domingo, 15 de janeiro de 2023

Flávio Dino tenta se defender

O ministro da Justiça e da Segurança Pública, Flávio Dino (foto), afirmou neste sábado (14) que não poderia ter feito nada contra os ataques protagonizados por extremistas em Brasília, no último domingo (8).

Em publicação no Twitter, Dino afirmou que “a direita golpista insiste no desvario que eu poderia ter evitado os eventos do dia 8”.

“Esclareço, mais uma vez, que o Ministério da Justiça não comanda policiamento ostensivo nem segurança institucional. A não ser em caso de intervenção federal, que ocorreu na tarde do dia 8”, acrescentou.

Como O Antagonista revelou, o ministro da Justiça do governo Lula estava ciente do risco de ações hostis e danos às sedes dos Três Poderes por parte dos radicais extremistas.

Dino, que confunde direita com bolsonarismo, subestima o poder da pasta que ocupa ou se faz de desentendido. Também parece ignorar o protocolo integrado de segurança pública na defesa da capital federal.

O Antagonista

Natal, Brasília e Curitiba são eleitas as capitais com as pessoas mais educadas no país

Uma pesquisa da Preply pediu para moradores de 15 metrópoles expressarem com que frequência observam 12 atitudes grosseiras na cidade onde residem. Os participantes também expressaram sua opinião particular a respeito de dar gorjeta e se acham que moradores locais são mais rudes ou não que os não nativos. No fim, cada comportamento recebeu uma pontuação e, assim, foi calculada a pontuação geral para todas.

Das 15 cidades pesquisadas, Brasília (5,74), no centro-oeste, Natal (5,85), no nordeste, e Curitiba (5,91), no sul, mostraram que cada região do país tem seus representantes das boas maneiras, sendo classificadas como as cidades mais educadas.
Mesmo sendo o palco das disputas políticas do país, Brasília foi mencionada como a que mais respeita seus pedestres e trabalhadores. Além disso, os brasilienses não costumam furar filas. O mesmo ocorre com os habitantes de Curitiba e Natal, que também são conhecidos por não falarem no alto-falante do celular em público e serem bem receptivos. O próprio site da prefeitura da capital do Rio Grande do Norte a descreve como um dos mais belos litorais do Brasil, que se estende por mais de 400 km habitado por “um povo hospitaleiro que recebe os visitantes de braços abertos”.

As cidades mais rudes do Brasil

De acordo com o estudo, a capital do Goiás é a campeã em “má educação”, comportamento caracterizado por atitudes, tais como falar muito alto em público, não prestar atenção aos pedestres, se distrair ao celular assistindo a vídeos, sem fones de ouvido, em espaços abertos, entre outras.
A representante da região centro-oeste do estudo, Goiânia foi classificada também como berço da grosseria, com a maior pontuação média de 6,76. Seguida pela cidade maravilhosa que, segundo seus residentes, pode não ter “encantos mil” . Com pontuação média de 6,58, o Rio de Janeiro foi classificado como a segunda cidade onde as pessoas são mais mal-educadas. Descendo para o Sul, Porto Alegre completa o pódio com 6,50 de média.

“Não é como se todas as pessoas desses lugares fossem rudes e grosseiras, mas podem manter alguns costumes que incomodam os outros no cotidiano. É isso que nosso ranking buscou medir”, explica Yolanda Del Peso, especialista em Outreach da Preply.

Metodologia

De 2 a 7 de novembro de 2022, foram questionados cerca de 1,6 mil residentes das 15 maiores cidades do país. Para participar da pesquisa realizada pelo Censuswide, era necessária residência de pelo menos 12 meses.

Para calcular as cidades mais rudes e educadas, pedimos aos participantes que respondessem com que frequência presenciam 12 comportamentos desrespeitosos comuns onde residem. Em seguida, fizemos uma pontuação média dos dados resultantes para calcular a “pontuação de grosseria” média de cada cidade para classificá-las.

O estudo completo pode ser conferido AQUI.

Com informações de Preply

Vídeo: líder da extrema direita de Portugal chama Lula de ″bandido″

O deputado André Ventura, líder do Chega, partido português de extrema direita, insultou o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Na tribuna do Parlamento português, Ventura chamou Lula de “bandido” na sexta-feira (13/1).

A expressão foi repudiada pelo presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva. A discursão ocorreu durante o debate de um voto de condenação aos atos antidemocráticos em Brasília no último domingo (8/1).

“Compreendemos a fúria e angústia de milhões de brasileiros por verem o seu país governado por um bandido”, declarou Ventura.
O parlamentar foi repreendido pelo presidente do parlamento por ter usado uma expressão ofensiva contra um chefe de Estado de “um país amigo de Portugal”.

“Essa é uma expressão ofensiva em relação ao presidente de um país muito amigo de Portugal”, disse Augusto Santos Silva, afirmando que se sentia obrigado, pelo regimento da Casa, a pedir que Ventura não se referisse daquela forma ao líder do Brasil – “ou ao de qualquer outra república”, disse Augusto Santos Silva.

Justiça do Rio concede liberdade condicional ao goleiro Bruno

A Justiça do Rio concedeu liberdade condicional ao goleiro Bruno Fernandes, que cumpria prisão domiciliar. A decisão foi assinada pela juíza Ana Paula Abreu Filgueiras, da Vara de Execuções Penais, na última quinta-feira (12).

O jogador foi condenado a 22 anos de prisão pela morte de Eliza Samúdio, em 2010. Ele deixou a cadeia em 2019 e depois passou a morar na região dos lagos do Rio.

Na prática, a nova decisão libera Bruno de restrições de horário para chegar em casa, diferentemente do que ocorre na prisão domiciliar. Uma das condições impostas para o benefício é ter ocupação lícita.

A determinação estabelece ainda que ele compareça trimestralmente em uma sede da Justiça para manter dados e informações pessoais atualizadas.

Apesar de o Ministério Público ter se manifestado contrário à decisão, a juíza atendeu ao pedido da defesa de Bruno: “não há qualquer óbice concreto à concessão do livramento condicional ao apenado, na medida em que ele preenche o requisito objetivo necessário desde 10/04/2022, conforme cálculo do atestado de pena atualizado”.

R7

Marcos do Val pedirá afastamento e prisão do ministro da Justiça, Flávio Dino

O senador Marcos do Val (Podemos-ES) afirmou nesta sexta-feira (13) que vai pedir o afastamento e a prisão do ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, pelos ataques de manifestantes extremistas às sedes dos três poderes, em Brasília, no último domingo (8/1).

Marcos do Val publicou um documento que, segundo ele, prova que o chefe da pasta e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tinham conhecimento das manifestações e “deixaram a tragédia acontecer”.

U

Um ofício em nome de Flávio Dino e direcionado ao governador afastado do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), avisa que a Polícia Federal identificou uma movimentação “intensa” de pessoas “inconformadas com o resultado das eleições” e que essas pessoas estariam se organizando, em caravanas, em direção a Brasília.

“Sugerimos à Vossa Excelência a atuação da Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal no sentido de bloquear a circulação de ônibus de turismo no perímetro compreendido entre a Torre de TV e a Praça dos Três Poderes nos dias 8 e 9 de janeiro de janeiro de 2023”, diz um trecho do ofício.

R7

Bolsonaro é aconselhado a voltar ao Brasil “como um exilado político”

Para buscar fugir do cerco que está se fechando, Jair Bolsonaro foi aconselhado ontem a retornar ao Brasil em “grande estilo”, como se fosse “um daqueles exilados políticos” na abertura democrática do país.

“Aconselhei a ele voltar em grande estilo. Está provado e demonstrado que o povo não o abandonou. Temos certeza que ele retornará no braço das pessoas, como aquelas imagens dos exilados políticos, voltando ao Brasil depois do exílio. Só que bem mais gente que aquilo” – disse ao Blog do Noblat um dos mais próximos políticos ao ex-presidente, que conversou ontem com Bolsonaro, e pediu anonimato.

Sobre qual foi a resposta do Bolsonaro:

“Ficou de pensar”.

Bolsonaro quer primeiro ver o que ocorrerá com Anderson Torres, que deverá retornar ao Brasil neste final de semana, e está com pedido de prisão decretada por Alexandre de Moraes. Desde ontem, o ex-presidente passou a ser investigado por possível incitação aos atos terroristas do domingo passado, em Brasília.

Moraes arquiva pedido de investigação contra Dino

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta sexta-feira (13) o arquivamento imediato de um pedido de investigação contra o ministro da Justiça, Flávio Dino. A notícia-crime foi protocolada pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL).

Moraes identificou a “ausência de indícios mínimos da ocorrência de ilícito penal” para justificar a tramitação do pedido. O deputado alegava ter havido omissão, por parte do ministro da Justiça, diante dos atos de violência praticados por manifestantes contra os prédios do Congresso, do Planalto e do STF, em 8 de janeiro.

Na solicitação, o deputado afirma “haver fortes indícios” que Dino tinha conhecimento prévio dos ataques. Para Nikolas Ferreira, as informações teriam chegado por meio de órgãos governamentais, como a Abin (Agência Nacional de Inteligência). O deputado requeria, além da investigação, que fossem tomadas providências pela responsabilização de Dino “pelos fatos criminais em apuração que não impediu“. Também pedia que a Abin fosse oficiada para comprovar que havia comunicado ao ministrado os riscos das manifestações.

Ele argumenta, ainda, que a informação sobre os ataques foi “amplamente divulgada pelos meios de comunicação, notadamente nas redes sociais“, e que Dino estava em Brasília (DF) no dia do ocorrido, mas “se se omitiu em determinar as necessárias precauções que estavam ao alcance de seu cargo“.

Na decisão, Moraes afirma que “não se verifica nos autos indícios mínimos da ocorrência de ilícito criminal, não existindo, portanto, na presente petição, nenhum indício real de fato típico praticado por qualquer requerido“.

O ministro também considerou que o pedido não demonstra possíveis meios para a prática do crime, os malefícios que o ministro teria produzido “ou qualquer outra informação relevante” que justificasse a instauração da investigação.

Poder 360

Esposa de Luís Roberto Barroso, Tereza Barroso, morre aos 57 anos

Tereza Barroso, esposa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, morreu em decorrência de um câncer primário na cabeça do fêmur nesta sexta-feira (13). Conforme a CNN Brasil, a informação foi confirmada por meio de nota da Corte. 

“Discreta, mas queridíssima, conservou o bom humoraté o último momento de lucidez. A família — Luís Roberto, Luna e Bernardo — está serena e confortada. Tereza viveu uma vida boa e feliz”, disse o STF em nota.

Tereza Cristina Van Brussel Barroso era empresária, e deixou os filhos Luna Van Brussel Barroso e Bernardo Van Brussel Barroso.

A família optou por não divulgar detalhes sobre ovelório e o enterro para preservar a privacidade no momento de luto. 

Lula veta aula de programação e robótica na grade escolar

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sancionou nesta sexta-feira, 13, a lei que cria a Política Nacional de Educação Digital com vetos. No texto, foi retirado a obrigatoriedade na inclusão das práticas de computação, robótica e programação de serem lecionadas no rol de aulas digitais aos estudantes nos Ensinos Fundamental e Médio.

A justificativa dada pelo governo foi a de que a mudança criaria conflito entre as regras vigentes, uma vez que a alteração na grande curricular depende da aprovação do Conselho Nacional de Educação (CNE) e da homologação do ministro da Educação, Camilo Santana – conteúdo da Lei 9.394/1996.

O petista também vetou trecho que equipara e-books a livros físicos, que atualmente tem imunidade tributária. Além dos vetos, a sanção presidencial altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação e passa a fixar a educação digital como dever do Estado brasileiro.

Aprovado em dezembro pela Câmara dos Deputados, o objetivo é promover a inclusão, capacitação e especialização dos alunos com as práticas digitais. Deputados ligados ao setor digital não concordam com a posição de Lula e o vetos serão analisados pelo Congresso Nacional.

Jovem Pan

Em depoimento, Ibaneis afirma que Dino tinha conhecimento sobre chegada de manifestantes

Durante depoimento prestado hoje na Polícia Federal, o governador afastado do DF, Ibaneis Rocha (MDB), afirmou que ficou sabendo dos atos antidemocráticos pela televisão e que a cúpula da segurança pública falava em “cenário tranquilo” no início da tarde do último domingo.

Em seu relato, Ibaneis responsabiliza o ex-secretário de segurança Anderson Torres e seu adjunto Fernando de Souza Oliveira por falhas no policiamento e monitoramento dos manifestantes radicais.

Outro detalhe do depoimento é que, ao contrário do que indicou ao longo da semana, o ministro da Justiça, Flávio Dino, tinha conhecimento e demonstrou preocupação com a chegada de vários ônibus com manifestantes na capital federal.

“Eventuais relatórios de inteligência ficavam restritos à secretaria de segurança, e apenas chagava ao governador o que realmente importava para suas decisões”, disse Ibaneis no depoimento, reforçando que ele não recebia o detalhamento operacional das ações da Secretaria de Segurança Pública.

“A Secretaria de Segurança Pública estava encarregada integralmente de fazer o planejamento, para garantir a segurança dos atos que se anunciavam para o dia 08 de janeiro”, reforçou o emedebista.

“Em 07 de janeiro, recebi uma mensagem WhatsApp do ministro Flavio Dino, relatando preocupação com a chegada de vários ônibus com manifestantes”, reforçou Ibaneis.

Nesse momento, ele entrou em contato com Anderson Torres, mas o ex-secretário já estava nos Estados Unidos. Torres então passou o contato do seu interino, Fernando de Souza Oliveira. Oliveira, nesse momento, disse que tinha conhecimento dos atos. Mas as manifestações, naquele momento, seriam em caráter pacífico.

“Às 08h27 [do dia 8 de janeiro], o referido delegado encaminhou uma mensagem de áudio onde relatava a situação da madrugada e do início do dia, segundo ele não havendo nenhuma ocorrência relacionada aos manifestantes estando ‘tudo bem tranquilo’. Às 13h23, recebi um novo áudio do delegado Fernando passando o último informe do meio dia: ‘tudo tranquilo’.”

Ibaneis reforçou que todas as mensagens foram repassadas a Dino.

“Às 15h39, ao acompanhar pela TV o início de um tumulto próximo do Congresso Nacional, determinou ao secretário de segurança em exercício ‘coloca tudo na rua’ e na sequência ainda disse: ‘tira esses vagabundos do Congresso e prendam o máximo possível’”.

O Antagonista