O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) recebeu em dezembro de 2024, no Palácio do Planalto, o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, em uma reunião que não constou na agenda oficial da Presidência da República.
No encontro, Vorcaro esteve acompanhado do ex-ministro da Fazenda na gestão de Dilma Rousseff (PT), Guido Mantega e do empresário Augusto Lima, ex-sócio do Banco Master. Também participou da reunião Gabriel Galípolo, que, à época, havia sido indicado por Lula para assumir a presidência do Banco Central.
Na conversa, Vocaro aproveitou para apresentar inquietações sobre o cenário econômico e o momento enfrentado pelo Banco Master. As preocupações teriam sido expostas diretamente ao presidente e aos demais participantes da reunião.
Diante das alegações, Lula ressaltou que assuntos relacionados à instituição financeira devem permanecer restritos à análise técnica do Banco Central, sem participação política direta do Palácio do Planalto.
A reunião voltou ao centro do debate em meio ao aprofundamento das investigações sobre operações envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB), que são analisadas por órgãos de controle.
Golpe – Na última sexta-feira (23), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a situação envolvendo o Banco Master foi um “golpe de R$ 40 bilhões”, que agora deverá ser arcado por bancos públicos e privados. A declaração faz referência ao FGC (Fundo Garantidor de Créditos), que terá um rombo estimado em R$ 47 bilhões para ressarcir clientes da instituição. O fundo é abastecido com recursos de todo o sistema bancário.
“Não é possível a gente ver o pobre ser sacrificado enquanto tem o cidadão do Banco Master que deu um golpe de mais de R$ 40 bilhões. E quem vai pagar? São os bancos. O Banco do Brasil, a Caixa Econômica, o Itaú”, disse o presidente.
Sem citar diretamente o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, Lula também criticou quem sai em defesa do empresário. “Um cidadão que deu um desfalque e tem gente que defende, porque está cheio de gente que falta vergonha na cara nesse país”, afirmou.
R7