sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Golpistas estão divulgando falso concurso do Ibama; veja como se proteger

Anúncios e sites fraudulentos prometiam milhares de vagas e salários de até R$ 9 mil; vítimas relataram pagamento de taxa de inscrição e uso indevido de dados.
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) emitiu, nesta quarta-feira (14), um alerta sobre golpes virtuais que utilizam indevidamente o nome do órgão para divulgar falsos concursos públicos. As denúncias recebidas apontam para anúncios e sites fraudulentos que induzem candidatos a fornecer dados pessoais e pagar taxas de inscrição inexistentes.

De acordo com o Ibama, os golpistas atuam principalmente por meio de redes sociais e páginas na internet que simulam canais oficiais. Em um dos casos relatados a uma reportagem do g1, os anúncios prometiam cerca de 15 mil vagas e salários de até R$ 9 mil, informação que não corresponde a nenhum processo seletivo real do órgão.

Como o golpe funciona
Uma vítima relatou que encontrou um site anunciando a abertura de um suposto concurso do Ibama, com linguagem formal, uso do nome da instituição e informações detalhadas sobre cargos e salários. O endereço eletrônico tinha aparência profissional, com logotipo, cores institucionais e textos que passavam credibilidade.

Ao avançar para a inscrição, a vítima preencheu um formulário com dados pessoais, como nome completo, CPF, e-mail e telefone. Em seguida, foi solicitado o pagamento de uma taxa de inscrição no valor de R$ 82,14, supostamente necessária para garantir a participação no concurso. O pagamento foi feito via boleto ou PIX direcionado a um CNPJ ativo, sem qualquer vínculo com o Ibama.

Após o pagamento, não houve confirmação válida da inscrição nem divulgação de edital, data de prova ou cronograma oficial, o que levou a vítima a desconfiar do golpe.

O que diz o Ibama?
Em nota, o Ibama informou que tem recebido diversas denúncias relacionadas a golpes virtuais, incluindo falsas divulgações de concursos públicos, processos seletivos e até pedidos de recadastramento em sites não oficiais. O órgão reforça que informações sobre concursos são divulgadas exclusivamente por canais oficiais, como o site do governo federal e o Diário Oficial da União.

Como se proteger

Antes de realizar qualquer pagamento, candidatos devem adotar alguns cuidados:

-Verificar se há edital publicado em canais oficiais;
-Desconfiar de sites que cobram taxas sem apresentar documentação oficial;
-Evitar clicar em anúncios patrocinados sem checar a origem;
-Confirmar informações diretamente nos canais do governo.

Por Maria Antônia Rebouças - Jornalista graduada na PUC Minas.
Maria Antônia Rebouças
Itatiaia

Proteína na alimentação: focar em apenas um nutriente pode virar armadilha

Produtos com proteína adicionada se espalham pelo mercado, mas especialistas alertam que exagero simplifica a nutrição e pode ofuscar a importância de uma dieta variada
A busca pela chamada alimentação perfeita tem levado cada vez mais pessoas a priorizar um único nutriente no prato: a proteína. Nos Estados Unidos, essa obsessão já mudou hábitos alimentares e impulsionou uma enxurrada de produtos enriquecidos, que vão muito além dos suplementos tradicionais. Barras energéticas, salgadinhos, cereais, bebidas e até sorvetes passaram a ostentar versões com alto teor proteico.

A promessa é sedutora. Mais proteína estaria ligada a melhor desempenho físico, maior sensação de saciedade e até apoio à perda de peso. O resultado é uma pressão constante sobre o que comer e como comer, com escolhas guiadas por números e rótulos, e não pelo conjunto da alimentação.

Apesar de parecer uma tendência inofensiva, a revista The Atlantic chama atenção para um ponto central: não existe consenso científico definitivo sobre a quantidade ideal de proteína para todas as pessoas. Quando o foco se torna excessivo, a noção de alimentação saudável pode ficar distorcida.

Comida tratada como remédio
Esse movimento também reforça a chamada medicalização da dieta. Alimentos que não têm alto teor de proteína começam a ser vistos como inferiores, mesmo quando fazem parte de uma alimentação equilibrada. Estudos acadêmicos seguem apontando que a diversidade nutricional, com a presença de diferentes grupos alimentares, é essencial para a saúde.

O fenômeno deixou de ser exclusivo de atletas ou frequentadores de academias. Hoje, redes de fast food e grandes marcas lançam opções de lanches e refeições rápidas que destacam a proteína como principal atributo, muitas vezes deixando outros macronutrientes em segundo plano. Até empresas de bebidas sem álcool já avaliam versões com proteína adicionada para acompanhar as novas demandas de consumo.

Por que a proteína virou protagonista
A lógica por trás dessa tendência está na associação direta entre proteína, ganho de massa muscular e controle do peso. Como esse nutriente prolonga a sensação de saciedade, ele ganhou espaço em estratégias de emagrecimento. Além disso, protocolos médicos ligados ao uso de medicamentos para controle da glicemia, como os chamados GLP-1, costumam recomendar ingestão adequada de proteína para evitar perda muscular em dietas de baixa caloria.

Diante da complexidade das orientações nutricionais tradicionais, a mensagem “coma mais proteína” acabou se tornando simples, direta e fácil de vender.

Proteína em tudo
O marketing teve papel decisivo na consolidação da chamada proteína-mania. Hoje, é comum encontrar barras que equivalem a várias claras de ovo por porção, além de chips e tortillas desenvolvidos para disputar o mercado de snacks considerados saudáveis.

Essa presença constante muda a forma como os alimentos do dia a dia são percebidos. Pratos tradicionais com menor teor proteico podem passar a ser vistos como escolhas ruins, mesmo quando atendem às recomendações de uma dieta balanceada. Segundo a The Atlantic, a abundância de referências à proteína desloca a atenção da variedade alimentar para a otimização de um único nutriente.

O risco de reduzir a nutrição a um número
Especialistas ouvidos pela publicação comparam esse movimento a modas alimentares do passado, como a demonização das gorduras e, depois, dos carboidratos. O padrão se repete: transformar a alimentação em algo facilmente mensurável, seja por calorias, gramas de gordura ou, agora, de proteína.

Embora consumir proteína em níveis adequados seja benéfico para muitas pessoas, a supervalorização pode gerar interpretações equivocadas sobre alimentos que não se destacam nesse aspecto. A ciência nunca indicou que um único componente, isolado dos demais, seja capaz de resolver todos os desafios da alimentação moderna.

Existe excesso de proteína?
De acordo com o The Atlantic, diferentemente de outros exageros nutricionais, um consumo moderadamente elevado de proteína raramente provoca efeitos graves imediatos em adultos saudáveis. Ainda assim, a ideia de que a proteína estaria “liberada” pode afastar a atenção do que realmente importa: manter uma dieta diversa e equilibrada.

Marcelo Fraga - Jornalista graduado com ênfase em multimídia pelo Centro Universitário Una.
Marcelo Fraga (*)
Itatiaia

Presidente do sindicato de Paramoti é presa por tráfico de drogas

A prisão da sindicalista ocorreu  durante uma abordagem realizada por equipes do Raio no município de General Sampaio. 

Segundo a Polícia, Emanuela Mesquita foi presa após os policiais abordarem um veículo suspeito. 

Durante a revista, foram encontradas porções de crack e maconha, além de dinheiro em espécie e aparelhos celulares.

Foram apreendidos:
• 5 tijolinhos de crack, totalizando 155 gramas
• 4 tijolinhos de maconha, com 170 gramas
• R$ 193,45 em moeda nacional
• Dois aparelhos celulares (um iPhone e um Samsung)
• Um automóvel Chevrolet Cobalt, cor branca.

CN7

Cobrada por Malafaia, senadora Damares divulga igrejas investigadas na CPMI

Foto: Reprodução
Após ser publicamente questionada pelo pastor Silas Malafaia, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) divulgou, nessa quarta-feira (14/1), uma relação de igrejas e líderes evangélicos que tiveram pedidos de convocação ou de quebra e transferência de sigilo aprovados pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.

A parlamentar afirmou que as medidas fazem parte dos trabalhos regulares da comissão e estão amparadas em documentos oficiais.

A manifestação ocorre depois de Malafaia anunciar, nas redes sociais, que lançaria um “desafio” à senadora, cobrando explicações sobre declarações nas quais ela associou grandes igrejas e pastores a esquemas de fraude envolvendo aposentados. As falas foram dadas em entrevista ao SBT News, no último domingo.

Em nota publicada no Instagram, Damares destacou que as informações mencionadas são públicas, constam em requerimentos aprovados pela comissão e estão acessíveis à sociedade. Na publicação, Damares listou pedidos de transferência de sigilo envolvendo a Adoração Church, a Igreja Assembleia de Deus Ministério do Renovo, o Ministério Deus é Fiel Church (SeteChurch) e a Igreja Evangélica Campo de Anatote.

Segundo a parlamentar, os requerimentos foram fundamentados em indícios identificados em documentos oficiais, como Relatórios de Inteligência Financeira (RIFs) e dados da Receita Federal. Também foram citados pedidos de convocação ou convite para depoimento de líderes religiosos, entre eles André Machado Valadão, César Bellucci do Nascimento, Péricles Albino Gonçalves, Fabiano Campos Zettel e André Fernandes, além de requerimentos específicos de quebra de sigilo envolvendo Valadão.

A senadora afirmou ainda que a eventual participação de igrejas ou líderes religiosos em esquemas de fraude no INSS lhe causa “profundo desconforto e tristeza”, mas ressaltou que a CPMI tem o dever constitucional de investigar os fatos com base técnica e responsabilidade institucional. “A comissão não escolhe alvos por convicção religiosa ou política, mas por indícios documentais”, afirmou.

A CPMI do INSS investiga um esquema nacional de descontos indevidos e empréstimos consignados irregulares aplicados contra aposentados e pensionistas. O prazo para conclusão dos trabalhos está previsto para março, com possibilidade de prorrogação.

Correio Braziliense

Irmã de Zé Felipe contou como descobriu que era fila de Leonardo quando tinha 4 anos de idade

Foto: Reprodução
Durante uma participação recente no Programa Silvio Santos, apresentado por Patrícia Abravanel, a influenciadora digital Jéssica Beatriz Costa revelou detalhes do processo até ser reconhecida como filha do cantor sertanejo Leonardo. Segundo ela, sua mãe, a designer de joias Priscila Beatriz, teve um breve relacionamento com o artista, mas na época foi informada por um funcionário do cantor que ele havia feito vasectomia, o que levantou dúvidas sobre a paternidade.

Com isso, Priscila chegou a acreditar que a gravidez poderia não ser de Leonardo, já que havia se envolvido com outra pessoa em um período próximo. No entanto, algum tempo depois, a situação mudou quando ela passou a ver o sertanejo estampando capas de revistas ao lado dos filhos Zé Felipe e, posteriormente, Matheus Vargas, ambos com idades próximas à de Jéssica. A coincidência reacendeu a suspeita.

Após procurar Leonardo, a família decidiu realizar um teste de DNA, que confirmou a paternidade. Jéssica contou que a descoberta aconteceu quando ela tinha cerca de 4 anos e destacou que foi muito bem acolhida. Ela também relembrou com carinho o primeiro encontro com o pai, quando pediu um autógrafo e ouviu dele que nem seria necessário fazer o exame. Atualmente, Leonardo é pai de seis filhos e mantém relação com todos eles.

Rolim Maia

PF avança em operação que investiga ex-nora de Lula e apreende fuzis

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (15/1), a terceira fase da Operação Coffee Break, que apura um esquema de fraudes em licitações públicas para fornecimento de materiais didáticos a prefeituras do interior de São Paulo.

Na fase anterior da operação, a PF teve como alvo Carla Ariane Trindade, ex-mulher de Marcos Cláudio Lula da Silva, enteado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Nesta etapa, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão em São Paulo, além da execução de medidas de constrição patrimonial autorizadas pela Justiça.

Durante as diligências, os agentes apreenderam fuzis, espingarda, pistolas, carregadores e munições.

A nova fase dá continuidade à operação iniciada em novembro do ano passado, quando a Polícia Federal cumpriu 50 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva nos estados de São Paulo, Distrito Federal e Paraná.

Ex-nora

Carla Ariane Trindade é investigada sob suspeita de receber propinas do empresário André Gonçalves Mariano, apontado pelos investigadores como pivô do esquema.

Segundo a Polícia Federal, André Mariano teria contratado Carla Ariane para obter vantagens junto ao governo federal.

Em uma agenda apreendida durante as investigações, o nome dela aparece acompanhado do apelido “Nora”, em referência ao vínculo familiar que manteve com o presidente.

A PF sustenta que recursos do Ministério da Educação (MEC) destinados à compra de materiais didáticos foram desviados por meio do direcionamento e do superfaturamento dos contratos.

Atuação em Brasília e FNDE

Os investigadores afirmam haver indícios de que Carla Ariane atuou em Brasília para viabilizar a liberação de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) em favor da empresa Life.

A PF também aponta que Kalil Bittar, ex-sócio de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, teria exercido papel semelhante.

Prisões e desdobramentos

Na fase deflagrada em 13 de novembro, a Polícia Federal prendeu seis pessoas sob suspeita de fraudes em licitações nos municípios de Sumaré e Hortolândia (SP). Entre os alvos estava o vice-prefeito de Hortolândia, Cafu César (PSB).

Os investigados poderão responder, conforme o grau de envolvimento, por crimes como corrupção ativa e passiva, peculato, fraude em licitação, lavagem de dinheiro, contratação direta ilegal e organização criminosa.

Esquema na Educação

De acordo com a investigação, o esquema de corrupção e desvio de recursos públicos da Educação estaria em funcionamento desde, pelo menos, 2021, com ramificações em diferentes municípios paulistas.

Um relatório parcial do inquérito aponta que agentes públicos, lobistas, doleiros e empresários teriam atuado de forma coordenada em uma organização criminosa estruturada.

O foco da apuração é a empresa Life Tecnologia Educacional, que recebeu cerca de R$ 70 milhões para o fornecimento de kits e livros escolares a três prefeituras de São Paulo.

Segundo a Polícia Federal, os contratos teriam sido direcionados e superfaturados, com parte dos valores desviada por meio de empresas de fachada.

Por Mirelle Pìnheiro/ Metrópoles

Bruninho filho de Elisa Samúdio detona o goleiro Bruno e cobra pensão do pai: ” Os quatro anos de pensão que está me devendo”

O jovem Bruninho, filho de Elisa Samúdio, deu uma entrevista exclusiva à TV Record e revelou ter ficado decepcionado após o pai, o ex-goleiro Bruno Fernandes, desistir de um encontro previamente combinado.

O goleiro Bruno encontraria Bruninho Samudio, filho com Eliza Samudio, pela primeira vez. O encontro, contudo, foi cancelado por desconfianças do atleta. Em publicação no Instagram, Bruno diz suspeitar de que tudo não passa de uma “armadilha”.

Bruninho  revelou que deu o direito para que ele contasse seu lado da história, mas como ele não apareceu, agora Bruninho quer seus direitos e exige que o ex-goleiro pague os 4 anos de pensão

A defesa de Bruno alegou que ele foi orientado a não participar do encontro por conta de preocupações legais, afirmando que a decisão não teria relação com falta de interesse, mas sim com recomendações jurídicas diante do histórico do caso.

O episódio reacende o debate público em torno da relação entre pai e filho, marcada por um passado traumático e por decisões judiciais que, ao longo dos anos, afastaram os dois.

Eliza Samúdio desapareceu em 2010, aos 25 anos. Ela era mãe de Bruninho, filho do goleiro Bruno, que à época não reconhecia a paternidade.

Em março de 2013, Bruno foi condenado a 22 anos e três meses de prisão por homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado, além de ocultação do corpo de Eliza. Outros envolvidos, como Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, e Luiz Henrique Romão, o Macarrão, também foram condenados.

O bebê Bruninho foi encontrado com desconhecidos em Ribeirão das Neves, na Grande Belo Horizonte. Bruno passou para o regime semiaberto em 2018 e está em liberdade condicional desde janeiro de 2023.

Bom desempenho de Flávio surpreende e faz Centrão reavaliar estratégia

Foto: Reprodução
Passado pouco mais de um mês desde que Flávio Bolsonaro (PL) lançou a sua pré-candidatura ao Palácio do Planalto, caciques partidários do chamado Centrão passaram a tratar a entrada do filho “01” de Jair Bolsonaro (PL) na corrida mais como uma realidade e menos como uma manobra para livrar o pai da prisão.

O senador de 44 anos foi escolhido por Bolsonaro para ser o nome do bolsonarismo no próximo pleito contra a provável candidatura do atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O anúncio frustrou partidos que esperavam e se mobilizaram para emplacar o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como candidato.

Bolsonaro escolheu um nome da família para assegurar que seu espólio político não se dispersasse fora do núcleo duro bolsonarista — a contragosto do Centrão. De perfil mais pragmático que seus familiares e com cerca de 8 anos no Senado na conta, Flávio desbancou a madrasta e ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, e o irmão Eduardo, ex-deputado que está nos Estados Unidos, na disputa intrafamiliar.

“Os Bolsonaros querem manter a hegemonia da direita com eles e isso afetará uma maior coalizão para vencer as eleições sem todo o centro junto. Eles têm esse direito e é legítimo, mas ganhar as eleições assim não creio que seja possível”, disse o deputado e vice-presidente do Progressistas, Claudio Cajado (BA).

De início e em meio às desconfianças, Flávio tentou convencer e ganhar o apoio de partidos como o PP, União Brasil e Republicanos, cujo afastamento com o governo Lula já havia se tornado público. O filho “01” de Bolsonaro chegou a convidar os presidentes das siglas para discutir a sua candidatura dias depois do anúncio.

Metrópoles

De tortura a furto de dinheiro escondido em bíblia: PMs são absolvidos no Ceará

Foto: Kid Júnior.
A composição estava escalada para patrulhar principalmente nos bairros de Fátima, Vila União e Serrinha. A Justiça disse não haver provas suficientes para a condenação. 
Quatro policiais militares acusados por crimes como: extorsão, associação criminosa, furto, abuso de autoridade e abandono de posto foram absolvidos pelo Poder Judiciário estadual. O Conselho Permanente formado por quatro oficiais da Polícia Militar e o juiz da Auditoria Militar do Estado do Ceará julgou improcedente a denúncia oferecida pelo Ministério Público do Ceará (MPCE).

Três anos e meio após as prisões em flagrante, os militares Jorge Luiz Girão de Souza, Sebastião Rabelo de Noronha Neto, Filipe Aragão Sombra e Francisco Sérgio Araújo Barbosa foram absolvidos por a Justiça entender que "não existe prova suficiente para a condenação".

As vítimas alegam que os policiais acompanhados de um quinto homem invadiram a residência sem permissão e já dentro do imóvel agrediram e coagiram (com saco plástico na cabeça e toalha molhada no rosto) um jovem ordenando que ele entregasse drogas e armas que estariam escondidas no local.

De acordo com a acusação, durante a ação criminosa os agentes teriam exigido da família da vítima R$ 3 mil e chegaram a levar R$ 130 que estava dentro de uma bíblia da mãe da vítima agredida.
As defesas dos policiais não foram localizadas pela reportagem.

INVASÃO DE DOMICÍLIO
Segundo a denúncia do Ministério Público do Ceará (MPCE), no dia 7 de março de 2022, os PMs estavam de serviço em uma viatura da Força Tática, estando na função de comandante o 3º SGT PM Jorge, como patrulheiros o SD PM Aragão e o CB PM Noronha e conduzindo o veículo o SD PM Araújo.

A composição estava escalada para patrulhar principalmente nos bairros de Fátima, Vila União e Serrinha. 

Por volta das 12h, os policiais teriam ido até o bairro Bonsucesso, fora da área de atuação deles, supostamente sem autorização do supervisor de policiamento, "estando a guarnição militar usando balaclava e acompanhada de um informante da polícia (de alcunha “Alma”) que também fazia uso de balaclava".

O grupo teria invadido uma casa às 12h19 dizendo que ali existia uma notícia-crime. A acusação aponta que uma vítima foi levada a um dos quartos, onde iniciaram as agressões físicas.
Quando a vítima disse que no local não havia drogas e que ele tinha chegado do trabalho para almoçar, os militares teriam exigido o valor de R$ 3 mil e que, se o dinheiro não fosse entregue, a vítima seria presa.

A família se movimentou para conseguir o montante, tendo parte sido sacado de caixa-rápido no entorno, e arrecadou R$ 2 mil, que teria sido aceito pelos agentes.

VERSÃO DOS RÉUS
Os réus dizem que estiveram naquela rua, que ficaram no local por pouco mais de uma hora, mas negam ter cometido qualquer crime.

O Conselho Permanente apontou que houve uma "incongruência decorrente da dinâmica dos saques" e que não havia "histórico negativo por parte dos acusados", dizendo então que a prova é frágil para condená-los.

Ainda segundo a decisão pela absolvição, "um ponto relevante para decidir é a informação de que os acusados não estavam acostumados a trabalhar juntos" e que "em outros processos submetidos à apreciação desse juízo, foi permitido observar que nesses crimes de cunho patrimonial se verifica que são praticados por equipes que trabalham juntas a mais tempo, pois envolve o elemento 'confiança', ou seja, um policial precisa ter a garantia de que o outro aderirá a sua conduta ilícita e o apoiará ou não o denunciará".

Diário do Nordeste

Policiais militares são condenados por extorquir R$ 60 de funcionário de restaurante em Fortaleza

Foto: José Leomar/SVM
A viatura ficou 13 minutos parada no local do crime. 
Os agentes levaram todo o dinheiro que tinha na carteira do homem e mais R$ 85,00 da conta da companheira dele. 
Dois policiais militares do Ceará foram condenados após exigirem pagamento para liberar duas vítimas em uma abordagem na Avenida Monsenhor Tabosa, em Fortaleza. Os PMs levaram R$ 60 da carteira do motociclista e fizeram uma transferência via PIX de R$ 85 da conta da namorada dele.  

Os militares foram identificados como Anderson Wendell da Silva (sargento) e Jean Rodrigues Borges (cabo). No dia do ocorrido, a dupla estava acompanhada de Ivanilson dos Santos Paixão (cabo), que foi absolvido, pois não colaborou com os colegas no momento do crime. 

A defesa dos PMs não foi localizada pela reportagem. O espaço segue aberto e será atualizado se houver manifestação. 

A sentença dos condenados foi publicada em dezembro do ano passado, 11 meses depois da denúncia. A pena é de dois anos e três meses de reclusão, inicialmente em regime aberto, além de pagamento de multa equivalente a 10 salários-mínimos a uma entidade pública ou privada com destinação social. 

O Conselho Permanente de Justiça Militar, órgão colegiado da Justiça Militar, composto por um juiz-Auditor (membro do Poder Judiciário) e quatro oficiais militares decidiu não decretar que os agentes perdessem os cargos, "por entender desnecessário diante das circunstâncias dos fatos e da primariedade dos réus". 

Em depoimento, as vítimas afirmaram que os policiais estavam sem identificação na farda. A investigação revelou que eles também estavam fora da área de atuação em que trabalhavam, que ia do bairro Jacarecanga, até o bairro Carlito Pamplona. 

Motociclista estava saindo do trabalho quando foi extorquido 
O motociclista e a namorada estavam saindo do restaurante onde trabalham quando foram parados pela equipe de militares. Em interrogatório, os policiais afirmaram que a abordagem de fato aconteceu, pois o veículo estava em alta velocidade, mas que nenhum valor foi exigido.

No depoimento das vítimas, outra versão foi descrita. O motociclista e a namorada contaram que ao serem parados, um dos policiais repetia que "o homem quer dinheiro", enquanto apontava para o outro agente militar, que verificava se existiam câmeras de segurança no lugar. 

A vítima, que pilotava a moto e estava sem carteira de habilitação, afirmou que ficou com medo de perder o veículo, por isso seguiu a orientação dos policiais, que mandaram ele entregar todo o dinheiro que tivesse na carteira, no caso, a quantia de R$ 60,00.   

Depois disso, o cabo Jean Rodrigues teria feito um PIX de R$ 85,00 do celular da vítima para a conta de uma pessoa identificada como Juliana Lima Félix. O cabo também teria tentado antecipar valores futuros que a vítima receberia, mas não conseguiu. 

O casal denunciou a abordagem e foi conduzido até a Coordenadoria de Polícia Jurídica Militar (CPJM), onde reconheceram os policiais de imediato.

Diário do Nordeste