Ainda que diminuto e questionado por membros da base governista, o chamado “Café da Oposição”, encontro semanal entre oposicionistas da gestão Elmano de Freitas na Assembleia, foi determinante por consolidar a unidade entre o grupo. Foi nessas reuniões que surgiu a ideia de indicar Ciro Gomes (PSDB) para a disputa ao Governo do Estado, sugestão essa que está cada vez mais em vias de se tornar realidade.
Em um cenário político cada vez mais polarizado no Ceará, o “Café da Oposição” surgiu como um ponto de encontro estratégico para lideranças que buscam alinhar discursos e apresentar alternativas ao governo estadual, afirmou o deputado Cláudio Pinho (PDT), um dos idealizadoresdo encontro. O grupo tem ganhado relevância ao reunir opositores notáveis, incluindo Ciro Gomes, e expandir sua influência para o interior do estado.
Segundo Pinho, o movimento começou de forma modesta, mas tem o potencial de transformar a política local. O “Café da Oposição” teve origem em um momento de transição na mesa diretora da Assembleia Legislativa, quando o deputado Felipe Mota (União) assumiu um cargo de destaque. “Foi no Café da Oposição onde começamos a reunir aqueles que pensam parecido. Estamos todos na oposição, e quando veio a mudança na mesa diretora, onde o Felipe foi elevado a um cargo, a partir daí começamos a fazer o café da oposição, no gabinete do Felipe Mota”, relatou Pinho.
Ele enfatizou que, a partir desse ponto, o grupo passou a alinhar seus discursos para fortalecer a oposição. No início, o Partido Democrático Trabalhista (PDT) alegava não ter nomes fortes para enfrentar o governo atual. Pinho contestou essa visão, destacando potenciais candidatos como Roberto Cláudio e Ciro Gomes.
“Eu mostrei que tínhamos naquela época o nome do Roberto Cláudio e Ciro Gomes. As pessoas passaram a desdenhar que Ciro poderia participar daquela disputa ao Ceará”, explicou. A inclusão de Ciro no grupo foi um marco. Convidado para uma reunião no Café, ele expressou preferência por Roberto Cláudio como candidato, mas a deputada Dra. Silvana (PL) insistiu que ele próprio assumisse o desafio para “salvar o Ceará”.
O Café da Oposição não se limitou a discussões internas. Diversas personalidades passaram pelo encontro, contribuindo para debates sobre o futuro do estado. Entre elas, destacam-se o médico Dr. Cabeto, os empresários Alexandre Pereira e Gaudêncio Lucena, e até ex-presidente do Banco do Nordeste. “Diversas figuras passaram: Cabeto, empresário Alexandre Pereira, Gaudêncio Lucena, Alan Aguiar… diversas pessoas para conversar sobre o Estado, como o ex-presidente do Banco do Nordeste”, listou Pinho.
Esses encontros transformaram o Café em um “ponto de encontro” que, segundo ele, “tem mexido na política do Estado”. Graças à mobilização, o movimento se expandiu para o interior do Ceará e influenciou direções partidárias, promovendo a unidade entre opositores. Nomes como Roberto Cláudio, André Fernandes e Capitão Wagner foram citados como exemplos dessa coesão. “Graças à movimentação, conseguimos levar para todo o Interior e para as direções partidárias, Roberto Cláudio, André Fernandes, Capitão Wagner, mostrando a unidade”, afirmou.
O objetivo central do grupo é apresentar um projeto alternativo para o Ceará, focado nas demandas da população. Pinho defendeu um “enxugamento do estado” para alcançar equilíbrio nas contas públicas. “Queremos apresentar um projeto para o estado do Ceará onde a gente possa fazer aquilo que o povo está necessitando: um enxugamento do Estado para que o Estado possa ter um equilíbrio em suas contas”, concluiu.
Ciro
Embora o impacto do Café da Oposição ainda seja subestimado por alguns, Pinho acredita que a história reconhecerá sua importância. “A história vai mostrar, muitas vezes podemos parecer que foi pequena a movimentação, porque o nome de Ciro está acima de tudo isso”, ponderou. Com eleições no horizonte, o movimento pode se tornar um catalisador para mudanças na política cearense, unindo vozes díspares em torno de uma agenda comum.
Blog do Edison Silva