quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Alerta: “Superfungo” se espalha em hospital do RN e força isolamento de áreas

O caso do chamado ‘superfungo’ Candidozyma auris ( conhecido como Candida auris) no Rio Grande do Norte ganhou novos desdobramentos. Fontes ouvidas pelo Portal 96 informaram que a Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) está realizando testes em equipamentos do Hospital da Polícia Militar, em Natal, onde o primeiro paciente diagnosticado segue internado.

De acordo com as informações repassadas, exames realizados em equipamentos hospitalares, como macas e cadeiras de rodas, apresentaram resultado positivo para o fungo. Diante da confirmação, leitos da unidade estariam sendo fechados como medida preventiva para evitar a contaminação de outros pacientes.

O paciente diagnosticado permanece internado no hospital, em isolamento, conforme já havia informado a Sesap. Ele estava em tratamento para outra enfermidade, e o fungo foi identificado durante a internação.

Desde a confirmação do caso, equipes de vigilância em saúde do estado realizam o monitoramento e o rastreio dentro da unidade hospitalar. A presença do fungo em superfícies reforça uma das principais características do Candidozyma auris: a capacidade de sobreviver por longos períodos no ambiente hospitalar, aderindo a equipamentos e materiais utilizados na assistência aos pacientes.

Identificado pela primeira vez em 2009, o Candidozyma auris é considerado uma ameaça global à saúde pública. O fungo pode causar infecções graves, principalmente em pacientes hospitalizados e com o sistema imunológico comprometido.

O Rio Grande do Norte teve o primeiro caso confirmado da presença do fungo Candida auris – conhedido como “superfungo” – em um paciente. O espanhol de 58 anos segue internado e isolado.

O paciente mora na praia da Pipa e passou 15 dias internado em uma unidade de saúde de Tibau do Sul, no litoral potiguar, antes de ser transferido para Natal. Ele segue em um leito de isolamento no Hospital da Polícia Militar.

A informação sobre o primeiro caso, foi confirmada no dia 5 de fevereiro  pela Secretaria de Saúde Pública do estado (Sesap). O fungo gera preocupação das autoridades de saúde por ser resistente a medicamentos. Ele se instala principalmente em pessoas com o sistema imunológico enfraquecido no ambiente hospitalar.

Segundo a Sesap, a transmissão ocorre principalmente por contato direto, especialmente em ambientes hospitalares. Fora desse contexto, o nível de transmissibilidade é considerado baixo.

O fechamento de leitos faz parte dos protocolos de controle de infecção hospitalar, que incluem isolamento, reforço na higienização e testagem de superfícies e profissionais, quando necessário.

Pesquisas da UFRN apontam como age ‘superfungo’

Pesquisas desenvolvidas pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) também têm contribuído para o debate sobre o avanço da resistência desse tipo de fungo.

Segundo o pesquisador Rafael Wesley Bastos, do Programa de Pós-Graduação em Biologia Parasitária da UFRN e vice-coordenador do Grupo de Estudo e Ações em Saúde Única, o uso de agrotóxicos pode estar relacionado ao surgimento de fungos mais resistentes aos medicamentos usados na medicina humana.

“Se o fungo se torna capaz de resistir ao agrotóxico, ele pode acabar se tornando resistente também aos remédios usados na medicina humana”, alerta o pesquisador.

Dados apresentados por ele em evento realizado na Universidade Estadual Paulista (Unesp), em Botucatu (SP), apontam que 94% dos isolados de Candidozyma auris resistentes ao antifúngico fluconazol também apresentavam resistência ao agrotóxico tebuconazol, amplamente utilizado na agricultura.

As autoridades de saúde seguem monitorando o caso no Hospital da PM e reforçam que as medidas de controle estão sendo adotadas para impedir a disseminação do fungo na unidade.

Com informações do Portal 96 FM e g1/RN

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