terça-feira, 20 de junho de 2023

Ex-policial expõe assédio durante trabalho: “Verdadeiro pesadelo”

A advogada e ex-policial militar, Bruna Celle, de Barbacena, Região Central de Minas, usou as redes sociais para expor o assédio moral e sexual que sofreu durante o exercício da profissão no estado.

“Decidi expor para você os motivos que me levaram a pedir baixa da Polícia Militar de Minas Gerais e contar um pouco dos fatos que transformaram meu sonho e minha carreira em um verdadeiro pesadelo”.

Bruna afirma que pediu baixa da PM há mais de dois meses e que, inicialmente, não falaria sobre o caso. Mas que, devido ao caso da escrivã da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) Rafaela Drumond, encontrada morta pelos pais no início do mês na cidade de Antônio Carlos, ela decidiu expôr a situação.

“Eu cheguei solteira no batalhão e deixei bem claro que não queria me envolver com ninguém do trabalho. Quando comecei a falar não, comecei a não ceder a nenhuma investida, comecei a ser punida pelas escalas”.

De acordo com o relato de Bruna, ela gastava cerca de cinco horas para ir e voltar do trabalho, já que atuava em uma cidade e morava em outro. Como forma de punição, ela era colocada em escalas irregulares, o que impossibilitou a volta para casa e a impediu de ver a filha.

“Eu tentava pedir para olhar, porque eu trabalhava mais que as outras pessoas, eu dava muito mais horas de trabalho do que os outros. A base da polícia é hierarquia e disciplina. Na questão da hierarquia, a minha escala deveria ser a melhor porque eu era a mais bem classificada dos meus colegas do meu pelotão”.

Além disso, Bruna afirmou que passou a receber processos administrativos. Em quase sete anos de profissão, a ex-policial recebeu ao menos 15 processos e contratou uma assessoria jurídica para ajudá-la.

“A perseguição começou a ficar muito pesada. Ficou muito claro que era uma perseguição. Meus colegas de profissão me zombavam, passei a ser apelidada no trabalho de ‘sapatão’, por não ceder às investidas”.

Bruna contou que passou a ter medo de trabalhar e começou a ter crises de pânico. Em determinado momento, a ex-policial procurou atendimento com psiquiatra e passou a tomar remédios antidepressivos.

“Eu não deixava transparecer nada, ia trabalhar de cabeça erguida. Não queria transparecer que aquilo me afetava de alguma forma. Comecei a passar para outras pessoas o que estava acontecendo e muitas me ouviram. Mas as pessoas que podem fazer alguma coisa, não fizeram nada”.

Ela ainda contou que chegou a buscar auxílio psicológico com a Polícia Militar, mas que não houve sigilo com o que foi dito na consulta e que passou a ser ainda mais punida.

Em mais de dez minutos de depoimento, Bruna faz algumas pausas devido à emoção do depoimento. “A sensação é que você está gritando e ninguém te escuta”.

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Diretora da Anvisa espera injeção contra HIV disponível para a população até final do ano

Com aval para registro já concedido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o primeiro remédio injetável para prevenção do HIV pode estar disponível nas farmácias neste ano, indica a diretora Meiruze Freitas, responsável pela área que gerencia medicamentos.

Com nome comercial de Apretude, a injeção Cabotegravir funciona como uma profilaxia pré-exposição ao vírus (PrEP), até então disponível no Brasil apenas por meio de comprimidos diários, distribuídos gratuitamente no SUS desde 2017. A nova injeção funciona inicialmente em duas aplicações mensais. Depois, a cada dois meses.

É a primeira vez que temos um medicamento como o PrEP na forma injetável e também prolongada, e isso favorece a adesão, especialmente para as pessoas que têm dificuldades de tomar os comprimidos diários. Em uma analogia, eu diria que esse medicamento funciona como um anticoncepcional. Há anticoncepcionais diários, mensais, anuais. É a mesma lógica. Acredito que possa estar nas farmácias ou até mesmo no SUS até o final do ano — disse Freitas ao GLOBO.

O registro, contudo, não é suficiente para que a injeção seja vendida nas farmácias e oferecida no sistema público. O produto agora deve passar por uma avaliação de preços, feita pela própria Anvisa e um grupo interministerial. Para chegar no SUS, ainda há uma segunda avaliação, esta de responsabilidade da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), do Ministério da Saúde.

O registro é uma etapa importante, mas para ter o medicamento comercializado no Brasil, a empresa precisa estabelecer o preço de venda, que é avaliado primeiro pela Anvisa e depois pela Câmara de Medicamentos — explica a diretora.

Ela defende que o produto tenha um acesso equânime para toda a população, mas admite que o medicamento pode ter um custo elevado no início.

Ainda que seja uma injeção preventiva, o Cabotegravir não é considerado uma vacina para o HIV. Uma vacina induz respostas do sistema imunológico por meio da produção de anticorpos ou de células de defesa com fragmentos enfraquecidos ou inativados de vírus e bactérias — dessa forma, prepara o organismo para combater a doença no momento em que o contato ocorre, de forma duradoura.

No caso da injeção que funciona como PrEP, é necessário que a pessoa receba a aplicação em um esquema contínuo para que o antiviral permaneça em circulação no organismo. Dessa forma, caso haja interrupção do uso da PrEP, não há mais garantia de proteção.

As vacinas têm origem biológica e estimulam o corpo a produzir anticorpos contra os vírus. Já a injeção fica na nossa corrente sanguínea durante o uso — ou pelo comprimido diário ou pela forma injetável de 60 dias. O PrEP impossibilita que o vírus do HIV entre na célula e se multiplique quando a pessoa tem contato com ele, mas isso só ocorre enquanto existir a concentração do medicamento na corrente sanguínea — explica Freitas.

O Cabotegravir também foi aprovado em 2022 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que recomenda o uso do medicamento para controlar a contaminação do vírus do HIV. Não há contraindicações para o uso.

No SUS, os comprimidos diários de PrEP são destinados a grupos de maior risco de exposição ao HIV, como homens que fazem sexo com outros homens, profissionais do sexo e pessoas que não vivem com o vírus, mas estão em um relacionamento em que a outra pessoa tem HIV.

O HIV ainda causa grandes danos, não tem cura e não há vacina. A PrEP é uma importante ação contra o vírus, mas devemos manter a mensagem do uso de outras ferramentas de prevenção, especialmente preservativos, para proteger também contra outras DSTs — lembra a diretora da Anvisa.

O Globo

‘Bolsonaro Beach’: Empresa anuncia construção de condomínio para bolsonaristas no litoral Sul do RN

Um novo empreendimento residencial chamado Bolsonaro Beach está prestes a ser lançado na Praia de Tabatinga, localizada no Litoral Sul do Rio Grande do Norte. O projeto tem como proposta oferecer um condomínio à beira-mar voltado para os eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

O responsável por liderar esse empreendimento é o empresário natalense Fabiano Galvão, conhecido nas redes sociais pelo perfil Central de Obras (@centraldeobras_), que conta com quase 24 mil seguidores. Atuando como corretor desde 2010, Galvão oferece assessoria na aquisição e construção de imóveis, e foi ele quem teve a ideia do Bolsonaro Beach.

O condomínio será composto por 16 chalés numerados de 1 a 17, excluindo o número 13, ocupando uma área total de mais de 2,2 mil metros quadrados. A previsão é que o lançamento ocorra no primeiro semestre de 2024.

No Bolsonaro Beach, os chalés serão comercializados como terrenos, e os compradores terão a oportunidade de construir suas próprias casas. O valor do terreno é a partir de R$ 250 mil, enquanto o custo estimado para a construção é de cerca de R$ 400 mil. Vale ressaltar que o empreendimento é destinado exclusivamente aos simpatizantes do ex-presidente Bolsonaro.

Lula quer viver até os 120 anos e reclama de agenda lotada

O presidente Lula comentou, em tom de brincadeira, que quem elabora as agendas internacionais acha que ele “não merece descanso”

“O problema é que se você pegar minha agenda de viagem, não sobra um dia para jantar em algum lugar tranquilo. Não sobra um dia para almoçar. Ou seja, é tudo agenda, agenda e agenda. Me parece que as pessoas acham que eu não mereço um descanso”, disse Lula, em tom de descontração.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou pela segunda vez, nesta segunda-feira (19/6), da live semanal “Conversa com o Presidente” e reclamou da quantidade de agendas internacionais. Mesmo em tom de brincadeira, ele afirmou que precisa de descanso, se “quiser chegar até os 120 anos”.

Ministério de Lula gasta R$ 510 milhões sem licitação em quase seis meses de governo

De todas as despesas registradas pelo Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MDR) nos primeiros seis meses do governo Lula, quase 97% foram gastos sem licitação.

Entre janeiro e junho deste ano, a pasta soma R$ 527.347.285,41 em despesas. Desse total, R$ 510.826.635,77 foram gastos nas modalidades dispensa ou inexigibilidade de licitação. Na ponta do lápis, isso representa 96,87% do total.

O MDR é comandado pelo ex-governador do Amapá, Waldez Góes, do PDT. O órgão é responsável por políticas públicas em habitação, irrigação e mobilidade, por exemplo.

Ao ministério, estão ligadas as ações da Defesa Civil Nacional na prevenção e resposta a casos de desastres naturais. O MDR está em terceiro lugar em gastos sem licitação nos primeiros seis meses do governo Lula.

O primeiro lugar é ocupado pelo Ministério da Saúde, com R$ 4.399.397.197,36. O Ministério da Defesa aparece em segundo lugar, com R$ 2.014.270.302,37.

Com informações do Metrópoles – por Paulo Cappelli

Bilionário britânico e milionários do Paquistão: saiba quem são os tripulantes de submarino que ia ver o Titanic

O paquistanês Shahzada Dawood, 48 anos, e seu filho Sulaiman Dawood, 19, estavam a bordo do submarino que levava turistas para ver o famoso naufrágio do Titanic, a cerca de 3,8 km debaixo d’água. A pequena embarcação subaquática desapareceu no Oceano Atlântico, a 595 km da costa de Newfoundland, no Canadá.

A família Dawood está entre as mais ricas do Paquistão. Shahzada é vice-presidente da Engro Corporation, que fabrica fertilizantes, alimentos e energia, e da Dawood Hercules Corporation, que fabrica produtos químicos. Também é membro do conselho da instituição de caridade Prince’s Trust com sede no Reino Unido.

“Estamos muito gratos pela preocupação demonstrada por nossos colegas e amigos e gostaríamos de pedir a todos que orem por sua segurança”, divulgou a família Dawood, em um comunicado. A esposa de Shahzada, Christina, e a filha Alina esperam qualquer tipo de notícia, principalmente porque, segundo informações da empresa que coordena as viagens, o oxigênio dentro do submarino deve acabar por volta do meio da manhã de quinta-feira (22/6).

Nascido no Paquistão, Shahzada mudou-se muito cedo para o Reino Unido, onde se formou em direito na Universidade de Buckingham. Hoje, ele vive com a família em uma mansão em Surrey, no Sul da Inglaterra.

Além de Shahzada e o filho, três pessoas estão a bordo do submarino, que fez o último contato com a superfície no domingo (18/6). O bilionário britânico Hamish Harding e o explorador francês Paul-Henri Nargeolet são nomes certos dentro da embarcação. Acredita-se que o CEO da OceanGate, Stockton Rush, seja o quinto ocupante. A OceanGate é a responsável pela expedição.

As guardas costeiras do Canadá e dos Estados Unidos fazem operações de busca e resgate. A viagem de vários dias até o naufrágio custa dezenas de milhares de dólares, o que inclui um mergulho no Titanic. A descida e a subida levam cerca de oito horas.

O famoso navio fica a 3.800 metros no fundo do Atlântico. Os restos da maior embarcação da sua época estão localizados a cerca de 595 km da costa de Newfoundland, no Canadá.

Fonte: Metrópoles

Ultraprocessados matam 57 mil pessoas por ano no Brasil

Um estudo brasileiro feito por pesquisadores Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde (Nupens/USP), publicado na revista científica American Journal of Preventive Medicine, mostra que, no Brasil, aproximadamente 57 mil mortes prematuras por ano — isto é, em pessoas de 30 a 69 anos — são atribuíveis ao consumo de alimentos ultraprocessados.

É a primeira vez que um estudo desenvolve e aplica um modelo de análise comparativa de risco para estimar as mortes totais atribuíveis ao consumo de alimentos ultraprocessados em um país a partir de dados nacionais de consumo alimentar, demografia e mortalidade.

A pesquisa brasileira foi feita com base no consumo nacional de alimentos para 2017–2018 e dados demográficos e de mortalidade para 2019. “As frações populacionais atribuíveis para mortalidade por todas as causas foram então estimadas dentro de cada sexo e estrato de idade de acordo com a distribuição da contribuição dos alimentos ultraprocessados ​​para a energia total da dieta”, escreveram os autores sobre a metodologia do estudo.
Os pesquisadores concluíram que os alimentos ultraprocessados representavam de 13% a 21% da ingestão total de calorias diárias de adultos brasileiros na faixa etária estudada. O consumo deste tipo de comida é associado, em inúmeros estudos científicos, a um risco mais elevado de obesidade, doenças cardiovasculares, diabetes, vários tipos de câncer, depressão e perda cognitiva, entre outras doenças.

Em 2019, 541.160 pessoas com idades entre 30 e 69 anos morreram. Os cálculos feitos pelos pesquisadores apontam que aproximadamente 57 mil dessas mortes estão associadas ao consumo de alimentos ultraprocessados. Isso representa 10,5% de todas as mortes prematuras em adultos de 30 a 69 anos.

No estudo, os pesquisadores apontam que a redução de apenas 10% das calorias consumidas através de alimentos ultraprocessados na dieta diária dos adultos brasileiros seria capaz de poupar a vida de 5.900 pessoas. Já a redução de 50% da ingestão teria o potencial de evitar 29.300 mortes.

 “O consumo de alimentos ultraprocessados ​​representa uma importante causa de morte prematura no Brasil. A redução da ingestão de alimentos ultraprocessados ​​promoveria ganhos substanciais em saúde para a população e deveria ser uma prioridade da política alimentar para reduzir a mortalidade prematura”, concluíram os autores no estudo.

O que são alimentos ultraprocessados?

Alimentos ultraprocessados são aqueles que passaram por inúmeros processos durante sua produção. Normalmente, eles contêm cinco ou mais ingredientes e foram preparados com aditivos alimentares para alterar o seu sabor, textura e cor ou para prolongar o seu prazo de validade.

Segundo o “Guia alimentar para a população brasileira”, do Ministério da Saúde, são alimentos ultraprocessados:

Biscoitos, sorvetes e guloseimas; Bolos; Cereais matinais; barras de cereais; Sopas, macarrão e temperos “instantâneos”; Salgadinhos “de pacote”; Refrescos e refrigerantes; Achocolatados; Iogurtes e bebidas lácteas adoçadas; Bebidas energéticas; Caldos com sabor carne, frango ou de legumes; Maionese e outros molhos prontos; Produtos congelados e prontos para consumo (massas, pizzas, hambúrgueres, nuggets, salsichas, etc.); Pães de forma; Pães doces e produtos de panificação que possuem substâncias como gordura vegetal hidrogenada, açúcar e outros aditivos químicos.

O documento orienta evitar o consumo deste tipo de alimento. Dentre os motivos, destaca que os ultraprocessados “em geral, são pobres nutricionalmente e ricos em calorias, açúcar, gorduras, sal e aditivos químicos, com sabor realçado e maior prazo de validade”. Alimento ‘viciante’ – Estudos já comprovaram que os alimentos ultraprocessados “viciam” nosso cérebro e paladar. Isso ocorre principalmente por conta da presença de gorduras saturadas, açúcar e sal, ingredientes que deixam a comida mais saborosa e, consequentemente, nos vicia.

“Costumo dizer que isso ocorre, porque nós, humanos, tivemos um desenvolvimento evolutivo em que nosso cérebro se aperfeiçoou para tornar esses componentes da comida, especialmente, agradáveis ​​para nós, porque não são fáceis de obter. Você tem que pensar que para nossos ancestrais, obter gorduras saturadas não era fácil, nem açúcar, nem sal.

O que acontece hoje é que os encontramos em todos os lugares, então ficamos viciados nesses nutrientes, pois o cérebro está preparado para nos recompensar toda vez que os consumimos”, disse Javier Perona, pesquisador do Instituto de Gorduras do Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC) uma agência estatal espanhola, em entrevista ao jornal El Pais.

Lula sanciona retorno do exame toxicológico obrigatório para motoristas profissionais

O presidente Lula (PT) sancionou com vetos a lei que retorna com a obrigatoriedade do exame toxicológico para motoristas profissionais. O decreto com o texto completo foi publicado na edição do Diário Oficial da União desta terça-feira (20).

Entre os trechos vetados por Lula está a punição com multa para os motoristas que perderem o prazo para fazer o exame após 30 dias do vencimento da data estabelecida. Pelo texto aprovado pelo Congresso, a infração seria considerada gravíssima, com multa.

O governo considerou que a penalização para quem não fizer o exame no prazo é desproporcional, “mesmo que esse condutor tenha dirigido no período veículos das categorias que exijam o exame”.

Apesar deste veto, o governo manteve a obrigatoriedade do exame e multa para quem não o fizer, além da suspensão do direito de dirigir em caso de reincidência no período de 12 meses.

Lula também vetou um trecho da lei que proibia o motorista profissional de dirigir qualquer veículo, em caso de resultado positivo no exame toxicológico, até que houvesse resultado negativo em novo exame.

Na justificativa, o governo disse que a medida é inconstitucional, além de ser desproporcional, já que o impedimento de dirigir em caso de resultado positivo deveria se impor apenas às categorias de habilitação as quais o exame é exigido.

No Ceará, Camilo Santana evita embate com PDT e faz aceno à gestão de Sarto: 'Questão política se resolve na eleição'

Foto Fabiane de Paula
Em visita ao Ceará nesta última segunda-feira (19), o ministro da Educação, Camilo Santana (PT) preferiu evitar embates, dias após o presidente do PDT Ceará, deputado federal André Figueiredo (PDT), ter criticado "obras paralisadas" em Fortaleza durante gestões dele, de Izolda Cela (sem partido) e de Elmano de Freitas (PT). 

Sem citar o prefeito de Fortaleza, José Sarto (PDT), Camilo fez um aceno à gestão municipal da capital cearense. "As questões políticas, a gente resolve isso na época da eleição", disse o ministro ao ressaltar que é necessário "unir as três esferas de governo". Sarto é um dos principais aliados do ex-prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), que tem liderado a ala do PDT que preferiu ficar na oposição ao governador Elmano de Freitas.

As declarações ocorreram durante a inauguração de novas instalações do Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Ceará (UFC).

Durante a solenidade, Camilo mencionou a parceria com o Governo do Ceará e citou, em tom de lamento, a ausência de um representante da Secretaria de Saúde de Fortaleza. Ao saber que o secretário Galeno Taumaturgo estava presente, ele pediu para que este subisse ao palco.

"As questões políticas, a gente resolve isso na época da eleição. É importante que a gente possa unir as três esferas - governo federal, governo estadual e governos municipais - porque o nosso compromisso e responsabilidade é trabalhar pelo povo", disse Camilo, na sequência.

Com informações do Diário do Nordeste.

Ranking mostra Camocim e mais 29 cidades do Ceará com maior potencial de consumo

Foto: Reprodução
As famílias cearenses têm potencial para consumir R$ 184 bilhões em produtos e serviços ao longo de 2023. A estimativa é da tradicional pesquisa da IPC Maps, cujos dados locais foram obtidos com exclusividade por esta Coluna.

O montante representa um incremento de 3,6% sobre o apurado no ano passado, quando o levantamento registrou R$ 178 bilhões.

O Ceará continua na 10ª posição nacional neste indicador, enquanto Fortaleza fica na 7ª colocação.

A área em que as famílias cearenses mais gastarão ao longo de 2023 é a de habitação, cujo potencial ultrapassa R$ 37 bilhões. O segundo lugar fica com a categoria alimentação em domicílio (R$ 19 bilhões) e o terceiro, com veículo próprio (R$ 17 bilhões).

Conforme o levantamento, a Classe B do Ceará é a principal consumidora, sendo responsável por R$ 61 bilhões, o equivalente ao quádruplo da cifra da Classe A (R$ 15 bilhões) e ligeiramente superior à Classe C (R$ 54 bi). Já as faixas de renda D e E deverão girar R$ 31 bilhões.

O estudo também traz o ranking das cidades cearenses com os maiores potenciais consumidores. Naturalmente, esta lista é liderada por Fortaleza, cuja população pode fazer rodar quase R$ 80 bilhões neste ano. Caucaia e Juazeiro ficam na segunda e terceira colocações, respectivamente.

Somente 24 dos 184 municípios cearenses possuem margem de consumo superior a R$ 1 bilhão. Na ponta oposta, ou seja, as cidades de economias mais frágeis, cinco delas não atingem sequer a marca de R$ 100 milhões. São elas: Moraújo, Baixio, Potiretama, Guaramiranga e Granjeiro, esta última sendo a pior colocada do ranking

RANKING DE CONSUMO DAS CIDADES 2023

FORTALEZA: R$ 79,7 bilhões
CAUCAIA: R$ 8,2 bilhões
JUAZEIRO DO NORTE: R$ 5,4 bilhões
MARACANAÚ: R$ 4,7 bilhões
SOBRAL: R$ 4,2 bilhões
CRATO: R$ 2,8 bilhões
IGUATU: R$ 2,1 bilhões
MARANGUAPE: R$ 2,1 bilhões
ITAPIPOCA: R$: 1,7 bilhão
AQUIRAZ: R$ 1,59 bilhão
PACATUBA: R$ 1,56 bilhão
QUIXADÁ: R$ 1,47 bilhão
CRATEÚS: R$ 1,41 bilhão
RUSSAS: R$ 1,39 bilhão
CASCAVEL: R$ 1,34 bilhão
PACAJUS: R$ 1,30 bilhão
QUIXERAMOBIM: R$ 1,28 bilhão
EUSÉBIO: R$ 1,28 bilhão
HORIZONTE: R$ 1,27 bilhão
ARACATI: R$ 1,25 bilhão
TIANGUÁ: R$ 1,20 bilhão
CANINDÉ: R$ 1,15 bilhão
LIMOEIRO DO NORTE: R$ 1,14 bilhão
BARBALHA: R$ 1,057 bilhão
MORADA NOVA: R$ 957 milhões
ICÓ: R$ 951 milhões
CAMOCIM: R$ 934 milhões
TAUÁ: R$ 894 milhões
BREJO SANTO: R$ 841 milhões
SÃO GONÇALO DO AMARANTE: R$ 824 milhões

Com informações do Diário do Nordeste