Após meses negando irregularidades, o Careca do INSS passou a avaliar uma proposta de delação premiada. A mudança de postura ocorreu principalmente após a prisão de seu filho, Romeu Carvalho Antunes, em dezembro de 2025, apontado pela Polícia Federal como operador do esquema.
A CPMI do INSS também mira Tânia Carvalho dos Santos, mulher do Careca do INSS. No ano passado, os parlamentares aprovaram requerimento para tomar o depoimento dela, mas a oitiva ainda não foi agendada. O que tirou o operador do sério.
Nas últimas semanas, Careca reuniu advogados para colocar no papel uma proposta de delação. A coluna apurou que ele está disposto a entregar seus negócios com o filho do presidente Lula, Fábio Luiz Lula da Silva. Seus interlocutores dizem que as operações envolvem o lobby nas áreas de educação e saúde, bem como o próprio esquema do INSS.
Em janeiro de 2026, o ministro do STF André Mendonça manteve a prisão preventiva do empresário, que está detido desde setembro de 2025. A defesa tentou o relaxamento da prisão, alegando demora injustificada, mas o pedido não prosperou.
O empresário já prestou depoimento à CPMI do INSS no Senado, onde negou as acusações e se recusou a responder a várias perguntas do relator.
A expectativa na oposição é que o Careca esclareça possíveis doações em dinheiro repassadas a Lulinha, filho do presidente Lula.
O prazo para o encerramento do relatório final da Polícia Federal sobre o caso é estimado para abril de 2026, o que aumenta a pressão para que o acordo de colaboração seja fechado rapidamente.
Com informações do Metrópoles