Foto: reprodução/youtube.com/@portadosfundos
O canal de humor Porta dos Fundos publicou, nesta segunda-feira, um vídeo que pode ser interpretado como uma clara sátira ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à atuação de ministros da Corte no caso Master. No esquete, intitulado Judiciário, o ator Marcos Veras interpreta um juiz em uma sessão carregada de irregularidades jurídicas.
O canal de humor Porta dos Fundos publicou, nesta segunda-feira, um vídeo que pode ser interpretado como uma clara sátira ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à atuação de ministros da Corte no caso Master. No esquete, intitulado Judiciário, o ator Marcos Veras interpreta um juiz em uma sessão carregada de irregularidades jurídicas.
Em meio à polêmica envolvendo o contrato de R$ 129 milhões do Banco Master com Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, e o resort Tayayá de Dias Toffoli, Porta dos Fundos faz esquete ironizando conflito de interesses em julgamentos.
Na peça audiovisual, o magistrado julga o caso de Aléssio, interpretado pelo ator Estevam Nabote, acusado de triplo homicídio doloso, pego em flagrante com heroína e embriagado. Antes de qualquer argumentação da acusação ou da defesa, o juiz determina a inocência do réu.
Deste momento em diante, a cena expõe um grave conflito de interesses na corte. A advogada de defesa do réu, que é interpretada por Paula Valente, é esposa do magistrado, e Aléssio, o acusado, é afilhado do juiz. A acusação segue sendo silenciada na sequência da cena e todas as tentativas de recurso para bloquear as atitudes ilícitas são manobras pelo chefe da sessão.
O esquete de humor parece trazer uma forte crítica ao cenário do caso Master no STF, com o réu na cena sendo uma alusão direta a Daniel Vorcaro, enquanto a advogada do personagem representa, aparentemente, Viviane Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes, representado pelo juiz da cena.
Investigações da Polícia Federal, e revelações da quebra de sigilo no celular de Daniel Vorcaro, revelam a proximidade do banqueiro com o magistrado e Viviane, que defendeu o Banco Master em dezenas de casos. De acordo com o escritório da advogada, porém, nenhuma das causas em que ela advogou pela empresa envolviam o STF, logo, não poderiam ser consideradas conflitos de interesse.
Relatórios, porém, indicaram um crescimento de 232% no patrimônio de Viviane entre 2023 e 2024, impulsionado por rendimentos do seu escritório no período em que atendeu o banco dirigido por Daniel Vorcaro. Parlamentares de oposição pediram a investigação do caso, focando em suspeitas de tráfico de influência.
Pleno News/ Rébublique X