virada acertou a quina e 'diversas quadras'. O sorteio ocorreu nesta quinta-feira (1°), após adiamento.

A informação foi repassada por uma organizadora do bolão ao portal g1. O valor total arrecadado não foi divulgado, mas deve superar R$ 12 mil.

O grupo apostou em três bolões, um deles no valor de R$ 300 mil. Eram diferentes cotas para participar da aposta, entre R$ 18 e R$ 3.600.

Patrícia Alosivi, uma das participantes do bolão, afirmou ao g1 que já estava confiante que ganhariam uma quadra.

“É 99% certo que a gente ganha uma quadra! E partindo de um acerto de quadra, só faltam dois números para a gente conseguir ganhar a Mega. Essa é a nossa grande jogada!”, explicou.

Com informações do Diário do Nordeste

Revista britânica “Economist” desaconselha reeleição de Lula

Foto: Reprodução
A revista britânica Economist publicou um editorial (para assinantes) em que recomenda que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não concorra à reeleição em 2026. A publicação aponta a idade do chefe do Executivo como o principal entrave para um eventual 4º mandato.

O texto, divulgado nesta 3ª feira (30.dez.2025), também descreve o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como “impopular e ineficaz” e sugere o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como uma alternativa para a direita.

Lula completou 80 anos em outubro. Caso vença as eleições de 2026, encerraria um eventual 4º mandato aos 85 anos.

“Apesar de todo o seu talento político, é simplesmente arriscado demais para o Brasil ter alguém tão idoso no poder por mais quatro anos. Carisma não é escudo contra o declínio cognitivo”, afirma o editorial.

O editorial também traça um paralelo com os Estados Unidos ao citar o caso de Joe Biden. A revista afirma que candidatos com mais de 80 anos carregam riscos elevados, lembrando que Biden tinha 81 anos no mesmo ponto do ciclo eleitoral de 2024 e que sua tentativa de reeleição terminou de forma desastrosa.

A revista avalia que o presidente “não tem adversários sérios no centro ou na esquerda” capazes de substituí-lo na disputa presidencial. Para a publicação, o Brasil “merece escolhas melhores” em 2026, ainda que reconheça a “robustez” das instituições democráticas do país em 2025.

Sobre Flávio Bolsonaro, cuja pré-candidatura tem apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o texto afirma: “Flávio é impopular, ineficaz e quase certamente perderia uma disputa contra Lula”. A revista acrescenta que “outros possíveis candidatos estão sendo cogitados, incluindo alguns governadores competentes”.

Nesse contexto, a Economist sugere que Tarcísio de Freitas “deveria ter a coragem de se lançar na disputa” e afirma que, “ao contrário dos Bolsonaros, ele é ponderado e democrata”.

O governador, porém, já declarou que não concorrerá ao Planalto. Em 18 de dezembro, manifestou apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro.

A revista considera improvável que Lula desista da candidatura e defende que partidos de oposição se unam em torno de um nome capaz de superar a “polarização dos anos Lula-Bolsonaro”.

Para a Economist, o perfil ideal seria o de um político de centro-direita que “reduza a burocracia, mas não as florestas tropicais; seja rigoroso com o crime, sem desrespeitar as liberdades civis; e respeite o Estado de Direito”.

Poder360

EXPEDIÇÃO ARTEMIS 2: Nasa volta à Lua em missão tripulada com primeira mulher

Foto: Kim Shiflett | Nasa
Mais de 50 anos após a última missão tripulada à Lua, a Nasa se prepara para um novo marco da exploração espacial. Em 2026, a agência pretende enviar astronautas além da órbita da Terra na missão Artemis 2, a primeira viagem tripulada ao entorno lunar desde 1972 — e a primeira a incluir uma mulher.

Diferente das missões Apollo, a Artemis 2 não pousará na Lua. A nave Orion fará um sobrevoo tripulado, orbitando o satélite para testar sistemas e garantir a segurança das futuras missões de pouso.

A tripulação será formada por Reid Wiseman (comandante), Victor Glover (piloto) e Christina Koch (especialista de missão), da Nasa, além do canadense Jeremy Hansen. Eles serão os primeiros a voar no foguete Space Launch System (SLS) e na espaçonave Orion.

A missão deve ocorrer até abril, com duração aproximada de 10 dias, partindo do Centro Espacial Kennedy, na Flórida. Após testes iniciais em órbita terrestre, a nave seguirá para a injeção translunar, passando pelo lado oculto da Lua e alcançando mais de 370 mil quilômetros da Terra.

No retorno, a Orion usará uma trajetória de livre retorno gravitacional, que a conduzirá de volta à Terra com economia de combustível. A missão termina com amerissagem no Oceano Pacífico, próxima à Califórnia.

O sucesso da Artemis 2 será decisivo para o retorno humano à superfície lunar e para a presença prolongada no satélite. A última missão tripulada à Lua foi a Apollo 17, em dezembro de 1972.

Ministros de Lula entram em 2026 com mote ‘o último a sair apaga a luz’

Foto: Ricardo Stuckert
Nos primeiros dias de 2026, ministros do governo Lula têm feito uma brincadeira sobre a chegada do ano eleitoral: dizem que “o último a sair apaga a luz”. Isso porque a maioria deles deixará o cargo até abril para disputar votos nas urnas.

Em outra frente, o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski, já avisou ao presidente Lula (PT) que deseja sair do cargo. A aposta é que o interruptor ficará, uma vez mais, com o ministro da Defesa, José Múcio, que também tenta abrir a porta de saída.

Lula tem planos para o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que tanto pode concorrer ao Senado por São Paulo como ao Palácio dos Bandeirantes. A titular da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, deve tentar a reeleição na Câmara.

Simone Tebet (MDB), do Planejamento, também deixará o posto. A intenção da ministra é concorrer novamente ao Senado, mas, desde que apoiou Lula, no segundo turno da campanha de 2022, perdeu votos em seu reduto no Mato Grosso do Sul, Estado conservador.

O chefe da Casa Civil, Rui Costa, é outro que sairá do governo: será candidato ao Senado pela Bahia. A ministra da Cultura, Margareth Menezes, é incentivada pela primeira-dama Rosângela Silva a concorrer a deputada federal.

Mas não são só eles que estão de saída da Esplanada. A maioria dos ministros deixará os postos para disputar eleições.

Coluna do Estadão

Regras da aposentadoria do INSS mudam a partir desta quinta (1º); veja quem consegue o benefício em 2026

Foto: Agência Brasil
As regras da aposentadoria do INSS mudam a partir de 1º de janeiro de 2026, seguindo o cronograma anual da reforma da Previdência de 2019. As alterações afetam principalmente as regras de transição para quem já estava no mercado de trabalho antes da reforma.

A Emenda Constitucional 103 instituiu idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 para homens, além de mudanças no cálculo dos benefícios, com objetivo de reduzir o déficit previdenciário.

Quem começou a contribuir após 13 de novembro de 2019 só pode se aposentar pela regra da idade mínima.

Já os trabalhadores que contribuíam antes dessa data podem usar regras de transição, como:

  • sistema de pontos (idade + tempo de contribuição),

  • idade mínima progressiva,

  • ou pedágio de 100% sobre o tempo que faltava em novembro de 2019.

Segundo o advogado João Badari, quem completou os requisitos até 2025 mantém o direito adquirido, mesmo que faça o pedido apenas em 2026. Nesses casos, vale a regra mais vantajosa da época em que os critérios foram cumpridos. Os valores atrasados, porém, só são pagos a partir da data do pedido.

Esse direito também permite o uso de tempos especiais, como atividade insalubre, trabalho rural, serviço militar, períodos como servidor público e vínculos reconhecidos na Justiça.

Em 2026, a regra de pontos exigirá:

  • 103 pontos para homens (mínimo de 35 anos de contribuição)

  • 93 pontos para mulheres (mínimo de 30 anos)

A pontuação aumenta anualmente até atingir 105 pontos para homens e 100 para mulheres em 2033.

Mais detalhes:

  • Outra regra de transição válida é a da idade mínima para a aposentadoria por tempo de contribuição
  • Homens devem ter, no mínimo, 35 anos de contribuição ao INSS e mulheres, 30 anos na data do pedido
  • A idade mínima exigida deles é de 64 anos e seis meses e, delas, 59 anos e seis meses. Essa idade sobe meio ponto a cada ano
  • Os professores que já estavam no mercado de trabalho formal, em escola particular, podem se aposentar pela regra de transição, que também muda em 2026
  • Há duas opções: por pontos e por idade mínima
  • A diferença é que professores e professoras se aposentam com tempo mínimo menor do que os demais segurados
  • Na transição por pontos, eles devem cumprir o tempo mínimo de contribuição e atingir a soma necessária da idade e do tempo de contribuição. A pontuação será acrescida de um ponto a cada ano até atingir o limite de 100 pontos para mulher e 105 pontos para homem
Veja como funciona:

  • Em 2026, a soma da idade e do tempo de contribuição é de 88 pontos para as mulheres e 98 pontos para os homens
  • O tempo mínimo de contribuição é de 25 e 30 anos, respectivamente
Idade mínima:

  • Em 2026, a idade mínima de contribuição será de 54 anos e seis meses para mulheres e 59 e seis meses para os homens
  • O tempo de contribuição mínimo é de 25 e 30 anos, respectivamente
  • A idade aumenta seis meses a cada ano até atingir o limite de 57 anos para mulher e 60 anos para homem
O pedido de aposentadoria pode ser feito pelo site ou aplicativo Meu INSS ou pelo telefone 135. Caso faltem documentos, o INSS poderá fazer exigências, que podem ser atendidas online ou em uma agência.

Especialistas alertam que o envelhecimento da população pressiona o sistema e novas mudanças são discutidas, enquanto ações no STF podem impactar as contas da Previdência. Até agora, decisões da Corte têm sido desfavoráveis aos aposentados do INSS.

Lula sanciona orçamento de 2026 com veto a aumento do Fundo Partidário e cortes em programas sociais

Foto: REUTERS/Adriano Machado
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quinta-feira (1º) o Orçamento de 2026, com veto ao trecho que aumentaria o Fundo Partidário. A Lei Orçamentária Anual foi aprovada pelo Congresso em dezembro e prevê superávit de R$ 34,5 bilhões e R$ 61 bilhões em emendas parlamentares.

O veto atinge a mudança no cálculo de correção do Fundo Partidário, que permitiria reajuste acima da inflação, seguindo as regras do arcabouço fiscal. O impacto estimado era de R$ 160 milhões. O governo justificou que o aumento contraria o interesse público e reduz recursos da Justiça Eleitoral, além de violar limites constitucionais de gastos.

Lula também vetou o pagamento dos “restos a pagar” de emendas parlamentares acumuladas entre 2019 e 2023. O texto sancionado mantém o aumento do Fundo Eleitoral para R$ 4,9 bilhões em 2026, valor superior ao R$ 1 bilhão inicialmente proposto pelo governo.

Cortes em programas sociais

O Orçamento traz ainda cortes em programas sociais. O Auxílio Gás perdeu cerca de R$ 300 milhões, o Pé-de-Meia teve redução de R$ 436 milhões e benefícios previdenciários sofreram corte de R$ 6,2 bilhões. Também houve redução no seguro-desemprego (R$ 391 milhões), no abono salarial (R$ 207 milhões) e em bolsas do ensino superior.