sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Confrontos deixam policial do Raio e quatro criminosos mortos no interior do Ceará

Foto Redes sociais/Reprodução
Quatro suspeitos e um policial militar do RAIO morreram após dois confrontos nesta quinta-feira (8), no município serrano de Tianguá, a cerca de 310 quilômetros de Fortaleza. O policial foi identificado como Mateus de Sá Correia, de 41 anos.

Conforme informações preliminares, um primeiro confronto entre membros do Comando de Policiamento de Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas (RAIO) deixou, pelo menos, dois criminosos mortos.

Na troca de tiros, o policial do Raio foi atingido na cabeça e morreu. Após isso, as equipes policiais iniciaram buscas por outros envolvidos na ocorrência e trocaram tiros com os criminosos após encontrá-los. No novo confronto, dois suspeitos morreram.

A Polícia apreendeu 4 armas de fogo com os suspeitos. Eles não foram formalmente identificados, mas um dos mortos estava utilizando tornozeleira eletrônica

O governador do Ceará, Elmano de Freitas, comentou o caso e lamentou a morte do policial. "Recebi com imenso pesar a notícia da morte do nosso Cabo PM Mateus de Sá Correia, de 41 anos, durante confronto com criminosos, em Tianguá. Quatro bandidos morreram no conflito", disse.

"Cabo Mateus estava na PM há dez anos e morreu combatendo o crime. Minha solidariedade aos familiares e amigos do Cabo Mateus, e a toda a tropa, neste momento de imensa dor", complementou o governador.

Com informações do G1 Ceará

quinta-feira, 8 de janeiro de 2026

Polícia identifica três suspeitos mortos em confronto com a Polícia Militar em Tianguá/CE

As autoridades confirmaram a identificação de três dos quatro suspeitos envolvidos na ocorrência. São eles: José Wellington da Silva Ferreira, morador do bairro Estádio; Alan Kairo Araújo Roque, residente no bairro Aeroporto; e João Guilherme Portugal Pereira, conhecido como “Lagamar”.  Todos com passagens pela polícia.

O quarto suspeito ainda não foi oficialmente identificado, e o caso segue sob investigação pelas forças de segurança. 

Conforme informações repassadas pela Polícia, o grupo foi interceptado durante uma ação preventiva, após indícios de que os suspeitos estariam se deslocando para praticar homicídios na Rua Chico do Mário. A possível vítima foi localizada e conduzida à delegacia para prestar esclarecimentos. 

Durante a abordagem, realizada por uma equipe do RAIO, os suspeitos que ocupavam um veículo modelo Celta reagiram de forma armada, dando início a um confronto. No tiroteio, o policial militar do RAIO, cabo Mateus, foi atingido na região da boca e, apesar do socorro, não resistiu aos ferimentos. 

Com TV Ibiapaba

PL Antifacção apavora Lula e Planalto tenta tirar Derrite do jogo

Foto: Reprodução
O governo Lula já se movimenta nos bastidores para tentar frear mudanças no PL Antifacção, projeto que endurece o combate ao crime organizado e volta à Câmara após o recesso. O motivo do incômodo tem nome e sobrenome: Guilherme Derrite, relator da proposta e aliado do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

Assessores do Ministério da Justiça admitem que Derrite está insatisfeito com o texto aprovado pelo Senado e pretende mexer no projeto. Traduzindo: o deputado quer reforçar o enfrentamento às facções, algo que deixa o Planalto em alerta máximo. Por isso, o governo já articula uma força-tarefa para tentar retirar a relatoria das mãos do parlamentar.

A leitura no Palácio do Planalto é clara: se Derrite continuar no comando do texto, a oposição pode avançar numa legislação mais dura contra o crime organizado. A reação petista deve repetir o velho roteiro — acusar a direita de “enfraquecer a Polícia Federal” e até de “proteger facções”, enquanto o governo posa de salvador da pátria.

Outra cartada prevista é ainda mais conhecida: colar o projeto a aliados de Jair Bolsonaro e espalhar o discurso de que haveria risco de interferência estrangeira no Brasil. Tudo para desviar o foco do essencial — o medo do governo Lula de perder o controle da narrativa sobre segurança pública, tema em que a esquerda historicamente patina.

Lulinha no fio da navalha: advogado corre à PF para tentar blindar filho de Lula

Foto: Reprodução
O filho do presidente Lula, Fábio Luís, o Lulinha, voltou a ser alvo de atenções da Polícia Federal. O advogado Marco Aurélio Carvalho, amigo próximo do herdeiro petista e coordenador do Grupo Prerrogativas, procurou o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, pedindo que investigue um suposto vazamento de informações que citam Lulinha em esquema de descontos ilegais em aposentadorias e pensões do INSS.

O encontro aconteceu ao pé do ouvido nesta quinta-feira (8), durante evento do governo que lembrava os ataques de 8 de janeiro de 2023, segundo informações do SBT News.

Carvalho afirmou que a PF deve apurar quem divulgou os dados que levantam suspeitas sobre o envolvimento de Lulinha no escândalo. Andrei Rodrigues disse que, caso surjam indícios, os responsáveis serão investigados e penalizados. O diretor da PF não deu declarações à imprensa.

A investigação mira ainda uma possível ligação entre Lulinha e o empresário Antônio Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, acusado de liderar um esquema milionário de descontos irregulares em benefícios previdenciários.

O nome do filho de Lula apareceu em diálogos e documentos apreendidos em buscas, incluindo materiais ligados à empresária Roberta Luchsinger, amiga de Fábio Luís. A apuração ainda está em fase inicial.

O “Careca do INSS” está preso desde setembro. A CPMI do INSS chegou a tentar convocar Lulinha, mas o pedido foi barrado. A convocação pode voltar à pauta após o recesso parlamentar, deixando o filho de Lula novamente sob o holofote das investigações.

Número de venezuelanos no Bolsa Família salta de 1.062 em 2017 para mais de 200 mil em 2025

Foto: MDS/Divulgação
A crise humanitária na Venezuela fez disparar o número de venezuelanos atendidos pelo Bolsa Família no Brasil. O total passou de 1.062 beneficiários em 2017 para 205 mil em setembro de 2025.

Eles representam 61% dos 331 mil estrangeiros que recebem o benefício, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS).

Desde 2019, a Venezuela lidera o ranking de estrangeiros atendidos pelo programa. Antes, o Haiti ocupava essa posição.

Estrangeiros beneficiados pelo Bolsa família (setembro de 2025):

Venezuela – 205.526
Bolívia – 25.227
Angola – 14.031
Paraguai – 12.731
Cuba – 12.465
Haiti – 11.751
Argentina – 6.604
Colômbia – 6.137
Peru – 4.412
Portugal – 3.562

Considerando que há cerca de 582 mil venezuelanos vivendo no Brasil, aproximadamente um em cada três recebe o Bolsa Família.

Em setembro de 2025, o número de beneficiários venezuelanos caiu 6% em relação a dezembro de 2024, acompanhando a redução geral do programa, que passou de 20,5 milhões para 19 milhões de famílias atendidas.

A maioria entrou no país por Roraima, por meio da Operação Acolhida, criada em 2018 para receber imigrantes e refugiados.

O MDS afirma que estrangeiros podem receber o benefício desde a criação do programa, desde que estejam inscritos no CadÚnico e tenham renda mensal por pessoa de até R$ 218. Para isso, é necessário apresentar CPF ou título de eleitor, além de documentos de identificação dos familiares.

Com informações de UOL

Foragido da Justiça liga para a polícia e pede para ser preso após receber ameaças de facção

Foto: Divulgação/Araguaína Notícias
Um foragido da Justiça foi preso após ligar para a Polícia Militar e informar seu paradeiro, manifestando o desejo de se entregar. O caso ocorreu em Araguaína, no norte do Tocantins, na terça-feira (6).

Segundo a PM, o homem afirmou estar sendo ameaçado de morte por integrantes de uma facção criminosa e disse que vinha sendo acusado falsamente de estupro.

Os policiais foram ao local indicado e confirmaram, por meio dos sistemas de segurança, a existência de um mandado de prisão em aberto expedido pela Justiça de Goiânia por condenação definitiva por lesão corporal.

Após a abordagem, o foragido recebeu voz de prisão e foi levado à Central de Flagrantes da Polícia Civil de Araguaína, onde permanece à disposição da Justiça para cumprir a pena em regime fechado.

Blogueira sai com amante e encontra o marido com outra em Praia

Em Natal/RN, a blogueira que disse estar “trabalhando” acabou fazendo hora extra na Praia da Redinha com o amante… só não esperava dar de cara com o namorado, que também estava em “expediente paralelo”, tomando banho escondido na parte escura da praia. 

Resultado: virou plantão de fofoca com direito a choque duplo e emoji de susto 😳.

Banco Central põe em sigilo comunicações com Moraes sobre caso Master

Foto: Hugo Barreto/Metrópoles
O Banco Central colocou sob sigilo os registros das comunicações entre autoridades do órgão e o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a respeito do processo de liquidação do Banco Master.

A coluna Andreza Matais pediu, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), todos os registros de reuniões e comunicações que digam respeito ao caso do Banco Master. O Banco Central negou o acesso total aos registros, alegando a proteção de dados patrimoniais e informações pessoais.

Ao fazê-lo, o Banco Central colocou sob sigilo informações básicas, como trocas de mensagens, datas e registros de reuniões. Em geral, a prática dos públicos é tarjar as informações sensíveis ou protegidas por lei, que possam expor dados pessoais. O restante é fornecido.

O ministro Alexandre de Moraes teria pressionado o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, em favor do Banco Master. Segundo revelado pela imprensa, os dois teriam conversado ao menos seis vezes sobre o assunto. Ambos negam.

O Master contratou o escritório de advocacia da mulher de Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, por R$ 129 milhões.

À época, Galípolo afirmou que todas as tratativas dele a respeito do Banco Master foram registradas pelo Banco Central. “Documentamos tudo. Cada uma das ações que foram feitas, cada uma das reuniões, cada uma das trocas de mensagens, cada uma das comunicações, tudo isso está devidamente documentado”, disse ele.

Na resposta ao pedido de LAI da coluna Andreza Matais, o Banco Central alegou que todas as informações sobre o caso Master envolvem informações patrimoniais e pessoais, protegidas por sigilo, e que, por isso, não poderia fornecer qualquer informação sobre o assunto.

“Nos processos em que o Banco Central examina operações de transferência de controle, há, entre outros, dados de operações financeiras, protegidos por sigilo bancário; informações pessoais protegidas pelo direito à intimidade e à privacidade; dados patrimoniais, contábeis e estratégicos das instituições supervisionadas, protegidos pelo sigilo empresarial”, diz a resposta da instituição.

Por Andre Shalders

“Tortura” contra Bolsonaro pode causar prisão de Moraes

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Dois advogados enviaram um pedido ao procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet, pedindo a prisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. O motivo seria uma “tortura” praticada contra o ex-presidente Jair Bolsonaro no episódio envolvendo a queda do líder da direita brasileira em sua cela na sede da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

De acordo com a revista Oeste, o pedido foi assinado pelos advogados advogados Paulo Faria e Filipe de Oliveira e ocorre após o acidente de Bolsonaro. Os dois afirmam que o ex-presidente passou um “período superior a 24 horas, sem atendimento hospitalar adequado, apesar de recomendação médica e da existência de sintomas neurológicos”.

O pedido também aponta que ao negar a ida de Bolsonaro ao hospital, o ministro do STF provocou “sofrimento físico e psicológico relevante” e violou “direitos fundamentais, à Lei de Execuções Penais e a normas nacionais e internacionais de proteção aos direitos humanos”.

Por isso, os advogados pedem prisão imediata em flagrante de Moraes por crime considerado inafiançável, além de responsabilização penal pelas condutas que constam no pedido e adoção de as medidas legais cabíveis.

Fonte: Pleno News

Estudo aponta que interrupção de canetas emagrecedoras leva à recuperação de peso mais rápida

Pessoas que interrompem o uso de canetas emagrecedoras, como Mounjaro e Wegovy, tendem a recuperar o peso perdido de forma significativamente mais rápida do que aquelas que abandonam dietas convencionais e programas de exercícios físicos. É o que sugere uma nova pesquisa publicada na revista científica British Medical Journal, uma das mais respeitadas do Reino Unido.

Segundo o estudo, pacientes com sobrepeso que utilizam as injeções à base de hormônios como o GLP-1 chegam a perder cerca de um quinto do peso corporal durante o tratamento. No entanto, após a interrupção do uso, a recuperação média é de aproximadamente 0,8 quilo por mês, o que leva essas pessoas a retornarem ao peso anterior em cerca de um ano e meio.

“As pessoas que compram esses medicamentos precisam estar cientes do risco de rápida recuperação de peso quando o tratamento termina”, alertou Susan Jebb, pesquisadora da Universidade de Oxford e uma das autoras do estudo. Ela ressaltou, porém, que os dados se baseiam em ensaios clínicos controlados, e não em situações do dia a dia, destacando a necessidade de mais pesquisas sobre os efeitos de longo prazo dessas terapias.

A análise reuniu 37 estudos envolvendo mais de 9 mil pacientes e comparou a eficácia das chamadas canetas emagrecedoras com dietas tradicionais, exercícios físicos e outros medicamentos para perda de peso. Apenas oito desses estudos avaliaram especificamente os novos medicamentos da classe GLP-1, como a semaglutida (Wegovy) e a tirzepatida (Mounjaro). O período máximo de acompanhamento após a interrupção do tratamento foi de um ano, o que faz com que os resultados sejam considerados estimativas.

De acordo com os pesquisadores, pessoas que optam apenas por mudanças alimentares costumam perder menos peso do que aquelas que utilizam as injeções. Em contrapartida, a recuperação posterior tende a ser mais lenta, em média 0,1 quilo por mês, embora haja variações individuais.

Risco de recaída e uso prolongado

No Reino Unido, o Serviço Nacional de Saúde (NHS) recomenda o uso dessas injeções apenas para pessoas com excesso de peso associado a riscos à saúde, e não para quem busca emagrecer por motivos estéticos. Médicos costumam reforçar que o tratamento deve vir acompanhado de mudanças no estilo de vida, como alimentação equilibrada e prática regular de atividade física.

Especialistas alertam que, diante do risco de recaída, o tratamento com esses medicamentos pode precisar ser contínuo. Relatos de pacientes indicam que interromper o uso provoca um aumento abrupto do apetite. “É como um interruptor que liga e você fica instantaneamente faminto”, descreveu uma usuária. Outra afirmou que sentiu como se sua mente a incentivasse a comer em excesso após meses de restrição.

Segundo Adam Collins, especialista em nutrição da Universidade de Surrey, o efeito pode ser explicado pela forma como os medicamentos atuam no cérebro. Eles imitam o hormônio GLP-1, responsável por regular a fome. “Fornecer artificialmente níveis elevados de GLP-1 por um longo período pode fazer com que o corpo produza menos do hormônio naturalmente e se torne menos sensível aos seus efeitos”, explicou. Quando o medicamento é retirado, o controle do apetite diminui drasticamente.

Impacto financeiro e cenário no Brasil

O custo também é um fator relevante. No Brasil, quatro doses de Mounjaro de 2,5 mg, a menor dosagem disponível, custam cerca de R$ 1.400 nas farmácias. O tratamento contínuo pode ultrapassar R$ 1,2 mil por mês, o que torna o uso prolongado inacessível para grande parte da população.

Wegovy e Mounjaro são aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o tratamento da obesidade. Em dezembro de 2025, a Anvisa ampliou a indicação do Wegovy para incluir o tratamento de gordura no fígado associada à inflamação. A tirzepatida passou a ser vendida no país em maio de 2025, embora tenha sido liberada ainda em 2023. Por enquanto, os medicamentos não estão disponíveis no Sistema Único de Saúde, embora existam discussões iniciais sobre uma possível incorporação no futuro.

Natureza crônica da obesidade

Para o professor Naveed Sattar, da Universidade de Glasgow, o uso dessas injeções pode trazer benefícios adicionais à saúde, como a redução de danos às articulações, ao coração e aos rins, especialmente se o paciente permanecer com peso reduzido por alguns anos. Ainda assim, ele destaca que estudos mais longos são necessários para confirmar esses efeitos.

Fabricantes dos medicamentos reforçam que o uso deve estar associado a acompanhamento médico e mudanças de estilo de vida. Em nota, a Eli Lilly, responsável pelo Mounjaro, afirmou que o retorno do peso após a interrupção do tratamento reflete a biologia da obesidade, e não falta de esforço do paciente. Já a Novo Nordisk, fabricante do Wegovy, destacou que os achados reforçam a natureza crônica da obesidade e a necessidade de tratamento contínuo, de forma semelhante ao manejo de doenças como diabetes e hipertensão.

Via portal Folha do Estado