quarta-feira, 28 de janeiro de 2026

Crise de saúde mental no Brasil afasta mais de meio milhão de trabalhadores por ano

Foto Divulgação
O Brasil enfrenta uma crise de saúde mental que já impacta diretamente o mercado de trabalho e os índices de produtividade. Dados do Ministério da Previdência Social (MPS) apontam 472.328 afastamentos por transtornos mentais em 2024, número 67% superior ao registrado no ano anterior e o maior da série histórica.

Ansiedade, depressão e síndrome de burnout aparecem entre as principais causas de concessão de benefícios por incapacidade. Somente em 2024, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) concedeu 472,3 mil auxílios-doença relacionados à saúde mental.

Os primeiros seis meses de 2025 já acumulavam mais de 271 mil afastamentos por esse tipo de transtorno. O avanço contínuo desde a pandemia ajuda a dimensionar a gravidade do problema e reforça o alerta para empresas e gestores.

CENÁRIO ATUAL

Os dados refletem um quadro de adoecimento associado à pressão do mercado, a processos de trabalho mal estruturados e à ausência de acompanhamento contínuo da saúde dos colaboradores. A falta de uma cultura de prevenção também contribui para o crescimento dos afastamentos.

Dentro desse contexto, a campanha Janeiro Branco chama atenção para a importância do cuidado permanente com a saúde mental. A iniciativa busca estimular reflexão e mudança de comportamento em pessoas, empresas e instituições.

Em 2026, a pauta ganha ainda mais relevância com a entrada em vigor da atualização da Norma Regulamentadora 1 (NR-1). A regra transforma em obrigação legal a identificação, avaliação e gestão de riscos psicossociais associados ao trabalho.

NOVAS EXIGÊNCIAS

A mudança reforça a necessidade de adequação das empresas e da estruturação de ações que vão além do simples gerenciamento de afastamentos. O foco passa a ser a prevenção e a identificação precoce dos fatores de risco.

Nesse novo modelo, conhecer profundamente o perfil de saúde das equipes e acompanhar indicadores se torna fundamental. A proposta é evitar que problemas evoluam para quadros mais graves e afastamentos prolongados.


“Não se trata apenas de oferecer acesso a consultas ou exames, mas de mapear a saúde dos colaboradores, acompanhar indicadores, atuar preventivamente e coordenar o cuidado ao longo do tempo”, explica Aleks Mesquita, CEO da Amar.Elo Saúde Mental, plataforma da Rede ICC Saúde

Com informações do Site Opinião CE

ALERTA! 80% pior que a COVID: OMS monitora risco de expansão do vírus Nipah após alerta na Índia

A Organização Mundial da Saúde (OMS) está monitorando o risco de expansão na Índia do vírus Nipah, um patógeno de alta letalidade para o qual não existe vacina nem tratamento antiviral específico até o momento.

O assunto voltou à tona após a confirmação de dois casos no estado de Bengala Ocidental e a declaração de um alerta epidemiológico pelas autoridades indianas.

A Índia tem capacidade para conter esses surtos, como comprovado em casos passados”, afirmou em resposta à Agência EFE um porta-voz da agência de saúde, acrescentando que a OMS tem mantido contato com as autoridades indianas locais e nacionais para realizar uma avaliação de riscos e prestar apoio técnico.

A fonte da OMS acrescentou que, por enquanto, não há evidências de um aumento na transmissão do vírus entre humanos (outras vias de contágio comuns são através de animais, como morcegos frugívoros ou porcos, bem como por alimentos contaminados).

A infecção pelo vírus Nipah provoca desde quadros assintomáticos até doenças respiratórias agudas e encefalite letal, com uma taxa de mortalidade estimada entre 40% e 75%.

Segundo recordou a OMS, os dois casos confirmados são enfermeiros (um homem e uma mulher, ambos de 25 anos) de um hospital particular na localidade de Barasat, a cerca de 20 quilômetros ao norte de Calcutá, que começaram a apresentar sintomas na primeira semana de dezembro e foram isolados no início de janeiro.

O Instituto Nacional de Virologia da Índia confirmou que se tratava de casos do vírus Nipah em 13 de janeiro, e estes foram reportados à OMS na noite desta segunda-feira (26), indicou o porta-voz da agência de saúde das Nações Unidas.

A confirmação dos dois casos obrigou que cerca de 190 pessoas fossem colocadas em quarentena por terem mantido contato com os infectados.

Além disso, o Ministério da Saúde indiano ordenou o reforço da segurança nos hospitais da zona afetada, impondo o uso de equipamentos de proteção individual completos para a equipe médica diante do temor de transmissão de humano para humano.

Prefeito é preso sob acusação de liderar facção criminosa; gestor foi preso em flagrante ao tentar esconder dinheiro e celular em operação da Polícia

Foto: Prefeitura de Ielmo Marinho e Vinícius Marinho
A Polícia Civil do Rio Grande do Norte deflagrou, na manhã desta quarta-feira (28), a Operação Securitas, que resultou na prisão em flagrante do prefeito Fernando Batista Damasceno, de Ielmo Marinho, município da Grande Natal.

A ação investiga a atuação de uma organização criminosa com ramificações políticas e envolvimento de integrantes das forças de segurança, com diligências realizadas em Ielmo Marinho, São Gonçalo do Amarante, Natal e Parnamirim.

De acordo com as investigações, iniciadas em 2023, o grupo seria estruturado para intimidar adversários políticos e cometer outros crimes, contando com um núcleo armado e influência político-administrativa. O prefeito é apontado como líder da organização, que também teria entre seus integrantes ocupantes de mandato legislativo e um policial militar.

O caso ganhou força após uma ocorrência registrada na Câmara Municipal de Ielmo Marinho, onde homens armados estariam atuando como segurança privada de um parlamentar, supostamente para intimidar opositores. Na ocasião, a polícia apreendeu armas, munições — inclusive de calibres restritos — e outros materiais, reforçando a suspeita de atuação criminosa organizada.

Durante o cumprimento dos mandados judiciais, o prefeito foi preso em flagrante por embaraço à investigação, após tentar ocultar provas ao arremessar dinheiro e um aparelho celular para fora de sua residência. A operação contou com a atuação conjunta do Ministério Público do RN e o apoio da Polícia Militar, e tem como foco aprofundar a apuração de crimes como porte ilegal de arma, milícia privada e organização criminosa.

Inter TV Cabugi

terça-feira, 27 de janeiro de 2026

IFCE fará concurso público para professor e técnico administrativo

O IFCE deve lançar, em fevereiro, o edital de um novo concurso público com pelo menos 160 vagas para professores e 100 para técnicos administrativos. A banca organizadora será o Instituto AOCP, responsável pelas inscrições e pela aplicação das provas.

Serão cerca de 70 especialidades para docentes e 35 diferentes cargos para TAEs, em níveis médio e superior. As vagas vão recompor a força de trabalho nos campi do IFCE em todo o estado e contribuir para a ampliação da oferta de cursos, especialmente no ensino técnico integrado e nas áreas de Tecnologia da Informação.

Há chances, ainda, de surgirem novas vagas durante a vigência do edital. Para saber mais, acompanhe os canais oficiais do IFCE para mais informações e atualizações.

Benefício para famílias sem estrutura de armazenar água

Comunicação/Agência Senado
Projeto que cria o auxílio Caixa d’Água Social foi apresentado no Senado para beneficiar famílias de baixa renda em regiões de difícil acesso e armazenamento de água. De autoria do senador Fernando Dueire (MDB-PE), o PL 6.384/2025 ainda aguarda despacho para as comissões.

Segundo Dueire, a proposta é inspirada no Auxílio Gás (Lei nº 14.237, de 2021), e foca na escassez enfrentada no Sertão e Agreste. O senador defende que esta não é uma questão somente de eficiência hídrica, mas também de prestar dignidade às famílias afetadas.

“No contexto brasileiro, essa agenda se traduz na ideia de pobreza hídrica, em paralelo à pobreza energética já tratada pelo Auxílio Gás do Povo. Assim como o acesso a combustíveis limpos para cocção é condição básica para uma vida digna, o acesso a água em quantidade e qualidade adequadas é condição mínima para saúde, higiene, alimentação e a própria permanência no território”, pontua o senador em sua proposta.

O projeto estabelece as principais diretrizes do auxílio e direciona ao Poder Legislativo a definição de outras regulamentações, como as regiões a serem contempladas, formas de subsídio e os valores de pagamento. Famílias já inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais e com renda familiar menor ou igual a meio salário mínimo estarão aptas para receber o benefício.

O auxílio poderá ser concedido de duas formas: pagamento em dinheiro (parcial ou integral) ou por acesso gratuito a reservatórios de água de até mil litros de capacidade. Os grupos contemplados somente estarão elegíveis a uma das modalidades.

Essas medidas buscam atender famílias do ponto de vista da saúde pública, uma vez que o armazenamento hídrico feito de maneira inadequada pode aumentar o risco de doenças transmissíveis pela água; e também do orçamento doméstico, com objetivo de evitar desperdício de recursos públicos.

Se o texto for aprovado, a lei vai priorizar famílias que tenham em sua composição pessoas idosas; com deficiência ou crianças na primeira infância (até seis anos de idade).

De acordo com o autor, por ser uma política de investimento pontual, sem necessidade de pagamentos ou fornecimento de insumos recorrentes, a medida prevê um custo reduzido, se comparado ao projeto que originou o auxílio-gás.

Fonte: Agência Senado.

Brasil registrou 37.150 mortes no trânsito, maior número desde 2016; Nordeste lidera com 11,8 mil óbitos

Foto: PRF/divulgação
O Brasil registrou em 2024 o maior número de mortes no trânsito em oito anos, com 37.150 óbitos — alta de 6,5% em relação a 2023, quando foram contabilizadas 34.881 mortes. Os dados são de levantamento da Vital Strategies com base em informações do Ministério da Saúde.

Pela primeira vez desde 2010, o Nordeste liderou em número absoluto de mortes, com 11.894 registros, superando o Sudeste, que teve 10.995, apesar de concentrar mais que o dobro da frota de veículos do país. A região também concentra metade das rodovias classificadas como péssimas em pesquisa recente da CNT.

O Centro-Oeste apresentou a maior taxa de mortalidade, com 24,5 mortes por 100 mil habitantes. O Nordeste teve taxa de 20,8, enquanto o Sudeste registrou a menor, com 12,4.

Em nota, o Ministério dos Transportes afirmou que tem adotado medidas preventivas para reduzir a violência no trânsito, como melhorias na formação de condutores, fiscalização e infraestrutura. O governo destacou ainda programas para facilitar o acesso à CNH e incentivar bons condutores.

Com informações de Poder 360

Vídeo: O encontro de Moraes com o presidente do BRB na mansão de Vorcaro, do Master

Foto: Rosinei Coutinho/STF
O ministro Alexandre de Moraes esteve na mansão do empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master, em Brasília, ao menos duas vezes, segundo testemunhas ouvidas pela coluna da jornalista Andreza Matais, do Metrópoles. 

Assista:
Foi na casa do banqueiro que o ministro conheceu o então presidente do BRB, Paulo Henrique Costa. O encontro ocorreu em um fim de semana do primeiro semestre de 2025. Vorcaro pediu que Paulo Henrique fosse até sua casa porque “o homem estava lá”.

Quatro pessoas presenciaram a cena relatada à coluna de Andreza Matais. Moraes estava acompanhado de um assessor na ocasião.

Ao chegar, o então chefe do BRB foi apresentado a Moraes, que estava em um ambiente reservado da mansão.

Naquele momento, o Master buscava no BRB sua tábua de salvação para evitar fechar as portas. Durante o encontro, Moraes e Paulo Henrique trocaram impressões sobre o assunto. A cena foi narrada à coluna com detalhes por testemunhas.

A compra do Master pelo BRB chegou a ser anunciada, mas teve repercussão negativa no mercado e acabou barrada pelo Banco Central, diante da constatação de inconsistências nos ativos do Master e de suspeitas sobre as transações de vendas de carteiras feitas ao BRB.

Aquele fim de semana com Paulo Henrique não foi a única vez que Alexandre de Moraes esteve na casa de Vorcaro.

O ministro do STF acompanhou, na mansão do banqueiro, o resultado da eleição norte-americana que, em 6 de novembro de 2024, elegeu Donald Trump para o segundo mandato. Trump viria a ser o algoz de Moraes, com a Lei Magnitsky.

Na ocasião, segundo relatos feitos à coluna, Moraes estava na mesma área reservada do imóvel, fumando charutos e degustando vinhos caros e raros.

Vorcaro é conhecido por colecionar destilados e vinhos.

O espaço é descrito como uma espécie de bunker, localizado no subsolo, com acesso restrito, quatro poltronas e estrutura própria para o consumo de charutos.

O Metrópoles informou o ministro nesta segunda-feira, 26, sobre o teor desta reportagem e perguntou se Moraes desejava comentar. Ele não respondeu. Vorcaro e Paulo Henrique também foram procurados e disseram que não iriam comentar o assunto. O espaço segue aberto.

  • Alexandre de Moraes esteve ao menos duas vezes na mansão de Daniel Vorcaro, em Brasília.
  • Em um dos encontros, Moraes conheceu o então presidente do BRB, no momento em que o Master buscava socorro financeiro.
  • A compra do banco pelo BRB fracassou após reação negativa do mercado e veto do Banco Central.
  • A relação ganhou peso com a contratação, por R$ 129 milhões, do escritório da esposa do ministro.
Presença de Moraes demonstrava poder de Vorcaro

A presença do ministro mais poderoso da história do Supremo na mansão do banqueiro funcionava como um recado à classe política sobre o alcance da influência do empresário mineiro.

Segundo relatos obtidos pela coluna, quem circulava pela residência já sabia que o Banco Master havia contratado o escritório de advocacia da esposa do ministro.

O que não se conhecia, à época, era o valor do contrato, firmado em 16 de janeiro de 2024, no total de R$ 129 milhões — cifra que, segundo interlocutores, altera completamente a percepção de que a relação entre os dois se limitava a uma amizade.

Moraes não comenta suas relações com Daniel Vorcaro nem confirma se frequentava a casa do banqueiro. Em nota, já afirmou que nem ele nem o escritório de sua esposa atuaram para reverter a liquidação do banco por meio da compra pelo BRB.

O banqueiro também não se manifesta a respeito do tema. Em depoimento à Polícia Federal, Vorcaro foi questionado sobre quem frequentava sua residência em Brasília e citou apenas o governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB).

Coluna de Andreza Matais – Metrópoles

Tarcísio diz que não seria candidato à Presidência nem se Bolsonaro pedisse

Foto: Wilton Junior/Estadão Conteúdo
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou que não seria candidato à Presidência da República nem se o ex-presidente Jair Bolsonaro lhe pedisse. A declaração foi dada nesta terça-feira, 27, em entrevista à rádio Jovem Pan Sorocaba.

“Isso (Bolsonaro pedir que eu seja candidato à Presidência) não vai acontecer. Mas eu diria não. Na última visita que fiz a Bolsonaro, quando ele estava em prisão domiciliar, ele me perguntou: ‘Qual é a sua posição na eleição presidencial?’. Eu respondi: ‘A minha posição é ficar em São Paulo’. Eu fui muito contundente”, afirmou o governador.

Tarcísio também comentou a conversa que pretende ter com o ex-presidente durante visita marcada para esta quinta-feira, 29. Segundo ele, o encontro não terá como foco a disputa eleitoral, mas um gesto de solidariedade.

“Vai ser um papo de amigo. Vou falar de amenidades, ver se ele está precisando de alguma coisa, falar da solidariedade e do carinho que tenho por ele e do que a gente está fazendo aqui fora para ajudá-lo. Todo mundo pensa que vou falar sobre eleição, mas eu não costumo falar de política com ele. Procuro sempre mostrar que estou do lado dele, porque foi alguém que abriu uma porta importante para mim. Por isso, sempre terá a minha consideração”, disse.

O governador voltou a reafirmar apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa presidencial. Segundo ele, seu candidato é Jair Bolsonaro ou quem o ex-presidente escolher.

“Ele escolheu o Flávio, então meu candidato é o Flávio. Não tenho problema nenhum em relação a isso”, afirmou. Tarcísio disse ainda considerar natural que um integrante da família gere mais confiança ao ex-presidente, que está preso, condenado a 27 anos e 3 meses por tentativa de golpe de Estado.

Questionado sobre rumores de uma discussão com Flávio Bolsonaro em razão da eleição, o governador negou qualquer desentendimento.

“A conversa com Flávio sempre foi excepcional. Acho que fui a primeira pessoa a saber da decisão do presidente de que ele seria o candidato. Eu disse que ele podia contar comigo, porque estamos no mesmo projeto”, declarou.

Tarcísio tem reiterado que disputará a reeleição ao governo paulista e que mantém lealdade a Bolsonaro. Apesar de ser citado por aliados da direita como um possível nome para a corrida presidencial em 2026, afirma que apoiará Flávio Bolsonaro, indicado pelo ex-presidente para a disputa do Planalto.

Estadão Conteúdo

PF aponta suposto repasse de R$ 60 mil a Allyson em esquema de contratos da saúde

Foto: Reprodução
Interceptações telefônicas analisadas pela Polícia Federal indicam um suposto repasse de R$ 60 mil ao prefeito de Mossoró, Allyson Bezerra, dentro de um contrato de R$ 400 mil para compra de materiais médicos. O caso veio à tona nesta terça-feira (27) e ganhou repercussão nacional após reportagem exibida pela TV Globo.

Segundo a investigação, apenas R$ 140 mil teriam sido usados para o fim contratado, ou seja, a compra de insumos hospitalares. O restante do dinheiro, de acordo com os diálogos interceptados entre empresários, teria sido dividido como comissões e possíveis vantagens indevidas, incluindo valores destinados a sócios da empresa, a uma mulher ainda não identificada e ao prefeito citado nas conversas.

Os investigadores detalham que o rateio mencionado nos diálogos seria de R$ 130 mil para os sócios, R$ 40 mil para uma terceira pessoa, R$ 30 mil para a empresa e R$ 60 mil atribuídos ao prefeito de Mossoró. O nome de Allyson Bezerra aparece nos diálogos analisados pela PF, mas, até o momento, a apuração segue em fase investigativa.

Operação Mederi
O caso é alvo da Operação Mederi, deflagrada pela Polícia Federal com apoio da CGU, que cumpriu 35 mandados de busca e apreensão no RN, inclusive na residência do prefeito, onde foram apreendidos celular, computador e HDs.

A PF apura indícios de superfaturamento e pagamento por produtos que não teriam sido entregues, e chegou a encontrar dinheiro em espécie escondido em uma caixa de isopor.

A defesa de Allyson afirma que não há prova de envolvimento pessoal e que ele segue no cargo sem medidas restritivas.

Senador expõe suspeitas no STF, cita Moraes e Toffoli e ameaça impeachment

Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado
O senador Alessandro Vieira não poupou críticas ao STF e colocou o impeachment de ministros na mesa. Relator da CPI do Crime Organizado, ele afirmou que há “problemas na conduta” de magistrados no caso do Banco Master, citando Alexandre de Moraes e Dias Toffoli como alvos de questionamentos sobre contratos, valores e relações que precisam ser esclarecidos.

Em entrevista ao programa Ponto de Vista, da revista Veja, Vieira deixou claro que o Judiciário deve prestar explicações como qualquer outro poder. Segundo ele, não pode existir autoridades blindadas ou acima da lei, sob pena de agravar a crise institucional no país.

O senador avisou que, caso o STF não colabore com a investigação, o impeachment passa a ser o caminho restante. Para Vieira, uma democracia de verdade exige que todos, sem exceção, possam ser investigados e responsabilizados.

Além disso, a CPI pode investigar familiares de ministros que mantiveram negócios com o banco de Daniel Vorcaro. Vieira apontou indícios de uma organização criminosa que comprava acesso privilegiado aos três Poderes; Executivo, Legislativo e Judiciário, usando contratos com escritórios de advocacia. “A investigação precisa avançar com todo o alcance necessário”, afirmou.