quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Vídeo: Crise do Banco Master escancara descrédito de instituições e aprofunda desconfiança política, aponta Waack

Vídeo: Reprodução/CNN
A crise provocada pelo escândalo do Banco Master expôs de forma contundente o desgaste da credibilidade de instituições centrais do Estado brasileiro. Órgãos ligados ao sistema político, como o STF e o TCU, já vinham enfrentando desconfiança da sociedade, mas os desdobramentos do caso aceleraram esse processo e ampliaram a percepção de fragilidade institucional.
Até agora, não houve explicação convincente para a atuação do Supremo Tribunal Federal na investigação, especialmente sob sigilo máximo. Também causa estranheza o movimento do Tribunal de Contas da União ao assumir, na prática, o papel de investigar o Banco Central, responsável pela liquidação do banco — igualmente sob total reserva de informações.

O problema, segundo a análise, não está na fiscalização entre instituições, algo previsto em lei, mas na descrença generalizada quanto às motivações reais dessas ações. Cresce a suspeita de que STF e TCU não estejam agindo com a neutralidade esperada de instituições de Estado, mas sim como peças de uma pressão política contra a autoridade monetária.

O resultado é uma sensação difusa de deterioração moral e política. A percepção de que interesses privados conseguiram influenciar estruturas da República aprofunda a ideia de que o país enfrenta um novo patamar de atrevimento institucional, reforçando a impressão de que a corrupção e a falta de pudor atingiram níveis ainda mais alarmantes.

Com informações da CNN

Vídeo: Influenciadores denunciam proposta milionária para atacar Banco Central no caso Master

Vídeo: Reprodução/Instagram
Influenciadores digitais afirmam ter recebido ofertas para participar de uma campanha coordenada nas redes sociais com o objetivo de minar a credibilidade do Banco Central após a liquidação do Banco Master. A revelação foi feita pela colunista Malu Gaspar, do O Globo, durante o programa GloboNews Mais, a partir de documentos, mensagens e relatos enviados por um vereador do PL de Erechim (RS).
Segundo a apuração, perfis com mais de 1 milhão de seguidores foram procurados por agências digitais oferecendo pagamento milionário para divulgar conteúdos questionando a atuação do Banco Central e exaltando um despacho do Tribunal de Contas da União (TCU), que apontava possível precipitação na liquidação da instituição financeira. O discurso seria padronizado e apresentado como parte de um “gerenciamento de crise” envolvendo interesses políticos e econômicos.

Entre os abordados estão o vereador e influenciador Rony Gabriel e a criadora de conteúdo Juliana Moreira Leite, ambos com cerca de 1,4 milhão de seguidores. Eles relataram que a proposta envolvia a divulgação de uma reportagem do portal Metrópoles e a assinatura de contratos de confidencialidade, com multas que chegariam a R$ 800 mil em caso de vazamento. Nenhum dos dois aceitou participar da ação.

Documentos enviados à imprensa mostram que a campanha era chamada de “Projeto DV”, em referência a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Após entender o teor da proposta, Rony Gabriel recusou o trabalho e tornou pública a tentativa de cooptação, afirmando que se tratava de uma ação organizada para lançar dúvidas sobre o Banco Central e influenciar a opinião pública de forma coordenada.

Com informações do O Globo

Após críticas, Planalto manda Lula silenciar sobre Venezuela e recuar de Maduro

Foto: Ricardo Stuckert/PR
Pesquisas internas do Palácio do Planalto acenderam o alerta: a verborragia de Lula voltou a causar desgaste político e reacendeu a associação do petista à ditadura de Nicolás Maduro. A avaliação é que o presidente errou ao tratar do tema e que sua fala reforçou a imagem de avalista do regime venezuelano. Diante disso, a ordem no governo passou a ser clara: nada de defender Maduro e, de preferência, evitar qualquer comentário sobre a Venezuela.

Nos bastidores, auxiliares correram para tentar estancar o estrago, reforçando que o governo brasileiro não reconheceu a eleição venezuelana e que Maduro é, sim, um ditador. Lula foi aconselhado a se distanciar publicamente do regime e a reduzir drasticamente o tom, numa tentativa de conter a exploração política do tema pela oposição.

A fala do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, caiu como uma bomba no Planalto. Ao criticar a omissão de Lula e associá-lo à perpetuação da ditadura venezuelana, Tarcísio acertou em cheio um ponto sensível do governo, ampliando o desconforto interno e o receio de novos desgastes.

Com o fim do recesso e o retorno de Lula a Brasília, cresceu o temor de novos “excessos” verbais. O histórico do presidente pesa: improvisos que já renderam crises diplomáticas, declarações polêmicas e defesas controversas. Agora, a estratégia é falar menos — e, sobre Maduro, não falar nada.

Com informações do Diário do Poder

PF apura se filho de Lula atuou como “sócio oculto” de empresário preso no escândalo do INSS

Foto: Alex Silva/Estadão
A Polícia Federal informou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que apura menções ao nome de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, na investigação sobre o esquema milionário de descontos fraudulentos em aposentadorias do INSS. Segundo a PF, há indícios levantados a partir de conversas de terceiros de que o filho do presidente poderia ter atuado como “sócio oculto” do empresário Antônio Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS, atualmente preso.

De acordo com a representação enviada ao ministro André Mendonça, os investigadores destacam que, até o momento, não há provas de participação direta de Lulinha no esquema. As suspeitas surgem a partir de depoimentos, diálogos extraídos de celulares e movimentações financeiras que indicariam um possível vínculo indireto, intermediado pela empresária Roberta Luchsinger, amiga pessoal de Fábio Luís e alvo de busca e apreensão na Operação Sem Desconto.

Entre os elementos analisados estão relatos de um ex-sócio do Careca do INSS, que afirmou ter ouvido que Lulinha seria sócio em projetos ligados à cannabis medicinal, além de viagens realizadas em conjunto por Fábio Luís e Roberta, inclusive para Brasília e Lisboa. A PF também identificou mensagens em que pagamentos mensais de R$ 300 mil à empresa da empresária seriam associados, de forma indireta, ao “filho do rapaz”, referência interpretada pelos investigadores como possível menção a Lulinha.

Em nota, a defesa de Fábio Luís negou qualquer vínculo com o INSS ou com Antônio Camilo e classificou as citações como “ilações”. A Polícia Federal reforçou que seguirá apurando os fatos com cautela e sem interferência política. O caso reacende a pressão no Congresso, onde um novo pedido de convocação de Lulinha para depor na CPI do INSS deve ser analisado após o recesso parlamentar.

Com informações do Estadão

Ceará recebe primeiras 30 viaturas semiblindadas para reforçar segurança da PM

Ao todo, foram adquiridas 136 unidades do modelo Renault Duster, com investimento superior a R$ 24,9 milhões
O Ceará recebeu as primeiras 30 viaturas semiblindadas que irão reforçar a frota da Polícia Militar do estado (PMCE), em cerimônia acompanhada pelo governador Elmano de Freitas, nesta terça-feira (6), em Fortaleza. A ação integra um conjunto de medidas voltadas ao fortalecimento da segurança pública. Ao todo, foram adquiridas 136 unidades do modelo Renault Duster, com investimento superior a R$ 24,9 milhões.

Até a próxima sexta-feira (9), mais 50 veículos do mesmo modelo deverão chegar ao estado, ampliando a capacidade operacional da corporação.
Foto Hiane Braum / Casa Civil
De 2023 para cá, a PMCE já recebeu 575 novas viaturas, entre diferentes modelos. Os veículos semiblindados representam um avanço operacional importante no policiamento ostensivo, oferecendo mais segurança aos policiais em situações de risco e garantindo maior eficiência nas operações.

Bolsonaro completa 10 horas sem sair da PF após traumatismo craniano

Foto: Reuters/Mateus Bonomi
O ex-presidente Jair Bolsonaro completou, nesta terça-feira (6), ao menos dez horas sem receber atendimento médico fora da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, após sofrer um traumatismo craniano. Segundo a equipe médica, ele passou mal durante a madrugada, desmaiou e bateu a cabeça ao cair da cama, episódio que foi tornado público pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro.

De acordo com Michelle, o ocorrido aconteceu antes das 9h, horário em que estava prevista uma visita ao ex-presidente, mas ele já se encontrava sob cuidados médicos. Médicos solicitaram autorização para transferi-lo ao Hospital DF Star para realização de exames, incluindo imagens, mas o pedido foi negado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Até o início da noite, Bolsonaro seguia em jejum, aguardando liberação.

A Polícia Federal confirmou, por meio de sua assessoria, que Bolsonaro não realizou exames de imagem desde o trauma. A negativa judicial manteve o ex-presidente nas dependências da PF, onde ele cumpre pena de 27 anos de prisão após condenação no processo relacionado à suposta trama golpista.

O novo problema de saúde ocorre poucos dias após Bolsonaro receber alta hospitalar. Internado desde 24 de dezembro, ele passou por quatro procedimentos cirúrgicos, incluindo intervenções relacionadas ao sistema respiratório. Desde o atentado a faca sofrido em 2018, durante a campanha presidencial, o ex-presidente já soma 15 cirurgias na região abdominal.

Com informações da Revista Oeste

Entenda caso de brasileira noiva com falso Brad Pitt em Erechim, no RS

Foto: Shutterstock/Motorsport Photography F1.
Mulher de 54 anos chegou a ir ao aeroporto para buscar o astro de Hollywood. 
Brasileira tinha feito planos para passar duas noites em um hotel com Brad Pitt.
Uma mulher de 54 anos, que não teve o nome divulgado, acreditou ter vivido um romance virtual com o ator Brad Pitt. A brasileira se apresentou como noiva do astro de Hollywood para agentes policiais, após ser abordada em aeroporto de Erechim, no Rio Grande do Sul. No entanto, na última segunda-feira (5), afirmou que não sofreu golpe e que era uma brincadeira.

Conforme o g1, ela chegou a ir buscar Brad Pitt no aeroporto no dia 24 de dezembro, na véspera de Natal. A Polícia Civil afirmou que a mulher foi abordada por policiais militares após os agentes perceberem o carro dela estacionado. 

No entanto, não havia nenhum voo programado naquela noite. Aos agentes, a mulher relatou que aguardava Brad Pitt, dizendo que ia se casar com ele. 

Planos com Brad Pitt
Depois de buscá-lo no aeroporto, a vítima tinha feito planos de passar duas noites em um hotel em Erechim. "O plano era a gente se casar", disse.

Ela ainda explicou que tinha se certificado de estar falando com Brad Pitt e não com um golpista, já que tinham feito chamada de vídeo. 

"Eu tenho certeza, porque eu falei várias vezes com ele por videochamada. Quando tu faz uma videochamada, não tem como botar outra pessoa a falar contigo".

Brasileira

Mudança no depoimento
Após a repercussão do caso, a mulher relatou, em boletim de ocorrência registrado na segunda (5), que o caso era uma brincadeira. Ela disse que não tinha sofrido nenhum golpe, e que o filho de 12 anos, que também estava no carro, tinha brincado com ela sobre a história. 

"Que nada do que ela falou é verdade. Relata que nunca teve contato com golpistas que se passaram pelo ator Brad Pitt. Que nunca mandou dinheiro para ninguém, nem teve qualquer prejuízo financeiro com o fato", detalha um trecho da ocorrência, ao qual o g1 teve acesso.

Os agentes seguem investigando o caso, buscando evidenciar se houve crime de estelionato. 

Diário do Nordeste

Ex-CEO da Hurb, preso em Aeroporto de Jericoacoara, é solto em audiêndia de custódia no CE

Foto: Reprodução / Redes Sociais.
O empresário foi detido em flagrante no Ceará por uso de documento falso. 
João Ricardo Rangel Mendes é ex-CEO da empresa Hurb (antigo Hotel Urbano), acusada de aplicar golpe em dezenas de clientes.
A prisão do empresário João Ricardo Rangel Mendes, ex-CEO da empresa Hurb (antigo Hotel Urbano), no Ceará, durou menos de 24 horas. Detido por uso de documento falso no Aeroporto de Jericoacoara, em Jijoca de Jericoacoara, no Litoral Oeste do Ceará, na noite da última segunda-feira (5), ele foi solto pela Justiça Estadual, em audiência de custódia, na tarde desta terça (6).

A reportagem apurou que o juiz do Plantão Judiciário do 5º Núcleo Regional concedeu a liberdade provisória a João Ricardo, com aplicação de cinco medidas cautelares alternativas à prisão. São elas:

-Comparecimento mensal em Juízo até o quinto dia útil do Fórum de sua Comarca para informar e justificar suas atividades;
-Proibição de sair da Comarca em que reside sem autorização judicial;
-Recolhimento domiciliar diário a partir das 19h;
-Proibição de frequentar bares, vaquejadas, festas ou locais que vendam/forneçam bebida alcoólica;
-Não ser preso novamente.
-O magistrado justificou, na decisão, que deixou que aplicar a medida cautelar de monitoramento por tornozeleira eletrônica, em razão do suspeito já utilizar o equipamento, por decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).

Como aconteceu a prisão no aeroporto
Segundo informações da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), o empresário foi detido enquanto tentava embarcar em um voo para Guarulhos, em São Paulo, após funcionários da companhia aérea e da equipe de segurança aeroportuária desconfiarem da irregularidade e acionarem policiais militares. 

"No local, durante a verificação da documentação apresentada, a equipe constatou que o documento de identidade era falso. Diante da confirmação da irregularidade, foi dada voz de prisão ao suspeito, que se encontrava utilizando tornozeleira eletrônica, a qual estava descarregada no momento da abordagem", disse a SSPDS, em nota. 

O suspeito foi conduzido à Delegacia Regional de Acaraú, onde foi autuado com base pelo artigo 304 do Código Penal Brasileiro - que trata do crime do uso de documento falso.

João Ricardo atuou como CEO da Hurb até o ano de 2023. Dezenas de clientes denunciaram à Polícia e à Justiça ter sofrido um golpe da empresa. Ele chegou a ser acusado de ofender e ameaçar clientes.

O Diário do Nordeste tentou contato com a defesa do empresário. Se houver retorno, este texto será atualizado. 

Furto de obras de arte valiosas
João Ricardo Rangel Mendes foi preso em flagrante em abril de 2025 pelo furto de obras de arte valiosas de um hotel e de um escritório de arquitetura, ambos no Rio de Janeiro.

Em maio, ele foi denunciado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por furto qualificado e adulteração de identificação de veículo. Na ocasião, o órgão também pediu pela manutenção de sua prisão preventiva. Entretanto, ele foi solto com uso da tornozeleira eletrônica.

Antes do furto das obras de arte, o empresário já era réu em outro processo criminal, pelo crime de estelionato, segundo informações da Agência Brasil.

Diário do Nordeste

Alerta: Radares com IA identificam celular e falta de cinto até a 300km

Novos radares com inteligência artificial (IA) começam a operar em rodovias brasileiras, capazes de flagrar infrações como uso de celular e falta de cinto de segurança mesmo em veículos a até 300 km/h. As câmeras funcionam 24 horas, sem sofrer com reflexos ou baixa luminosidade, e analisam as imagens em tempo real. Antes da autuação, um agente confirma se a infração realmente ocorreu.

Em Ribeirão Preto (SP), uma das primeiras cidades a adotar o sistema, mais de 20 mil infrações foram registradas entre julho e novembro de 2025, incluindo mais de mil por uso do celular e quase 17 mil por falta de cinto. A concessionária responsável afirma que houve redução de 30% nos acidentes após a instalação.

Segundo especialistas, o uso do celular ao volante gera três tipos de distração: manual, visual e cognitiva. “A 80 km/h, ler uma mensagem pode significar dirigir por até 100 metros às cegas”, alerta o presidente da Abramet, Antonio Meira.

No Rio de Janeiro, drones auxiliam na fiscalização da Lei Seca, identificando motoristas que tentam escapar das blitzes. “Precisamos mudar comportamentos para preservar vidas”, afirma Anthony Lima, superintendente da PRF no Ceará.

Com informações do @Viadireta

Executivo do Grupo Corona é encontrado morto após sequestro

O empresário José Adrián Corona Radillo, presidente do Grupo Corona, foi encontrado morto no estado de Jalisco, no México, dias após ter sido sequestrado enquanto viajava com a família.

O crime ocorreu no final de dezembro, em uma rodovia que liga Talpa de Allende a Puerto Vallarta. Segundo autoridades locais, homens armados interceptaram o veículo, levaram o empresário e liberaram a companheira e os filhos.

De acordo com a promotoria de Jalisco, o corpo apresentava sinais de violência e foi localizado próximo ao local do sequestro. Não houve contato dos criminosos nem pedido de resgate, o que chamou a atenção dos investigadores.

Até o momento, não há informações sobre suspeitos presos, e as autoridades afirmam que as investigações seguem em andamento.