quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Toffoli é tido por funcionários como dono de resort, afirma site

Local teria até a realização de um jogo chamado blackjack, que é proibido no Brasil.
Embora não figure oficialmente como proprietário, o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), é tratado por funcionários do Resort Tayayá, em Ribeirão Claro (PR), como dono do empreendimento. O local, construído por familiares do magistrado, tornou-se conhecido na cidade como “resort do Toffoli” e hoje está no centro de questionamentos após a revelação de que abriga um cassino.

Repórteres do site Metrópoles, que foram ao local sem se identificar, relataram que Toffoli frequenta o resort com regularidade, e que utiliza estruturas exclusivas, como uma residência em área reservada do complexo e uma embarcação atracada no píer. Apesar disso, o nome do ministro não aparece nos registros oficiais do empreendimento.

O resort oferece máquinas eletrônicas de apostas e mesas de jogos de cartas. Entre as modalidades disponíveis está o blackjack, jogo proibido no Brasil quando praticado com apostas em dinheiro. Todos os jogos observados funcionam com pagamento real. O espaço destinado à jogatina conta com iluminação artificial, carpetes e luzes de neon, em um ambiente semelhante ao de cassinos no exterior.

O cassino dispõe de 14 máquinas de videoloteria. Embora essas máquinas sejam regulamentadas pelo governo do Paraná, funcionam de forma semelhante a caça-níqueis. Além disso, a reportagem relata ter sido convidada, fora do horário oficial de funcionamento, a participar de jogos como blackjack valendo dinheiro, prática considerada ilegal pela legislação brasileira.

O acesso ao espaço não possui controle rigoroso. Em duas ocasiões, a reportagem flagrou crianças utilizando as máquinas de apostas, próximas a adultos que consumiam bebidas alcoólicas.

Jogos de azar presenciais são proibidos no Brasil, mas, em 2020, o Supremo Tribunal Federal decidiu que os estados podem explorar as chamadas videoloterias. O julgamento foi relatado pelo ministro Gilmar Mendes, e Dias Toffoli acompanhou o voto que flexibilizou a interpretação da lei. Ainda assim, jogos de cartas com apostas em dinheiro seguem proibidos.

Antes da venda do resort, parte das ações do hotel foi adquirida por um fundo que tinha como investidor o empresário Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Toffoli é relator no STF de investigações que envolvem a instituição financeira e também já atuou em processos ligados à J&F.

Ministros do STF já se hospedaram no Tayayá, segundo funcionários, entre eles Cármen Lúcia. O resort fica às margens da represa de Xavantes, próximo à divisa entre Paraná e São Paulo. As diárias chegam a cerca de R$ 2 mil nas acomodações mais simples. A estrutura inclui piscinas, quadras esportivas e atividades recreativas.

De acordo com o Metrópoles, mesmo após o resort ter sido vendido por dois irmãos e um primo de Toffoli a um advogado ligado ao grupo J&F, o local foi fechado para uma festa privada organizada pelo ministro. O evento mobilizou a equipe do hotel e contou com a presença de artistas e do ex-jogador Ronaldo Nazário, o Fenômeno.

Procurado, o advogado Paulo Humberto, atual proprietário, afirmou que os jogos oferecidos são autorizados pela loteria estadual e que as mesas de cartas servem apenas para lazer entre hóspedes, sem incentivo à jogatina. Questionado pelo site, o ministro Dias Toffoli não respondeu aos questionamentos.

Fonte: Pleno News

Patente de Bolsonaro é mantida pelo Ministério Público Militar

O Ministério Público Militar (MPM) pediu o arquivamento da notícia-crime apresentada pela deputada federal Natália Bonavides (PT-RN), que solicitava providências para a perda de posto e patente de Jair Bolsonaro e de militares condenados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) pela tentativa de golpe de Estado de 8 de janeiro de 2023.

Segundo o Superior Tribunal Militar (STM), em declaração para o ICL Notícias, a decisão do MPM de arquivar esse pedido não interfere nos julgamentos de perda de posto e patente que devem ter início em fevereiro, envolvendo oficiais militares condenados pelo STF. De acordo com a Corte, tratam-se de procedimentos distintos, com fundamentos jurídicos e ritos próprios.

A notícia-crime apresentada pela deputada teve como objetivo provocar institucionalmente o sistema de Justiça Militar diante das condenações impostas pelo Supremo, solicitando que os fatos fossem analisados e encaminhados ao órgão competente para eventual adoção das medidas cabíveis. O pedido, no entanto, não possui natureza jurídica de Representação de Indignidade, instrumento que pode resultar na perda de posto e patente de oficiais militares.

O expediente foi distribuído ao ministro José Barroso Filho, que determinou o envio dos
autos ao Ministério Público Militar, conforme previsto na Constituição. Após a análise, o MPM concluiu que não caberia dar prosseguimento à notícia-crime e requereu seu arquivamento, que deve ser formalizado na retomada do ano judiciário, a partir de 2 de fevereiro.

Arquivamento não impede representações futuras

Apesar do arquivamento desse pedido específico, o STM ressaltou que isso não impede a apresentação de futuras Representações de Indignidade pelo próprio Ministério Público Militar contra oficiais militares condenados a penas superiores a dois anos de prisão, conforme já noticiado pelo ICL Notícias, essas ações tratam exclusivamente da perda de posto e patente e devem ser analisadas de forma individualizada

A expectativa, segundo o tribunal, é que essas representações sejam protocoladas ao longo de fevereiro, quando a Corte passará a examinar os casos relacionados às consequências funcionais das condenações impostas pelo STF.

O avanço simultâneo dessas etapas indica que, apesar do arquivamento da notícia-crime apresentada pela deputada, a discussão sobre as sanções administrativas aplicáveis aos militares condenados segue em curso no âmbito institucional.

Com informações de ICL Notícias

Operação investiga suspeita de fraude em compra de caixas de papelão por R$ 99 pela prefeitura de Várzea Alegre

Ação foi realizada na manhã desta quinta-feira. Em novembro, denúncia de vereador apontou indícios de superfaturamento na compra de itens para laboratórios de matemática
Uma operação do Ministério Público do Ceará foi realizada, na manhã desta quinta-feira (22), após denúncias de superfaturamento na compra de materiais para escolas de Várzea Alegre, no interior do Ceará. Em contrato firmado pela prefeitura, mais de 1 mil caixas para guardar jogos educativos foram compradas por R$ 99 por unidade. A suspeita de superfaturamento foi noticiada em novembro de 2025.

Em nota, a Secretaria de Educação de Várzea Alegre afirmou que "acredita na legalidade do processo de contratação do material" e que colabora com as autoridades competentes.

A operação foi conduzida pela Promotoria de Justiça da Comarca de Várzea Alegre, que havia recebido, em novembro de 2025, ofício contendo denúncia sobre o contrato para aquisição de kits para implementar laboratórios de matemática em escolas do município.

O contrato investigado tem valor total de R$ 852 mil firmado em agosto de 2025 com a empresa Interdisciplinar Educacional LTDA, de Fortaleza.

Nos documentos, aparecem valores como: armário de R$ 23 mil, jogos pedagógicos de R$ 18 mil e conjuntos de cinco livros didáticos por R$ 23 mil.

Denúncia e comparação de preços 
Uma denúncia anônima baseou o levantamento de informações feito pelo vereador de oposição Michael Martins (PSB). Em novembro, ele fez uma visita de fiscalização à escola Dr. Dário Batista Moreno, após a entrega do laboratório de matemática na unidade.

Em vez de caixas de MDF, que custavam R$ 99 cada no processo licitatório, foram encontradas caixas de papelão.

À época, a Secretaria Municipal da Educação respondeu que o contrato foi conduzido "dentro de todos os preceitos legais e regulamentares que regem as licitações públicas, refletindo as melhores práticas de mercado".

A pasta também apontava que as caixas de papelão mostradas pelo vereador em vídeo nas redes sociais eram apenas materiais que foram utilizados no transporte dos itens comprados. Segundo a gestão, as caixas de MDF ainda seriam entregues.

Em ofício encaminhado ao Ministério Público apontando a suspeição de superfaturamento, o vereador Michael Martins também fez comparativos dos preços dos produtos comprados pela Prefeitura com os que aparecem em pesquisas na internet.

Esta comparação foi possível para produtos com marca definida, buscando as mesmas especificações.

Conforme o vereador, as principais diferenças eram:

Projetor multimídia: licitado por R$ 5 mil e encontrado por R$ 2,1 mil em lojas virtuais

Mesa digitalizadora: licitada por R$ 3 mil e encontrada por R$ 320 em lojas virtuais

Notebook: licitado por R$ 6 mil e encontrado por R$ 1,9 mil em lojas virtuais

Para produtos sem marca própria, o parlamentar faz questionamentos sobre os valores definidos na licitação. Mesmo sem padrão de referência para alguns materiais, como um armário de especificações próprias e as coleções de livros didáticos, o parlamentar defende que os valores são “irreais e exorbitantes”.

Após operação do Ministério Público na manhã desta quinta-feira (22), a Prefeitura informou que prestará as informações necessárias às autoridades competentes. 

Instituto Paraná aponta Ciro com 44,8%; Elmano, 34,2%; e Girão, 7,9%, na disputa pelo Abolição

O grau de confiança é de 95% e a margem de erro é de 2,6 pontos percentuais.
O Instituto Paraná divulgou, nesta quinta-feira (22), um levantamento sobre a disputa pelo Governo do Ceará. A pesquisa ouviu 1.502 eleitores em 68 municípios, entre os dias 17 e 21 de janeiro. O grau de confiança é de 95% e a margem de erro é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos.

Espontânea - Na pesquisa espontânea, o cenário é marcado por alto índice de indefinição do eleitorado. Ciro Gomes aparece à frente, seguido por Elmano de Freitas. O volume de eleitores que não souberam ou preferiram não opinar supera a soma de todos os nomes citados.

Cenário 1 - No cenário estimulado, quando os nomes são apresentados aos entrevistados, o ex-ministro Ciro Gomes lidera, com o governador Elmano de Freitas em segundo lugar.

Ciro Gomes: 44,8%
Elmano de Freitas: 34,2%
Eduardo Girão: 7,9%
Professor Jarir Pereira: 1,6%
Não sabe/não opinou: 5,3%
Nenhum/Branco/Nulo: 6,3%

2º turno - Na simulação de segundo turno entre Ciro e Elmano, o levantamento indica vantagem do ex-presidenciável. Os indecisos e os brancos e nulos permanecem dentro de patamar semelhante ao observado no cenário estimulado.

Ciro Gomes: 51,9%
Elmano de Freitas: 37,2%
Não sabe/não opinou: 4,5%
Nenhum/Branco/Nulo: 6,4%

Homem é preso por matar o cunhado a facadas durante discussão no Ceará

Arnol Germano Barbosa, de 29 anos, foi preso por matar o cunhado Mateus Rodrigues de Sousa, de 22 anos, durante uma discussão
Arnol Germano Barbosa, de 29 anos, foi autuado em flagrante por homicídio doloso
Um homem de 29 anos foi preso suspeito de matar o cunhado a facadas na localidade de Catingueira dos Melos, zona rural de Crateús, no interior do Ceará, na noite desta quarta-feira (21), por volta das 20h.

O crime ocorreu durante uma discussão entre o suspeito, identificado como Arnol Germano Barbosa; e a vítima, Mateus Rodrigues de Sousa, de 22 anos. Além de cunhados, os dois homens eram primos.

Após o ataque, Arnol fugiu do local em uma motocicleta. Já Mateus, foi socorrido pelo Samu e encaminhado ao Hospital São Lucas, onde veio a óbito.

Prisão 
Conforme a Polícia Militar, equipes da Força Tática do 7º Batalhão fizeram buscas na região e localizaram o veículo utilizado na fuga na residência do pai do suspeito, na localidade de Barreiros, em Novo Oriente.

Em seguida, os agentes foram informados que o suspeito estaria escondido em uma área de mata nas proximidades.

Com isso, os militares montaram um cerco que resultou na captura de Arnol, em um campo agropecuário da região. A arma utilizada no crime, uma faca tipo peixeira, foi apreendida.

O suspeito e a faca foram apresentados na delegacia de Crateús, onde Arnol foi autuado em flagrante por homicídio doloso. O indivíduo já possuía antecedentes criminais por tentativa de feminicídio, violência doméstica e lesão corporal dolosa.

Administrador de perfil que exalta facção criminosa na internet é preso

Homem conhecido por "Chefinho", que administrava perfil na internet para exaltar facção criminosa, foi preso em Caucaia
O suspeito incentivava os comparsas a mandarem fotos e vídeos para enaltecer as ações da facção
Um homem que administrava um perfil que exaltava uma facção criminosa na internet foi preso no Bairro Planalto Caucaia, em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, na última terça-feira (20).

Conforme as investigações da 1ª Delegacia Seccional de Caucaia, os agentes da unidade monitoraram o perfil do suspeito e constataram que ele estimulava integrantes do grupo criminoso a encaminharem fotos e vídeos de conteúdo ilícito, para promover e enaltecer a facção que eles pertenciam.

Diante das informações colhidas, os policiais fizeram buscas na região e conseguiram capturar o homem, conhecido pelo apelido de "Chefinho", que não teve a identidade informada. O suspeito foi autuado em flagrante por organização criminosa.

Operação prende integrantes de grupo criminoso e bloqueia R$ 59 milhões no Ceará

Ao todo, seis pessoas foram localizadas e capturadas
Uma operação interestadual coordenada pela Polícia Civil do Ceará (PCCE), por meio da Delegacia de Narcóticos (Denarc/DRCO), em cooperação com a Polícia Civil do Pará (PCPA), resultou no cumprimento de cinco mandados de prisão contra integrantes de um grupo criminoso envolvido com o tráfico de drogas. A ação ocorreu na madrugada desta quarta-feira (21). Ao todo, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 59 milhões. Ao todo, seis pessoas foram localizadas e capturadas.

Além das prisões preventivas, houve uma prisão em flagrante e a aplicação de duas medidas cautelares. As diligências aconteceram em bairros de Fortaleza, Maracanaú, Eusébio e Itapajé, além de outros estados: Amazonas, São Paulo, Pará e Alagoas.

Batizada de Operação Iara, a ofensiva teve como alvo uma organização criminosa de origem carioca, responsável pela venda e distribuição de entorpecentes no Ceará e em outros estados do país. Um dos principais investigados, de 32 anos, movimentou mais de R$ 20 milhões em apenas um ano e meio, segundo a polícia.

As investigações permitiram a desarticulação de parte do núcleo financeiro do grupo no Ceará. Das 44 contas bancárias bloqueadas judicialmente, nove estavam no estado.

Durante a operação, um homem de 30 anos também foi preso em flagrante por tráfico de drogas após ser encontrado com maconha. Ele foi autuado e colocado à disposição da Justiça.

Adolescente de 15 anos morre após receber descarga elétrica de celular ligado à tomada

Polícia Civil de Augusto Corrêa apura as circunstâncias da morte de Beatriz Costa Diniz, vítima de descarga elétrica causada por celular ligado à tomada na zona rural do Jutaí
Celular explodiu com as oscilações de energia em Augusto Corrêa, no PA
A Polícia Civil investiga a morte de uma adolescente que sofreu uma descarga elétrica por meio de um celular conectado à tomada, na última quinta-feira (15), na comunidade do Jutaí, zona rural de Augusto Corrêa, nordeste do Pará. A vítima foi identificada como Beatriz Costa Diniz, de 15 anos.

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Augusto Corrêa, o incidente aconteceu entre 22h e 23h do dia 15 de janeiro, e o pai da jovem foi quem a encontrou ferida dentro de casa.
A jovem foi levada da comunidade do Jutaí até um hospital no centro da cidade, a 30 minutos de distância do local onde a família mora.

Devido à gravidade dos ferimentos, foi providenciado um transporte adequado para levar a vítima até uma unidade de saúde em Bragança.

Posteriormente, Beatriz Costa Diniz foi transferida para o Hospital Metropolitano, na Grande Belém, onde faleceu na segunda-feira (19).
Segundo a concessionária de energia Equatorial Pará, uma equipe técnica foi enviada ao local para verificar relatos de oscilação na rede que abastece a área e não identificou registros de interrupções no sistema nos últimos 30 dias na região.

A Polícia Civil informou que a ocorrência é investigada pela delegacia de Augusto Corrêa como morte acidental. 

Professor é preso suspeito de abusar sexualmente de 244 crianças e adolescentes no Maranhão

Foto: Divulgação/PCMA.
Docente já havia sido preso por importunação sexual em maio de 2025. 
Professor pode responder pelo crime de estupro de vulnerável.
Um professor foi preso por abusar sexualmente 244 crianças e adolescentes no município de Tuntum, no interior do Maranhão. A captura foi realizada pela Polícia Civil do Piauí (PCPI), na manhã desta quarta-feira (21), em União (PI). As informações são do Metrópoles.

O homem de 52 anos pode responder pelo crime de estupro de vulnerável, com pena de 10 a 18 anos de reclusão.

As vítimas teriam tido contato com o suspeito entre 2023 e maio de 2025. No entanto, a identidade do professor e da escola não foram divulgadas para preservar as crianças e os adolescentes. Todos eram menores de 14 anos. 

Denúncias das vítimas
Os pais das vítimas contribuíram com as investigações, iniciadas em maio de 2025. O suspeito praticava os atos libidinosos dentro da sala de aula. 

O delegado Wlisses Alves, da Delegacia de Presidente Dutra (MA), informou que o professor chegou a ser preso no dia 16 de maio do ano passado, por importunação sexual.

Na época, uma aluna denunciou o caso na direção. Conforme o g1, o diretor, que é comandante do Corpo de Bombeiros do município, deu voz de prisão ao professor. A polícia foi acionada e o suspeito foi encaminhado à delegacia. Os outros alunos formalizaram a denúncia de abusos posteriormente. 

Segunda prisão
Em 2025, o professor se afastou da sala de aula e foi colocado em liberdade provisória. Posteriormente, a Polícia Civil seguiu com as investigações, recebendo denúncias das vítimas e dos pais. 

Com o conjunto das denúncias, a Polícia Civil pediu a prisão do professor, sendo aceita pela Justiça. 

Diário do Nordeste

Em Jericoacoara, SPU notifica 15 estabelecimentos com instalações em faixa de areia

Foto: Divulgação/SPU-CE.
Estruturas foram erguidas em terreno pertencente à União. 
Agentes da SPU notificaram estabelecimentos com instalações na faixa de areia de Jeri.
A Superintendência do Patrimônio da União no Ceará (SPU-CE) fez uma operação na praia de Jericoacoara nesta quarta-feira (21) e notificou 15 estabelecimentos a retirarem instalações irregulares na faixa de areia da vila.

Segundo o órgão federal, as estruturas são consideradas irregulares, pois ocupam faixa de areia e terreno de marinha, áreas pertencentes à União. Foram dados 10 dias para a desocupação, e caso o prazo seja estourado, a SPU e a Prefeitura farão a retirada. 

Os estabelecimentos já haviam sido notificados anteriormente, mas realizaram suas defesas e enviaram documentos comprovando a posse de algumas áreas em faixa de areia. As notificações foram para as faixas não comprovadas, conforme o superintendente da SPU-CE, Fábio Galvão, informou ao Diário do Nordeste.

Os trabalhos tiveram apoio da Prefeitura de Jijoca de Jericoacoara, e atendem a uma recomendação do procurador da República Alessander Sales, do Ministério Público Federal (MPF). Outras regiões litorâneas cearenses também serão alvo de operações contra ocupação irregular. 
SPU e Prefeitura de Jericoacoara atuaram em conjunto para notificar estabelecimentos.
Foto: Divulgação/SPU-CE.
Ainda conforme Fábio Galvão, as tratativas com os estabelecimentos ocorreram com "sucesso e harmonia". 

"Fomos em todos os empreendimentos que têm alguma estrutura em faixa de praia ou área pública para serem retiradas essas estruturas. A missão foi um sucesso e continuaremos isso em todos os 573 km de litoral aqui do Ceará", informou Galvão.

Polêmica com obra em Jeri 
Após ser embargada no último mês de novembro por falta de licença ambiental e autorização federal, uma obra da Prefeitura de Jijoca de Jericoacoara para conter o avanço do mar em frente a um hotel de luxo foi autorizada em caráter emergencial em 17 de dezembro. A intervenção havia sido alvo de denúncias do Conselho Comunitário de Jericoacoara, que alertou as autoridades para um "improviso sem base técnica" que agravaria a erosão na orla. 

A obra só foi autorizada após uma reunião entre do MPF, da SPU e do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) com Prefeitura de Jijoca de Jericoacoara. O órgão municipal apresentou um projeto emergencial e informou que o objetivo era "proteger a vida das pessoas" com a intervenção. 

A preocupação dos outros órgãos era com pedras soltas, bueiros abertos e fiações elétricas expostas que colocavam em risco moradores da vila e turistas que circulavam pela região. O SPU e o MPF reiteraram que a autorização era somente para correção de riscos imediatos. 

Caso seja necessária uma intervenção maior, um estudo técnico de oceanografia deverá ser realizada para saber qual tipo de obra deve ser feita na área.

Diário do Nordeste