quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Vida simples no interior: cinco irmãos que nunca se casaram voltam a viver juntos em sítio para cuidar da mãe e manter a tradição familiar

Foto: Divulgação
Cinco irmãos escolheram permanecer no campo, dividir a rotina e preservar um casarão de barro de quase 70 anos no interior de Minas
Na zona rural, existem diversos sítios que contam histórias: famílias que se estabeleceram e, muitas vezes, brilham pela coletividade e senso de comunidade.

Esse é o caso de cinco irmãos que moram na região de Pratápolis, sudoeste de Minas Gerais, que nunca se casaram e optaram por viver juntos em um sítio da família, de quase 70 anos.

Os irmãos decidiram seguir juntos e viver dividindo as suas atividades e lazeres, com a responsabilidade de manter o local de pé, onde ainda há a história da família viva.

Ritmo do campo
Há quem cuide do gado, da manutenção do sítio e da alimentação. Célio, por exemplo, é quem prepara as refeições do local e ainda usa o tradicional fogão a lenha do sítio.

A história se tornou popular após um vídeo do canal “No Campo”, no YouTube, mostrar a dinâmica da família, longe da pressa urbana.

A valorização da família
Os irmãos seguiram o caminho contrário do tradicional: chegaram a se mudar para São Paulo após a urbanização das grandes capitais, mas depois decidiram retornar ao sítio.

O que motivou a família foi a vontade de cuidar da mãe e preservar algo que, para eles, é o verdadeiro patrimônio da família.

Apesar de reconhecerem que seria mais barata a manutenção de uma casa moderna, eles ainda assim optaram por preservar o casarão e a sua estrutura original, com reformas pontuais.

Além dessa preservação na forma, muitos costumes socialmente perdidos são resgatados pelos irmãos, como aquecer água no fogo e tomar banho em bacias, como uma maneira de resgatar as origens da família.

O futuro da casa
Além de manter o sítio sempre revitalizado, os irmãos pensam em continuar a preservação para passá-lo adiante aos sobrinhos, como uma maneira de dar continuidade à herança.

Ao fim, o que sustenta essa casa não é somente a sua estrutura e manutenções, mas o sentimento muito belo de comunidade e preservação da família.

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