quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

PF encontra mensagens entre Toffoli e banqueiro no celular de Daniel Vorcaro

A Polícia Federal encontrou mensagens que citam o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, relator do caso que apura transações e irregularidades envolvendo a instituição financeira. A informação foi divulgada pelo UOL Diante do achado, a Polícia Federal encaminhou um relatório ao presidente do STF, Edson Fachin, solicitando que seja avaliada a suspeição de Toffoli na condução da investigação.

O ministro Toffoli, como relator do caso Master, seria o destinatário natural de novas informações sobre a apuração. Contudo, como seu nome aparece nas mensagens encontradas no aparelho de Vorcaro, a PF optou por remeter o material a Fachin para definir quais medidas devem ser adotadas.

Segundo fontes da PF citadas pelo UOL, além de Toffoli, outras pessoas com prerrogativa de foro, incluindo integrantes do Congresso Nacional, também foram mencionadas nas novas evidências. As conversas indicam proximidade entre o ministro e o banqueiro, reforçando questionamentos sobre a imparcialidade do relator no caso.

O celular de Vorcaro foi apreendido em novembro, mas ele se recusou a fornecer a senha aos investigadores, alegando conteúdo de caráter privado. Recentemente, a Polícia Federal conseguiu quebrar a criptografia do aparelho, permitindo a análise completa das informações. Entre os achados estão conversas que sugerem uma relação próxima entre o ministro e Vorcaro, aumentando a pressão sobre Toffoli, que já enfrenta críticas pela condução do inquérito, especialmente pelo sigilo imposto às informações da investigação.

A agenda de Fachin prevê um encontro com o diretor-geral da PF, delegado Andrei Rodrigues, na segunda-feira (11), com tema registrado como “fluxo processual ordinário”. O presidente do STF deverá avaliar os pedidos de investigação sobre novas frentes abertas a partir das provas encontradas e decidir sobre a eventual suspeição de Toffoli.

Desde o início, o relator do caso Master defende que não há motivos para se declarar impedido de julgar o tronco da investigação, que envolve, entre outros pontos, a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB. No entanto, a revelação das conversas com Vorcaro e a inclusão de outros políticos no material apreendido aumentam a crise em torno do caso, aprofundando a divisão no Supremo.

Fonte: Gazeta Brasil

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