sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Cantor teve fazenda de R$ 350 milhões com milhares de cabeças de gado e estrutura de luxo

Foto: Reprodução/Instagram/Movimento Country. Fazenda milionária do cantor Amado Batista
Cantor esteve à frente da propriedade que reúne lagos, pista de pouso e rebanho de peso.
Amado Batista é um dos nomes mais conhecidos da música popular brasileira, com carreira que atravessa gerações e sucessos como Princesa e Meu Ex-Amor. Mas além dos palcos e toda a trajetória artística, o cantor também construiu uma história sólida no agronegócio — um universo que culminou na venda recente de sua fazenda no interior de Mato Grosso por R$ 350 milhões, uma das transações mais comentadas do setor rural nos últimos anos.

O anúncio aconteceu no começo de março de 2025, quando o sertanejo, já com mais de quatro décadas de carreira, decidiu vender a propriedade localizada no município de Cocalinho, região conhecida pela forte presença da pecuária e da agricultura no Brasil.

Para especialistas em agronegócio, o valor milionário reflete tanto a dimensão física da fazenda quanto sua infraestrutura e potencial produtivo, reunindo atributos que a colocam entre as propriedades rurais de maior impacto no país.

Estrutura gigantesca e recursos naturais que impressionam
A fazenda vendida por Amado Batista ocupava uma área estimada em 7.200 km², dos quais cerca de 4.680 km² eram considerados eficazmente produtivos, ou seja, terrenos usados diretamente nas atividades rurais.

Essa extensão tão grande equivale a uma área maior que muitos municípios brasileiros, e a grandeza do terreno já valeria uma reportagem por si só. Mas o que chama atenção é a infraestrutura que acompanhava essa vastidão. Por lá havia pista de pouso, dezenas de casas para funcionários e convidados, 10 lagos naturais, dois rios e quatro córregos, formando um cenário de natureza exuberante mesclado com uso produtivo.

Esse tipo de estrutura é raro mesmo em fazendas de alto padrão. A presença de lagos e cursos d’água facilita a criação de gado e atividades complementares, enquanto as pistas de pouso aumentam a logística e tornam o local mais versátil para quem depende de deslocamentos rápidos ou quer receber visitantes de forma privada.

Outro número que surpreende é o rebanho ligado à propriedade: cerca de 17 mil cabeças de gado faziam parte da produção pecuária no local, um volume que demonstra a escala de atividades do empreendimento rural que já funcionou como um verdadeiro núcleo agroindustrial.

A fazenda também dispunha de veículos, equipamentos agrícolas modernos, poços artesianos e toda a infraestrutura que sustenta uma operação complexa no campo, algo que ajudou a elevar o interesse de compradores e justificar o preço negociado.
Foto: Reprodução/Instagram/Movimento Country
 Fazenda milionária do cantor Amado Batista
A trajetória do cantor no agronegócio e o significado da venda
Para muitos fãs, Amado Batista talvez seja lembrado apenas pelas canções que marcaram décadas de rádio e shows. Porém, ele também construiu uma presença estável no universo do agronegócio. O cantor natural de Catalão, em Goiás, vinha adquirindo propriedades rurais desde a fase mais consolidada de sua carreira musical e trabalhou para consolidar uma estrutura produtiva que, em certos momentos, rivalizava com a importância de seus empreendimentos artísticos.

A decisão de vender a fazenda por R$ 350 milhões transformou um ativo rural valioso em liquidez de peso, abrindo espaço para outras interpretações sobre os rumos do patrimônio de Amado Batista. Alguns analistas indicam que o movimento faz parte de uma estratégia de diversificação ou de simplificação de ativos, enquanto para outros pode significar um novo foco pessoal após anos de dedicação tanto ao palco quanto ao campo.

A transação também aconteceu em um momento de destaque pessoal para o cantor, que celebrou sua união com Calita Franciele, Miss Universo Mato Grosso, em uma cerimônia realizada na própria propriedade ainda antes da venda. Isso reforça a ideia de que a fazenda era mais do que um investimento: era um lugar de significados afetivos, memórias e capítulos importantes da vida dele.
Foto: Reprodução/Instagram/Movimento CountryFazenda milionária do cantor Amado Batista 
Para o agronegócio brasileiro, negócios dessa magnitude sempre atraem atenção. R$ 350 milhões é uma cifra rara mesmo para propriedades rurais de grande dimensão no país, e o fato de ter sido um artista tão reconhecido no cenário cultural brasileiro a colocar no mercado ajuda a conectar duas esferas aparentemente distintas: o entretenimento e o setor produtivo.

A venda marca então um ponto de virada na trajetória de Amado Batista como investidor rural. Ele segue sendo lembrado pelo legado musical e, agora, também pelas negociações imobiliárias emblemáticas no mercado agropecuário brasileiro. Seja pelo impacto financeiro, pela escala da propriedade ou pelas histórias que o local carregou, a negociação se torna um dos capítulos mais comentados do ano no cruzamento entre cultura e agronegócio no Brasil.

Paulo Henrique LimaPor: Paulo Henrique Lima é repórter de pautas especiais do Grupo Perfil. Tem passagens por diversos veículos de comunicação na web

PT pediu CPI e tentou barrar alegoria quando escola homenageou Alckmin

Leandro de Itaquera desfilou em São Paulo com bonecos de Alckmin e Serra, então pré-candidatos, no Carnaval de 2006
A novela envolvendo a homenagem ao presidente Lula (PT) pela Acadêmicos de Niterói no Carnaval do Rio de Janeiro é uma remake. A primeira versão dela aconteceu em São Paulo, 20 anos atrás, e tinha o mesmo roteiro. Só que inverso.

Naquele ano de 2006, Lula também era presidente da República e busca a reeleição em um pleito que se desenhava apertada. Em São Paulo, dois tucanos, José Serra e Geraldo Alckmin, respetivamente prefeito e governador, se apresentavam como pré-candidatos ao Planalto quando uma escola ligada ao PSDB resolveu levar ao Sambódromo um carro alegórico homenageando os dois, acompanhados de um tucano, símbolo do partido.

Era a Leandro de Itaquera, na época no Grupo Especial, escola fundada e comandada até hoje, na quarta divisão paulistana, por Leandro Alves Martins. “Seu Leandro” havia sido candidato a vereador pelo PSDB dois anos antes. Ele não se elegeu, mas Serra foi eleito prefeito e, na festa da vitória, contou com a bateria da Leandro.

Diferente de agora, quando o enredo da Niterói homenageia Lula diretamente, em 2006 a escola paulistana apresentou como enredo uma vitrine eleitoral tucana, as obras de rebaixamento da calha do Tietê, mascarada como um desfile sobre festas populares que nascem das águas. O carnavalesco Anderson Paulino disse que a escolha foi um “pedido” de Alckmin, o que Seu Leandro negava.

No último carro, a homenagem a Serra e Alckmin aparecia no último carro alegórico, que tinha um boneco de cada um, a representação de um tucano, homens vestidos com uma sunga com as cores do arco-íris (símbolo do movimento gay) e um busto de Mário Covas, ex-governador morto em 2001 e enredo da Leandro em 2002.
Segundo a escola de samba, Serra aparecia no carro alegórico porque, como prefeito, era o responsável pelas duas grandes festas populares da cidade, a parada gay e o Carnaval. Alckmin e Covas, pela obra no Tietê. A relação entre os fatos era liberdade artística do carnavalesco.

PT pediu CPI e tentou vetar carro alegórico
Assim como agora, o desfile também contou com dinheiro público. A prefeitura de São Paulo destinou cerca de R$ 300 mil, em valores de então, como subsídio para cada escola – a Leandro recebeu o mesmo valor que as adversárias/coirmãs. Agora, no Rio, a Niterói recebe o mesmo aporte que as concorrentes tanto da prefeitura do Rio quanto da Embratur, que já as financia com R$ 1 milhão/ano desde o ano passado. Por ser de Niterói, a Acadêmicos ainda é subsidiada, tal qual a Viradouro, pela prefeitura daquela cidade.

Se desta vez é a direita quem reclama de propaganda eleitoral antecipada, em 2006 foi a esquerda. Vereador por nove mandatos, Arselino Tatto (PT-SP) entrou com pedido na Justiça para que o carro com Alckmin e Serra fosse para a avenida alegando que configuraria “promoção pessoal de políticos e autoridades” com dinheiro público.

A juíza Márcia Cardoso, da 11ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, negou o pedido, alegando que os recursos públicos recebidos pela escola de samba eram os mesmos recebidos pelas demais. O carro com o trio tucano fechou o desfile.

Depois, a bancada petista na Câmara Municipal ainda tentou (e não conseguiu) emplacar uma CPI para investigar um patrocínio relâmpago da Nossa Caixa, banco estadual, à Liga Independente das Escolas de Samba, aprovado em 24 horas. Cem funcionários da Nossa Caixa teriam desfilado na Leandro com fantasias doadas pela escola, ajudando o desfile que homenageava o então governador Alckmin.

O hoje vice-presidente da República acabou escolhido para ser o candidato tucano à presidência em 2006, contra Lula. Recebeu 41,64% dos votos válidos no primeiro turno e foi para o segundo com a esperança de vencer o petista. Acabou derrotado com 39,17% dos votos válidos. Serra se elegeu governador.

Por: Demétrio Vecchioli / Metrópoles

Nova atualização do Gov.br não vai mais pedir reconhecimento facial nem senha para acessar o aplicativo

Reprodução/Internet
O aplicativo Gov.br passou por uma atualização que promete simplificar o acesso aos serviços públicos digitais. Com novo visual e mudanças na forma de autenticação, a plataforma agora permite entrar no app sem necessidade de reconhecimento facial e, em alguns casos, até sem digitar senha.

A atualização, disponibilizada desde 28 de janeiro nas lojas Google Play e Apple Store, marca uma nova fase da ferramenta, que concentra mais de 170 milhões de usuários cadastrados em todo o país.

Entre as principais novidades está a possibilidade de acessar serviços que tenham o botão “Entrar com gov.br” usando apenas a biometria do próprio celular, como impressão digital ou reconhecimento facial do aparelho, sem necessidade de senha.

Além disso, quem ainda não possui conta pode realizar todo o processo de criação diretamente pelo aplicativo, sem precisar recorrer a outros canais.

Outra mudança é que o app não exige mais reconhecimento facial para acesso inicial, tornando o uso mais rápido e prático no dia a dia.

O Gov.br também passou a permitir o compartilhamento de documentos digitais com contatos e oferece a visualização do histórico de acessos, aumentando a transparência sobre como e quando os dados foram utilizados.

Segurança reforçada: 50 milhões usam verificação em duas etapas
Apesar da simplificação no acesso, o governo afirma que a segurança continua sendo prioridade. Segundo o Ministério da Gestão e da Inovação, 50 milhões de brasileiros já ativaram a verificação em duas etapas (2FA) na plataforma.

Atualmente, o Gov.br soma mais de 173 milhões de contas cadastradas. Desse total, 112,4 milhões utilizam algum tipo de biometria no processo de autenticação — sendo:

  • 80,6 milhões de contas Ouro
  • 31,8 milhões de contas Prata
As contas Ouro concentram a maior parte da verificação em duas etapas, com 45 milhões de usuários. As contas Prata somam outros 5 milhões com o recurso ativado.

A verificação em duas etapas exige a inserção de um código gerado no próprio aplicativo sempre que o usuário acessa um serviço digital. A medida busca impedir acessos indevidos, mesmo que terceiros tenham obtido CPF e senha.

Serviços mais acessados no Gov.br
Entre os serviços mais utilizados na plataforma estão:

  • Meu INSS
  • Meu SUS Digital
  • Enem
  • Fies
  • Carteira de Trabalho Digital
  • Carteira Digital de Trânsito
Em caso de dúvidas sobre as mudanças, os usuários podem acessar o portal gov.br/conta ou buscar atendimento pelo endereço gov.br/atendimento.

Pedro SilviniPor: Pedro Silvini
Jornalista com formação em Mídias Sociais Digitais, colunista de conteúdo social e opinativo

Erros de português revelam carga de 1,3 tonelada de pescado ilegal

Foto: Divulgação
Fiscal agropecuário verifica carga de pescado em furgão apreendido pela PRF 
Caixas com filé de peixe, camarão e lambari saíram do Paraná e foram apreendidas em Nova Alvorada do Sul
Pelo menos 1.345 quilos de pescado clandestino foram apreendidos no final da tarde desta terça-feira (10) na BR-163, em Nova Alvorada do Sul, a 118 km de Campo Grande. Erros de português nos rótulos e sinais de falsificação grosseira chamaram a atenção dos policiais.

A carga estava em um furgão frigorífico, abordado no posto da PRF (Polícia Rodoviária Federal). O condutor, de 26 anos e morador em São Carlos do Ivaí (PR), apresentou as notas, informando estar transportando 2.005 quilos de pescado congelado.

Quando verificavam a carga, os policiais ficaram desconfiados por causa dos erros de português, da ausência de numeração de SIF (Serviço de Inspeção Federal) nos rótulos e duplicidade de instâncias de serviços de inspeção. O lambari tinha apenas serviço de inspeção do Paraná e não poderia ser vendido em Mato Grosso do Sul.

Os policiais fizeram consulta no SIGSIF (Sistema de Informações Gerenciais do Serviço de Inspeção Federal) e no e-SISBI (Sistema de Gestão dos Serviços de Inspeção) do Ministério da Agricultura e descobriram que os layouts aprovados são totalmente divergentes dos encontrados no veículo, confirmando a falsificação.
Erros chamaram atenção durante fiscalização (Foto/Divulgação)
Conforme o boletim de ocorrência, foram apreendidos 690 quilos de filé de tilápia, 135 quilos de camarão, 90 quilos de ventrecha de tambatinga sem espinho (corte da barriga do peixe), 350 quilos de filé de pintado e 80 quilos de lambari.

Além do peixe clandestino, o furgão levava 64 caixas com 896 quilos de filé de tilápia devidamente habilitado para comercialização no território nacional. Esse produto, por estar com a documentação sanitária correta, não foi apreendido. Segundo a polícia, o veículo transportava 2.241 quilos de pescado, quase 240 quilos a mais do informado nas notas.

O condutor foi levado para a Polícia Civil e autuado por dois crimes contra a relação de consumo – por vender ou ter em depósito para venda mercadoria imprópria para o consumo; e por expor mercadoria com embalagem em desacordo com as prescrições legais. As diligências para investigar o destino da carga seguem em andamento nesta manhã, conduzidas pelo delegado Valter Guelssi.
Pescado com selo de inspeção suspeito estava em meio a produtos legais (Foto: Divulgação)
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Por Helio de Freitas, de Dourados e Bruna Marques 

Se o pai não pagar, tios podem ser obrigados a assumir a responsabilidade do pagamento da pensão

Foto: Wilson Dias / Agência Brasil
Advogada explica que a pensão alimentícia não some com a inadimplência e pode recair sobre outros familiares
Quando o pai deixa de pagar a pensão, a dívida não desaparece. Pelo contrário, a obrigação permanece ativa até o pagamento.

Segundo a Dra. Marlucia Melo, da Advocacia Multidisciplinar, o não pagamento provoca um efeito em cadeia dentro da família.

Por isso, a Justiça busca alternativas para garantir a proteção da criança.

Pensão alimentícia é direito garantido por lei
A lei brasileira trata a pensão alimentícia como direito fundamental. Assim, o pagamento não depende da vontade de quem deve.

Além disso, o Judiciário prioriza o interesse do menor. Dessa forma, o processo não para quando o responsável direto falha.

Consequentemente, outros familiares podem assumir a obrigação.

Quem assume quando o pai não paga a pensão
Em regra, o pai responde primeiro pelo pagamento da pensão. No entanto, quando ele não cumpre a obrigação, a lei permite ampliar a cobrança.

Nesse cenário, os avós costumam ser chamados a contribuir, de forma complementar ou subsidiária.

Em situações específicas, os tios também podem responder pelo pagamento, desde que o juiz comprove a necessidade da criança e a capacidade financeira.

Efeito dominó explica a responsabilidade familiar
De acordo com a Dra. Marlucia Melo, a pensão funciona como um efeito dominó dentro da família.

Primeiro, a cobrança recai sobre o pai. Em seguida, o Judiciário analisa a participação de outros parentes próximos.

Assim, a criança não fica desamparada enquanto o processo segue.

Não pagar pensão gera consequências sérias
O não pagamento da pensão gera consequências graves. Entre elas, estão a cobrança judicial e a prisão civil do devedor.

Além disso, a Justiça pode determinar bloqueio de contas e negativação do nome.

Por isso, a advogada reforça que pensão não é favor, mas obrigação legal.

Informação protege os direitos da criança
Buscar informação evita prejuízos e conflitos maiores. Quanto antes a família entende as regras, melhor para a criança.

As orientações foram divulgadas no Instagram da Dra. Marlucia Melo (@meloadvogadosofc) Advocacia Multidisciplinar, que atua na defesa de direitos.

Gabriel Yuri Souto
Por: Gabriel Yuri Souto
Redator e gestor de tráfego. Especialista em SEO.

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Aos 91 anos, dona Vanda tira a primeira habilitação no Paraná após mais de 100 aulas, compra um carro e transforma um sonho antigo em independência tardia

Conquista rara registrada pelo Detran-PR envolve mais de cem aulas práticas, sete processos e aprovação após tentativas sucessivas, em um percurso que chama atenção pela idade, mas se sustenta no cumprimento rigoroso das regras de habilitação e nos dados oficiais do trânsito paranaense.

Aos 91 anos, a aposentada Vanda Davanso Gnann concluiu o processo para obter a primeira Carteira Nacional de Habilitação (CNH) no Paraná depois de realizar mais de 100 aulas práticas, repetir etapas e ser aprovada ao fim de sete processos formais conduzidos pelo Detran.

Moradora de Ibiporã, no Norte do estado, ela cumpriu integralmente as mesmas exigências aplicadas a qualquer candidato, incluindo prova teórica e exame prático de direção, conforme registro divulgado pelo Detran-PR ao apresentar o caso como incomum pela idade.Eletrónica

Segundo o órgão estadual, não havia, até aquele momento, registros de pessoas que tivessem tirado a primeira habilitação nessa faixa etária no Paraná, o que levou servidores e examinadores a acompanharem o percurso com atenção desde as primeiras tentativas.

A CNH de Vanda foi emitida em 27 de setembro de 2016, poucos dias depois de ela completar 91 anos, encerrando um processo longo que reuniu aulas, avaliações sucessivas e retornos periódicos às etapas exigidas pelo sistema de trânsito.

Processo de habilitação aos 91 anos chamou atenção no Paraná
Embora a repercussão pública tenha se concentrado na idade da candidata, o que sustenta a história é a sequência verificável de etapas, tentativas e avaliações técnicas que marcaram o processo até a aprovação final.

Ao longo desse percurso, Vanda enfrentou reprovações, refez exames e retornou às provas sempre que necessário, até cumprir o requisito final e obter aprovação na avaliação prática de direção.

De acordo com o próprio Detran-PR, o principal obstáculo ao longo das tentativas não esteve relacionado ao desconhecimento das regras ou das etapas do exame, mas ao nervosismo apresentado no momento da prova prática.

Na parte teórica, por outro lado, o desempenho foi considerado elevado pelos examinadores que acompanharam a avaliação, indicando domínio do conteúdo exigido para a habilitação.

Segundo o examinador Marcelo de Castro Souza, da Ciretran de Ibiporã, Vanda acertou 29 de 30 questões no exame teórico, resultado que contrastou com as dificuldades enfrentadas na etapa prática.

As reprovações anteriores, conforme o relato do órgão, ocorreram em função da insegurança típica do exame e não por falta de conhecimento técnico, até que a candidata conseguiu avançar e concluir o processo.Eletrónica de veículos

Ao comentar o caso, o então diretor do Detran-PR, Marcos Traad, definiu a trajetória como incomum e ressaltou que todos os testes e procedimentos obrigatórios foram aplicados sem qualquer flexibilização associada à idade. “A história da dona Vanda é muito incomum”.

Não existe idade máxima para tirar a primeira CNH
Casos como esse costumam levantar dúvidas fora do ambiente técnico do trânsito, especialmente sobre a existência de uma idade máxima para começar a dirigir ou para obter a primeira habilitação.

As regras brasileiras, no entanto, não estabelecem um limite etário automático que impeça a emissão da primeira CNH ou obrigue alguém a deixar de dirigir apenas por ser idoso.

O critério central permanece sendo a aptidão comprovada nas avaliações exigidas, incluindo exames teóricos, práticos e de aptidão física e mental, aplicados conforme os parâmetros previstos na legislação.

Com o avanço da idade, o que se altera é a periodicidade do exame médico que condiciona a validade do documento, funcionando como um acompanhamento mais frequente das condições individuais do condutor.

Pela legislação em vigor, o prazo de validade é de dez anos para motoristas com menos de 50 anos, de cinco anos para quem tem entre 50 e 69 e de três anos a partir dos 70, podendo ser reduzido por indicação médica.

Foi dentro dessa lógica que o Detran-PR contextualizou o caso de Vanda, reforçando que a habilitação pode ser obtida e renovada enquanto o condutor demonstrar, de forma satisfatória, as habilidades exigidas.

Nesse cenário, a idade passa a ser um parâmetro regulatório de acompanhamento e não um fator isolado capaz de impedir o acesso ao direito de dirigir.

Motoristas com mais de 90 anos são minoria no estado

Após a emissão da CNH, Vanda passou a integrar um grupo estatisticamente pequeno no universo de condutores do Paraná, composto por pessoas com mais de 90 anos de idade.

Segundo levantamento citado pelo Detran-PR, motoristas nessa faixa etária representavam apenas 0,01% do total de condutores registrados no estado naquele período.

O número correspondia a 815 pessoas entre cerca de 5,4 milhões de motoristas cadastrados, revelando a raridade do recorte etário dentro do sistema estadual de trânsito.

Ainda de acordo com o órgão, 92% dos condutores com mais de 90 anos eram homens, o que também contribuiu para que o caso ganhasse visibilidade adicional.

Esse conjunto de dados ajuda a explicar por que a trajetória chamou atenção, tanto pela baixa representatividade numérica quanto pelo perfil predominante de gênero entre os motoristas mais idosos.

Compra do  carro marcou início da autonomia prática
A aprovação no processo de habilitação não ficou restrita à obtenção do documento, já que, logo após receber a CNH, Vanda comprou um carro com a intenção de utilizá-lo no dia a dia.

Segundo relatos divulgados pelo Detran-PR, o objetivo era realizar deslocamentos e passeios, conectando a habilitação recém-conquistada a uma rotina mais autônoma.


Em um dos trechos divulgados pelo órgão, ela resumiu o plano após a aprovação ao afirmar: “Eu vou dirigir sim, quero passear”.

Nesse contexto, o  veículo deixa de ser um detalhe secundário e passa a representar o desdobramento prático do processo, ao transformar o documento em mobilidade concreta.

A autarquia também registrou que a família, inicialmente resistente à ideia, mudou de posição depois da aprovação e chegou a organizar uma comemoração para marcar o resultado.

No acompanhamento local, a trajetória mobilizou profissionais envolvidos nas etapas, incluindo a equipe da autoescola responsável pela formação prática da candidata.

A proprietária do estabelecimento citado pelo Detran-PR, Neusa Maria Armelin, atribuiu o resultado ao compromisso e ao ritmo constante de aprendizado demonstrado ao longo das aulas.

“A disposição que ela tem em aprender é impressionante”.

Com o percurso documentado em aulas, provas e repetição de exames, o caso de Vanda reforça um aspecto central do sistema de trânsito brasileiro, no qual a CNH não é concedida por expectativa, mas por avaliação técnica.

Ao mesmo tempo, a história expõe como o tema idade e direção costuma ser tratado de forma simplificada, quando, na prática, envolve critérios objetivos, prazos de validade e reavaliações médicas periódicas.

Em um país que envelhece e discute mobilidade para além do transporte público, como as regras e os exames de habilitação podem equilibrar, ao mesmo tempo, segurança viária e autonomia de quem decide dirigir mais tarde?

Sozinha e ferida, pombinha entra em clínica veterinária como se soubesse que ali seria salva: “Ela sabia onde ir”

Era um dia comum na rotina da clínica veterinária Ame Vet, localizada na rua Guirá, em Antônio Estêvão de Carvalho, em São Paulo, até que a chegada de uma pacientinha mudou tudo.

Acostumada a atender cães e gatos, a equipe jamais imaginou que, naquele dia, quem pediria ajuda seria uma pombinha ferida, e, o mais surpreendente, completamente sozinha.

Sem tutor, sem ninguém por perto, a pequena ave entrou na clínica como se soubesse exatamente onde precisava estar. Ela buscava socorro, cuidado e proteção.

Sensibilizada com a cena, a médica veterinária Joyce Freschi Darú não pensou duas vezes e prestou atendimento imediato, mostrando que amor pelos animais vai muito além das espécies.

O pedido de socorro
Eram exatamente 16h19 do dia 7 de agosto de 2021 quando a câmera de segurança registrou uma das cenas mais improváveis — e encantadoras — da história da clínica veterinária.

Na calçada, uma pombinha caminhava tranquilamente, como quem já tinha um compromisso marcado. Sem pressa, sem medo, ela entrou no pátio, atravessou o espaço e foi direto até a recepção, como uma cliente educada chegando para consulta.

Só havia um pequeno detalhe: a recepcionista não estava ali naquele momento. Mesmo assim, a visitante não desistiu. Começou a circular pelo local, olhando para os lados, claramente em busca de alguém que pudesse ajudá-la.
Foto: Instagram/@centro.amevet
A pomba entrou na clínica em busca de ajuda.
Foi quando a atendente apareceu, viu aquela cena surreal e deve ter pensado: “Desde quando pomba marca consulta?”. Sem entender nada, chamou a veterinária Joyce Freschi Darú para conferir o “paciente”.

Ao analisar a ave, Joyce percebeu que ela estava ferida. E, naquele instante, tudo fez sentido. A pombinha não estava passeando — ela tinha ido atrás de socorro, cuidado e amor. Pelo comportamento tranquilo, parecia até saber: “É aqui que vão me ajudar”. E não estava errada.

Com todo carinho, a veterinária limpou o machucado, medicou e garantiu o atendimento. Depois, resumiu tudo com uma frase que emocionou: “Ela sabia exatamente onde pedir ajuda.”

Curiosa com a situação, a equipe resolveu checar as câmeras. E aí veio o choque: a ave realmente tinha chegado sozinha. Joyce compartilhou o vídeo no TikTok, @joycefreschi, com a legenda:

“Se não fosse filmado, ninguém iria acreditar.”
O vídeo repercutiu com mais de 2,7 milhões de visualizações e milhares de comentários, misturando humor e emoção.

"A pomba: 'atende pelo SUS aqui não???'"
"Deus abençoe. Provando que cuidar de um animal que não pode pagar não mata nenhum profissional de fome."
"Ele deve ter ouvido falar bem da clínica por outros animais que foram atendidos nessa clínica."
"Isso é a prova que Deus se disfarça através de animais ou pessoas que te pedem ajuda. Nesse caso foi a pombinha, Deus a guiou até ai."

Assista:
Atualização da pombinha
A pombinha, que descobriu ser um macho, foi batizado de Manchinha, e desde o primeiro momento recebeu todo o cuidado necessário para sua recuperação.

Sob os olhos atentos da Joyce e da equipe da clínica, a ave passou por exames completos, incluindo raio-x, ultrassom e acompanhamento diário, sendo observada de perto como qualquer outro paciente especial.

Nos primeiros exames, o raio-x revelou algo preocupante: havia uma infecção local que parecia estar se espalhando para o osso. Aquilo explicava por que Manchinha não conseguia voar. Os profissionais levantaram a possibilidade de ser um nódulo, o que tornava o caso ainda mais delicado.

Diante disso, ele foi tratado com antibióticos, na esperança de que o problema regredisse, indicando que se tratava apenas de uma infecção.

Durante cinco dias de observação, Manchinha ainda não demonstrava sinais de que voltaria a voar. No entanto, algo chamava atenção: ele tinha apetite, disposição e interagia com todos que cuidavam dele. Mesmo debilitado, mantinha um jeitinho dócil e confiante, como se soubesse que estava em boas mãos.

Para garantir seu conforto, a equipe preparou uma gaiola especial, com tudo o que ele precisava para se recuperar. Era um cantinho de acolhimento, proteção e carinho.

Infelizmente, com o passar dos dias, os antibióticos não apresentaram o resultado esperado. A ave parecia cada vez mais fraquinha, levantando a suspeita de que o problema poderia ser um câncer. Uma das possibilidades avaliadas era, inclusive, a amputação da asinha.

A notícia comoveu quem acompanhava a história. Um internauta escreveu:

“Essa história é tão linda. Vocês são demais. Mostram respeito pelos animais. Agora a Manchinha é o símbolo da clínica.”

E, de fato, ela havia se tornado muito mais do que uma paciente.

Assista:
Por conta da amputação, Manchinha não voaria mais. Diante disso, Joyce e a clínica tomaram uma decisão cheia de amor: ele ficaria para sempre ali. A pombinha passou a ser oficialmente o mascote da clínica, recebendo atenção, cuidado e afeto todos os dias.

Durante dois anos, Manchinha viveu cercado por dedicação, carinho e respeito. Tornou-se parte da rotina, da história e do coração de todos.

Em dezembro de 2023, no entanto, a equipe levou um grande susto. Manchinha amanheceu muito debilitado, sem forças para se mover e sem conseguir se alimentar.

Rapidamente, os cuidadores acionaram uma veterinária especialista, que diagnosticou tricomoníase, uma doença transmitida entre aves pelo compartilhamento de comedouros.

Mesmo sempre bem cuidado, Manchinha acabou se infectando ao ter contato com aves livres que rodeavam a clínica. Mais uma vez, recebeu tratamento, atenção e amor. E, mais uma vez, venceu. Recuperou-se, recebeu alta e voltou para sua rotina.

Mas, infelizmente, duas semanas depois, Manchinha faleceu, deixando um vazio enorme na clínica e no coração de todos que acompanharam sua trajetória.

Como forma de homenagem, Joyce preparou um quadro especial para eternizar a memória da pequena ave, um símbolo de resiliência, empatia e amor pelos animais.

Veja:
Foto: Instagram/@centro.amevet
Homenagem que a médica veterinária Joyce Freschi Darú fez para o Manchinha.
Manchinha pode não ter vivido como uma ave comum, voando livremente pelos céus. Mas viveu algo ainda mais raro: dois anos de amor verdadeiro e cuidado constante. E sua história seguirá inspirando todos que acreditam que toda vida importa.

Ana Carolina Câmara Ana Carolina Câmara
Por Ana Carolina Câmara - Redatora e apresentadora do Canal Amo Meu Pet.

Vida simples no interior: cinco irmãos que nunca se casaram voltam a viver juntos em sítio para cuidar da mãe e manter a tradição familiar

Foto: Divulgação
Cinco irmãos escolheram permanecer no campo, dividir a rotina e preservar um casarão de barro de quase 70 anos no interior de Minas
Na zona rural, existem diversos sítios que contam histórias: famílias que se estabeleceram e, muitas vezes, brilham pela coletividade e senso de comunidade.

Esse é o caso de cinco irmãos que moram na região de Pratápolis, sudoeste de Minas Gerais, que nunca se casaram e optaram por viver juntos em um sítio da família, de quase 70 anos.

Os irmãos decidiram seguir juntos e viver dividindo as suas atividades e lazeres, com a responsabilidade de manter o local de pé, onde ainda há a história da família viva.

Ritmo do campo
Há quem cuide do gado, da manutenção do sítio e da alimentação. Célio, por exemplo, é quem prepara as refeições do local e ainda usa o tradicional fogão a lenha do sítio.

A história se tornou popular após um vídeo do canal “No Campo”, no YouTube, mostrar a dinâmica da família, longe da pressa urbana.

A valorização da família
Os irmãos seguiram o caminho contrário do tradicional: chegaram a se mudar para São Paulo após a urbanização das grandes capitais, mas depois decidiram retornar ao sítio.

O que motivou a família foi a vontade de cuidar da mãe e preservar algo que, para eles, é o verdadeiro patrimônio da família.

Apesar de reconhecerem que seria mais barata a manutenção de uma casa moderna, eles ainda assim optaram por preservar o casarão e a sua estrutura original, com reformas pontuais.

Além dessa preservação na forma, muitos costumes socialmente perdidos são resgatados pelos irmãos, como aquecer água no fogo e tomar banho em bacias, como uma maneira de resgatar as origens da família.

O futuro da casa
Além de manter o sítio sempre revitalizado, os irmãos pensam em continuar a preservação para passá-lo adiante aos sobrinhos, como uma maneira de dar continuidade à herança.

Ao fim, o que sustenta essa casa não é somente a sua estrutura e manutenções, mas o sentimento muito belo de comunidade e preservação da família.

Leitor denuncia possíveis maus-tratos a animais em atração turística no Sítio do Bosco, em Tianguá

Um internauta entrou em contato com o blog Sobral 24 Horas para denunciar uma suposta prática de maus-tratos a animais nas dependências do Sítio do Bosco, localizado no município de Tianguá, na Serra da Ibiapaba.

De acordo com o denunciante, o local oferece uma atração em que visitantes tiram diversas fotos segurando uma cobra da espécie jibóia. Segundo o relato, o animal é submetido a várias sessões de fotos consecutivas ao longo do dia, o que, na visão do internauta, estaria deixando o réptil estressado e visivelmente cansado.

Ainda conforme a denúncia, a coordenação do Sítio do Bosco cobra um valor por cada foto tirada com a cobra. O espaço também disponibilizaria outros animais para interação com o público, como araras. O leitor afirma que a prática seria recorrente e que a atividade com os animais representa uma fonte significativa de lucro para a empresa, apesar do possível sofrimento imposto aos bichos.

O denunciante pede que os órgãos competentes, como a Secretaria de Meio Ambiente e o Ibama, apurem a situação para verificar se há irregularidades e se os animais estão sendo mantidos em condições adequadas, conforme determina a legislação ambiental vigente.

A Constituição Federal e a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98) preveem punições para atos de abuso e maus-tratos contra animais, sejam eles silvestres ou domésticos.

O espaço fica aberto para que a coordenação do Sítio do Bosco se manifeste sobre as denúncias apresentadas. O blog reforça que a matéria se baseia em relato de leitor e que os fatos devem ser devidamente apurados pelas autoridades competentes.

Com Sobral 24 horas

Dias antes de ati.rar em filhos, secretário disse: “Família é o mais importante”

Genro do prefeito de Itumbiara (GO), o secretário de Governo da cidade, Thales Machado, foi encontrado m0rto após at1rar contra os dois filhos, de 12 e 8 anos. As vítimas teriam sido atingidas na cabeça. O crime foi cometido em Goiás, na noite da última quarta-feira (11/2).

Dias antes da trag.édia que chocou a cidade de Itumbiara, Thales Machado publicou um vídeo nas redes sociais no qual se apresentava à população e destacava a própria trajetória. “Sou pai do Miguel, pai do Benício”, afirmou, acrescentando que estava “construindo a minha família, que é o que a gente tem de mais importante”.

Na gravação, ele também ressaltou o cargo público e disse trabalhar para ajudar a cidade, prometendo “fazer muito mais” nos próximos dias.

Nesta quarta-feira (11), Thales atir.ou contra os dois filhos dentro do condomínio onde a família morava e morr.eu logo em seguida. Miguel, de 12 anos, morr:eu após ser socorrido, enquanto o irmão mais novo ficou internado em estado gravíssimo mas não resistiu. A Polícia Civil investiga a sequência dos fatos e a motivação do crime.