terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Petista posta foto falsa de Bolsonaro, Vorcaro e Campos Neto e apaga após reação

Foto: Reprodução
O deputado Rogério Correia (PT) usou seu perfil nas redes sociais para publicar uma montagem com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto e o empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master. Na legenda, escreveu: “A foto é o retrato da roubalheira do Banco Master. E a Papudinha vai ficar pequena para tanto cidadão de bem”.

Em nota, Correia disse que a “foto expressava, de forma simbólica, a proximidade e a articulação política entre o dono do Banco Master e figuras centrais da extrema direita”.

Ele admitiu que a imagem foi criada por inteligência artificial e foi apagada depois: “Como a imagem era de IA e pode ter levado parte do público a interpretar a imagem como se fosse real, apaguei”. O deputado não informou na postagem que se tratava de IA.

A publicação provocou reação da oposição. O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL) criticou Correia no X: “Abertura de inquérito sobre fake news, buscas e apreensões… essa várzea se transformou numa republiqueta de décima categoria!”.
Correia rebateu, chamando o filho de Bolsonaro de “cara de pau” e “chefe do gabinete do ódio e aliado de outro mestre em fake news, Nikolas Ferreira”.

Imagens mostram deputado do PT chegando em viatura da PF para exame após prisão por encostar p3nis em mulher

As imagens registram a chegada do deputado estadual Pedro Lobo (PT) ao Núcleo da Perícia Forense, em Juazeiro do Norte, na manhã desta segunda-feira (2), sendo conduzido em uma viatura da Polícia Federal para a realização de exame de corpo de delito.

O parlamentar chegou ao local por volta das 10h30, fato que chamou a atenção de quem passava pela região e rapidamente repercutiu na cidade. Pouco antes, Pedro Lobo havia sido preso em flagrante, suspeito do crime de importunação sexual.

Após desembarcar da viatura, o deputado foi encaminhado para os procedimentos legais de praxe, enquanto o caso segue sob apuração das autoridades competentes. A ocorrência passou a repercutir tanto nos bastidores políticos quanto entre a população da região do Cariri.

Toda a movimentação foi acompanhada pela equipe da TV News Cariri, que registrou desde a chegada da viatura da Polícia Federal até a entrada do parlamentar no órgão pericial.

VEJA VÍDEO AQUI.

Redação: Forquilha na Mídia
Imagens: TV News Cariri
Fonte: TV News Cariri

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Comunicado para quem informa o CPF ao realizar compras em mercados

Ação de informar o CPF no caixa de supermercado para identificação do consumidor – Créditos: depositphotos.com / rafapress
CPF na nota é um hábito comum de muitos brasileiros, mas as regras e benefícios por trás dessa prática passaram por ajustes recentes que você precisa saber. Muita gente ainda tem receio sobre a segurança dos dados, enquanto outros aproveitam para acumular créditos e participar de sorteios mensais.

Como o CPF na nota ajuda a economizar no mercado?
Ao informar o documento no caixa, você permite que o estado monitore a arrecadação, e em troca, parte do ICMS volta para você. Em algumas redes de supermercados famosas, o registro também libera descontos exclusivos em produtos selecionados na hora.

Esses valores acumulados podem ser usados para abater o IPVA ou serem transferidos direto para sua conta bancária. É uma forma simples de garantir que o dinheiro gasto em itens básicos, como arroz e feijão, renda algum retorno financeiro real ao longo do ano.

Quais são os riscos de informar o documento no caixa?
Muitas pessoas acreditam que colocar o CPF na nota pode aumentar o Score ou atrair a fiscalização da Receita Federal, por isso é importante manter o comunicado que isso é um mito. O foco principal desses programas é o combate à sonegação fiscal por parte dos estabelecimentos comerciais, não o controle do gasto individual do cidadão comum.

A LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) garante que as empresas não podem vender suas informações para terceiros sem autorização clara. Seus dados de consumo servem apenas para gerar estatísticas de mercado e garantir que o cupom fiscal seja emitido corretamente pelo lojista.

O que muda para o consumidor com as novas regras?
As atualizações recentes focam na digitalização e na rapidez para o resgate dos prêmios acumulados pelo contribuinte. Agora, a maioria dos estados permite que você acompanhe tudo por aplicativos oficiais, facilitando a conferência de cada centavo que entra no seu saldo.

Dá uma olhada no que muda na prática:

  • resgate mínimo de valores baixou em diversas regiões do país.

  • Os sorteios de prêmios em dinheiro ficaram mais frequentes e com valores maiores.

  • A consulta de notas fiscais agora acontece em tempo real pelo celular.

No vídeo a seguir, o perfil com mais de 700 mil seguidores do Governo SP, fala um pouco sobre o CPF na nota:
Qual a diferença entre os programas de cada estado?
Cada região do Brasil possui suas próprias regras e nomes para o programa de incentivo fiscal. Enquanto em São Paulo temos a Nota Fiscal Paulista, no Rio de Janeiro existe o Nota Carioca, e ambos possuem calendários de pagamentos bem diferentes.

Veja abaixo as principais diferenças entre os modelos mais buscados:

Programas de CPF na nota por estado

Confira as vantagens e prêmios da sua região

São Paulo

Nota Fiscal Paulista


Dinheiro de volta e desconto no IPVA.

Rio Grande do Sul

Nota Fiscal Gaúcha


Sorteios mensais e descontos no IPVA.

Paraná

Nota Paraná

Créditos mensais e prêmios em dinheiro.

Bahia

Nota Premiada


Sorteios de até 1 milhão de reais.


Fique atento: Para participar dos sorteios ou resgatar os créditos, é necessário realizar o cadastro prévio no site oficial da fazenda do seu estado.

Como fazer o resgate do dinheiro acumulado?
Para pegar o seu dinheiro, o primeiro passo é baixar o app oficial do programa do seu estado e fazer um cadastro com senha segura. Depois de logado, você consegue ver o extrato completo de todas as compras feitas em mercados, farmácias e lojas nos últimos meses.

O valor pode ser enviado via PIX ou transferência tradicional para uma conta de mesma titularidade do CPF cadastrado. É importante ficar de olho no prazo de expiração dos créditos, pois se você não resgatar em até 12 meses, o dinheiro volta para o governo.

Manter o cadastro atualizado garante que você não perca nenhum benefício por bobeira. Se você faz compras recorrentes, o saldo sobe rápido e ajuda bastante a fechar as contas do mês.

Paulo SilvaPor Paulo Silva
BMC News

Cidade dos evangélicos fica no Brasil e chama a atenção ao revelar 76% da população em um só grupo religioso

Número supera média nacional e intriga especialistas pela concentração impressionante
Um município catarinense de pequeno porte entrou no centro de uma curiosidade estatística que costuma chamar atenção no noticiário nacional.

Em Arabutã, 76,47% da população residente de 10 anos ou mais declarou ser evangélica, de acordo com um ranking elaborado a partir dos resultados de religião do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Ranking nacional coloca Arabutã entre os destaques do país
O percentual coloca Arabutã na segunda posição entre os municípios brasileiros com maior proporção de evangélicos.

A cidade fica atrás apenas de Arroio do Padre (RS), onde 88,74% da população de 10 anos ou mais se declarou evangélica.

Na sequência do topo aparece Santa Maria de Jetibá (ES), com 73,53%, também segundo o levantamento citado com base no “Censo 2022 – Religiões: resultados preliminares da amostra”.
Como o IBGE mede a religião da população no Censo

O recorte usado no ranking é importante para entender o que está sendo comparado.

A classificação considera a parcela de moradores a partir de 10 anos de idade e leva em conta a religião declarada no Censo, ou seja, a informação registrada pelos próprios entrevistados no questionário da pesquisa.

Trata-se, portanto, de um retrato estatístico do perfil religioso informado pela população, com o objetivo de permitir a comparação entre cidades e estados.

Percentual elevado chama atenção frente à média nacional

A posição de Arabutã chama atenção porque destoa do padrão nacional.

No Brasil como um todo, o IBGE apontou que a proporção de evangélicos aumentou, passando de 21,6% para 26,8% na comparação entre 2010 e 2022.

No mesmo período, o percentual de católicos caiu, de 65,1% para 56,7%, de acordo com os dados divulgados pelo instituto.

Outros grupos religiosos também mudaram no Brasil
Além das mudanças entre católicos e evangélicos, o retrato do Censo também indica movimentações em outros grupos.

Ainda em âmbito nacional, foi observado crescimento de pessoas sem religião, de 7,9% para 9,3%, e avanço de outras religiosidades, de 2,7% para 4%.

A parcela ligada a umbanda e candomblé subiu de 0,3% para 1%, enquanto o percentual de espíritas diminuiu de 2,2% para 1,8%, segundo os dados citados a partir do levantamento do IBGE.Play Video

Concentração regional entre as cidades mais evangélicas
Quando o foco se volta para os municípios com maior proporção de evangélicos, o ranking evidencia uma concentração regional.

Conforme o levantamento citado, as cidades com maior percentual de evangélicos se concentram majoritariamente no Rio Grande do Sul, com seis municípios entre os dez primeiros colocados.

O Espírito Santo aparece com dois municípios na lista, e Minas Gerais também surge no recorte com Alto Caparaó, na Zona da Mata, com 63,02%.

Por que cidades pequenas aparecem no topo desses rankings

É nesse cenário que Arabutã ganha visibilidade estatística.

O percentual de 76,47% não significa que a cidade tenha mais evangélicos em números absolutos do que grandes centros, mas que, proporcionalmente, reúne uma das maiores concentrações do país no recorte de população de 10 anos ou mais.

Em rankings desse tipo, municípios pequenos frequentemente aparecem com destaque porque pequenas variações no perfil local podem produzir percentuais muito altos quando comparados ao total de moradores.

Retrato local revelado pelo Censo
O dado também mostra como o Censo pode revelar realidades locais que passam despercebidas em comparações baseadas apenas em população total ou economia.

Quando um município aparece entre os líderes nacionais em um indicador específico, o resultado costuma despertar curiosidade sobre a vida cotidiana, a cultura local e a forma como a comunidade se organiza, ainda que o levantamento, por si só, se restrinja ao registro estatístico do perfil declarado pelos moradores.

Contrastes entre municípios brasileiros

A divulgação do ranking por município reforça uma característica do Censo.

Além de medir tendências nacionais, ele permite enxergar contrastes dentro do próprio país, onde cidades podem ter composições muito diferentes entre si.

Enquanto a média brasileira aponta um percentual de evangélicos na casa de um quarto da população de 10 anos ou mais, Arabutã figura entre os casos em que essa parcela ultrapassa três quartos, mostrando como certos municípios concentram perfis bastante específicos.

Com Arabutã colocada entre as cidades com maior percentual de evangélicos do Brasil, que outros aspectos do cotidiano local podem ajudar a explicar como uma cidade pequena desenvolve uma identidade religiosa tão predominante aos olhos do Censo?

Correio de Minas

TCU identifica manobras do governo para driblar regras fiscais e gastar “por fora”

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Tribunal fixou prazos entre 30 e 180 dias para que governo corrija os mecanismos que permitem despesas fora do Orçamento e do arcabouço fiscal 

A Unidade de Auditoria Especializada em Orçamento, Tributação e Gestão Fiscal (AudFiscal) do Tribunal de Contas da União (TCU) identificou uma série de mecanismos utilizados pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para “driblar” as regras fiscais e realizar gastos ou financiamentos fora do Orçamento Geral da União (OGU).

Em relatório produzido pelos técnicos para o gabinete do ministro Bruno Dantas, a equipe propõe a fixação de prazos entre 30 e 180 dias para que ministérios, órgãos de controle e estatais corrijam os dispositivos que permitem as despesas fora do Orçamento e do arcabouço fiscal. A conclusão é de que a prática compromete a transparência e a credibilidade da política econômica.

De acordo com reportagem do jornal Valor Econômico, que teve acesso ao documento, a equipe do TCU buscou identificar e analisar os mecanismos utilizados pelo governo e seus impactos para a gestão orçamentária e fiscal, sem considerar o mérito das políticas públicas envolvidas.

O relatório foi produzido no âmbito de uma auditoria, relatada por Dantas, iniciada após o TCU constatar a execução de parte dos recursos do programa Pé-de-Meia à margem do Orçamento. O documento foi enviado para o gabinete do ministro, que vai decidir sobre os próximos encaminhamentos antes de levar o caso ao plenário da corte.

Entre os problemas analisados estão:

• Não recolhimento de receitas à Conta Única do Tesouro Nacional;
• Capitalização de fundos privados com recursos públicos;
• Perpetuação de fundos criados para fins temporários;
• Ampliação do escopo de atuação de estatais;
• Uso de fundos públicos como fonte de financiamento para políticas de concessão de crédito.

Uma das constatações aponta a existência de receitas de natureza pública que não transitam pelo Orçamento nem são acompanhadas de forma sistemática. Segundo o relatório, a Secretaria de Orçamento Federal (SOF) informou não ter atribuições para controlar receitas extraorçamentárias ou privadas, o que evidenciaria lacunas no monitoramento desses recursos.

Gastos fora do Orçamento expõem perda de credibilidade do arcabouço fiscal
No fim do ano passado, a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2026 foi o capítulo mais recente de fragilização do arcabouço fiscal, desenhado pelo próprio governo Lula em 2023 para substituir a antiga regra do Teto de Gastos.

A versão da LDO aprovada pelo Congresso deixou de fora do cálculo fiscal despesas da Petrobras, da Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional (ENBPar) e até R$ 5 bilhões destinados ao Novo PAC.

Além disso, autorizou a exclusão de até R$ 10 bilhões do resultado primário das estatais, medida associada à crise financeira dos Correios, e ainda permitiu que o governo mire apenas o piso da meta fiscal – e não o centro.

Até o ano passado, o governo já somava R$ 336,9 bilhões em despesas retiradas das regras fiscais desde o início do mandato.

O montante inclui R$ 145 bilhões previstos na chamada PEC da Transição, aprovado ainda em 2022; R$ 140,6 bilhões para o pagamento de precatórios cujos pagamentos estavam atrasados; R$ 29 bilhões destinados à reconstrução de cidades atingidas por enchentes no Rio Grande do Sul; R$ 9,5 bilhões para socorrer setores afetados pelo tarifaço dos EUA, entre outros gastos.

“Dribles” envolvem uso de dinheiro que não passa pela Conta Única do Tesouro
O tribunal identificou dois mecanismos principais de afastamento das receitas do Orçamento. O primeiro é a descaracterização de receitas públicas para permitir sua destinação direta a fundos privados, como o Fipem, do programa Pé-de-Meia; o Fundo Nacional de Desenvolvimento Industrial e Tecnológico (FNDIT), do programa Mover; o Fundo de Aperfeiçoamento da Defensoria Pública; e o Fundo Rio Doce.

Gerido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com recursos destinados a ações compensatórias relacionadas ao rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), em 2015, este último ensejou a abertura de um processo específico, determinada por Bruno Dantas.

O segundo mecanismo envolve o não recolhimento de receitas à Conta Única do Tesouro, com destinação direta a órgãos públicos ou a estruturas paralelas, como contas bancárias privadas.

Entre os exemplos está a dedução direta da remuneração da Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) sobre a receita da comercialização do petróleo antes do repasse ao Fundo Social. Diante de projeções que superam R$ 466 bilhões até 2033, o TCU alerta para o risco de consolidação de um “orçamento paralelo” de grande relevância.

A auditoria também cita repasses diretos à Caixa previstos no projeto de lei do Novo Auxílio Gás, o uso de multas ambientais fora da Conta Única, a gestão de honorários advocatícios da União à margem do Orçamento, receitas próprias de instituições científicas fora dos limites fiscais e a destinação de recursos de concessões a contas vinculadas.

“Essas práticas resultam na fragmentação da gestão financeira e orçamentária, na formação de orçamentos paralelos, e comprometem a integridade da arrecadação, a transparência fiscal e a observância dos princípios orçamentários (Legalidade, Universalidade, Anualidade, Orçamento Bruto e Unidade de Caixa). Além disso, funcionam como um meio de não-incidência das regras fiscais”, diz o relatório do TCU.

Uso de fundos públicos pode mascarar contas públicas, diz TCU
O uso de fundos públicos em políticas de crédito também foi alvo de alerta. Embora as transferências a bancos públicos sejam classificadas como despesas financeiras e não afetem de imediato o resultado primário, o tribunal destaca impactos fiscais no médio e longo prazo, especialmente pelos benefícios creditícios não explicitados no Orçamento.

Segundo o relatório, o saldo de recursos de fundos públicos no BNDES quase dobrou, passando de R$ 39,28 bilhões em 2023 para R$ 75,51 bilhões em 2024, impulsionado por recursos do Fundo Social (R$ 20,14 bilhões) e do Fundo Clima (R$ 11,05 bilhões), este último financiado por endividamento externo em 2024.

Em 2024, a equipe relata que o BNDES repassou R$ 29,5 bilhões em dividendos ao Tesouro e recebeu simultaneamente R$ 30,46 bilhões em aportes de fundos, arranjo que, de acordo com o TCU, pode gerar percepção de melhora artificial das contas públicas e prejudicar a credibilidade da política fiscal.

De 2022 a 2024, as transferências do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) à Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) para operações reembolsáveis somaram R$ 14,68 bilhões, superando os R$ 14,34 bilhões dos dez anos anteriores (2012-2021).

O tribunal chama a atenção, ainda, para a perpetuação de fundos garantidores criados em situações excepcionais. Esses fundos mantêm saldos sem regras claras de devolução à União, como ocorre no FGI (PEAC) e no FGO (Pronampe).

“As leis que os instituíram originalmente previam a devolução de valores não comprometidos com garantias à União, mas essas previsões foram alteradas ou revogadas, mantendo os fundos capitalizados e disponíveis. A capacidade de resgatar esses valores para compensar frustrações de arrecadação ao longo do exercício destaca a necessidade de transparência sobre o saldo desses fundos”, dizem os técnicos.

TCU propõe prazos para órgãos do governo adequarem gastos às regras fiscais
No relatório, a AudFiscal cobra regularização do recolhimento de receitas à Conta Única do Tesouro, maior transparência sobre receitas e fundos fora do Orçamento, adequação de fundos públicos e privados ao arcabouço fiscal e avaliação dos impactos fiscais de repasses a bancos públicos.

Os técnicos propõem ainda determinar ao Ministério de Minas e Energia (MME) e à PPSA que em até 30 dias após o término do atual contrato de remuneração sejam adotadas as providências necessárias para que as receitas e pagamentos à estatal passem a ser recolhidos à Conta Única do Tesouro Nacional e incluídos nas leis orçamentárias.

À Controladoria-Geral da União (CGU), consta a determinação para que, em até 180 dias, mapeie, sistematize e divulgue publicamente as receitas da União não recolhidas à Conta Única e as destinadas a fundos privados. Outra determinação estabelece que em até 90 dias seja criada uma página no Portal da Transparência que consolide informações sobre as Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs) e fundações de apoio, cujo uso de receitas próprias está fora dos limites fiscais, conforme a legislação.

Para o Ministério do Planejamento e Orçamento (MPO) é prevista a determinação de se adotar, em até 30 dias, medidas para impedir a transferência de recursos ao FNDIT sem o prévio recolhimento à Conta Única do Tesouro e a sua devida inclusão no orçamento.

Em paralelo, no prazo de 120 dias MPO, Fazenda, BNDES e Finep devem apresentar um plano de ação para apurar e divulgar os subsídios existentes nos repasses de recursos de fundos dos quais a União participe para o BNDES e para a Finep, de modo que seja possível mensurar o impacto fiscal destas operações, propõe o relatório.

Ao Banco Central (BC), o TCU recomendou que adote providências para certificar a adequação do registro, nas estatísticas fiscais, das transferências de valores do FNDCT à Finep, com natureza integralmente financeira, “considerando a condição de empresa pública não bancária da Finep e o ambiente regulatório a que está submetida”.

A equipe também propõe recomendar ao Ministério da Fazenda que faça uma divulgação periódica do patrimônio de cada fundo garantidor que tenha participação da União, destacando o montante de recursos do fundo que não esteja vinculado a garantias concedidas.

Por fim, os técnicos emitem alerta ao Executivo e ao Legislativo de que a criação ou manutenção de mecanismos de gasto e financiamento à margem do Orçamento e das regras fiscais compromete a transparência e a credibilidade da política fiscal e pode gerar conflito com a política monetária.

Gazeta do Povo

NASA pede para que o mundo inteiro se prepare para o dia 06/02

Imagem: Public Domain Pictures
Mais de 50 anos depois da missão Apollo 17, a NASA, agência espacial dos Estados Unidos, está preparando mais uma missão para a Lua. Muito em breve, quatro astronautas vão embarcar na cápsula Órion em direção ao nosso satélite natural. Eles não vão pousar na Lua, mas vão ter um voo de dez dias ao redor dela.

O lançamento está previsto para a semana que vem, no dia 6 de fevereiro, às 23h41 (no horário de Brasília). Mas calma: dependendo de qualquer problema que vier a ser identificado, a primeira janela de lançamento vai até o dia 11 do mesmo mês – e novas janelas podem ser abertas se qualquer questão vier à tona.

Nave que vai levar humanos à Lua tem falha
De acordo com a CNN Brasil, apesar da viagem estar confirmada, a espaçonave que vai enviar a tripulação à lua tem uma falha conhecida. Segundo o site, a agência espacial até teria sido aconselhada a não fazer a missão com humanos a bordo, mas a NASA acredita que a questão está sob controle e que a tripulação pode voltar à Terra em segurança.

O problema está no chamado escudo térmico, um revestimento especial aplicado à parte inferior da espaçonave e que é essencial para proteger a tripulação de temperaturas extremas na descida de volta ao planeta. Na missão anterior, a Ártemis I, um voo de teste não tripulado, a Órion voltou do espaço com o escudo térmico marcado por “danos inesperados”.

Segundo a CNN, mesmo os que acreditam que a missão é segura, reconhecem que existem riscos.

Carolina Carvalho
Por Carolina Carvalho
Jornalista formada pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).

Homem mais velho do planeta é brasileiro e não sofre com diabetes, hipertensão, câncer ou outra comorbidade

Imagem: reprodução/TV Globo
Você sabia que o atual detentor do título de homem mais velho do mundo é brasileiro? João Marinho Neto, o seu João, mora no Ceará e atualmente tem os seus 113 anos de idade. Ele ficou com o título depois da morte do britânico John Tinniswood, que morreu aos 112 anos em 2024 e era apenas alguns dias mais velho do que o seu João.

Além da longevidade, o que impressiona muito no cearense é a saúde dele. Em uma matéria do Fantástico de 2024, a enfermeira Diulia Dara Nascimento, que trabalha no lar de idosos onde João vive, contou que ele não tem nenhuma comorbidade, hipertensão, diabetes, histórico de AVC ou de câncer. Apesar disso, por causa da idade, João já não enxerga e escuta muito pouco.

No dia a dia do lar, ele e outros idosos têm um alimentação balanceada, mas é claro que inclui o que ele mais gosta. “[O que ele mais gosta é do] cafezinho pela manhã, das frutas, da rapadura e da galinha caipira”, contou Edgar Rodrigues, então coordenador do lar de idosos ao Fantástico.

Uma das cuidadoras, Aleluia Teixeira, contou que ele é uma pessoa muito educada, grata, calma e sensata. “Eu nunca vi um ser humano tão especial como ele”, contou.

A pessoa mais velha do mundo
A pessoa mais velha do mundo é a britânica Ethel Caterham, que completou 116 anos em agosto do ano passado. O recorde histórico ainda é da francesa Jeanne Calment, que viveu até os 122 anos e 164 dias, de acordo com Guiness Book, entre 1875 e 1997.

Carolina CarvalhoPor Carolina Carvalho
Jornalista formada pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).

Adeus, celulares: novo dispositivo da Samsung vai substituir os aparelhos telefônicos

Samsung Research America, em Mountain View (Foto: Divulgação/Samsung)
A Samsung anunciou o lançamento de seus óculos de realidade aumentada durante a teleconferência de resultados financeiros do quarto trimestre de 2025, realizada na última quinta-feira, dia 29 de janeiro. Esses óculos, que integram inteligência artificial ao sistema Android XR, marcarão um avanço significativo nos dispositivos vestíveis.

A empresa sul-coreana planeja consolidar sua posição no mercado de realidade aumentada, contando com o suporte de parceiros como Google, Warby Parker e Gentle Monster para criar dispositivos que revolucionem a experiência do usuário.
Imagem: Divulgação/Google
Tecnologia avançada
A Samsung apresentará dois modelos dos óculos, que oferecem funcionalidades distintas para atender a diferentes necessidades. A expectativa é que um dos modelos possua exibição visual direta nas lentes, transformando a interação entre o virtual e o real.

O sistema Android XR é otimizado para consumo eficiente de energia, e a presença do Google Gemini abre novas possibilidades de uso integrado de IA. Fontes da indústria mencionam a inclusão de uma câmera de 12 MP e uma bateria de 155 mAh, embora esses detalhes ainda aguardem confirmação oficial.

Colaborações estratégicas em destaque
A parceria da Samsung com gigantes tecnológicos é central para o sucesso deste projeto. O Google contribui com o desenvolvimento do Android XR, enquanto Qualcomm, Warby Parker e Gentle Monster adicionam componentes essenciais de tecnologia e design.

Estas colaborações visam não apenas funcionalidades inovadoras, mas também a estética dos dispositivos, que devem ser leves e elegantes. A compatibilidade com aplicativos populares, como Google Maps e YouTube, faz parte da estratégia para oferecer ferramentas digitais essenciais de forma integrada e intuitiva.

Apesar de ainda não divulgar detalhes sobre preços ou disponibilidade regional, a Samsung confirmou que o lançamento ocorrerá ainda em 2026, com produção inicialmente limitada, sugerindo um direcionamento para um público específico.

A empresa almeja atrair uma base de usuários interessada em tecnologia de ponta, mas o mercado ainda não está totalmente consolidado. Ainda assim, a Samsung está pronta para competir com gigantes como Meta e Apple.

Alan da Silva
Por Alan da Silva
Jornalista e revisor.

Vira-lata caramelo é resgatada em Contagem e história emociona nas redes sociais

A repercussão também levantou discussões sobre adoção consciente e bem-estar animal - Créditos: Instagram/@juniorzica_
Você já cruzou com um cachorro de rua, olhou nos olhos dele e se perguntou qual é a história por trás daquele olhar? Pipoca é uma cadela vira-lata caramelo que simboliza a mudança de realidade de muitos animais de rua no Brasil. Resgatada em Contagem, Minas Gerais, ela vivia sem lar fixo, dependendo da boa vontade de desconhecidos para conseguir comida, abrigo e algum cuidado básico. Sua história ganhou visibilidade após ser acolhida pela família do vereador Junior Zica, que divulgou o resgate nas redes sociais, mostrando como um gesto simples pode transformar uma vida inteira.

Como a história de Pipoca começou nas ruas e ganhou uma nova chance
Antes de conhecer a nova família, Pipoca enfrentava frio, fome e incertezas típicas de cães em situação de abandono. Como acontece com milhares de animais, sua rotina era marcada por riscos, falta de proteção e ausência de acompanhamento veterinário, vivendo um dia de cada vez.

O encontro com Junior e seus familiares ocorreu em um momento comum, durante uma visita a um sítio, e se transformou em um marco na trajetória da cadela. Ao enxergar em Pipoca mais do que “apenas um cão de rua”, a família mostrou que cada animal tem uma história única e digna de cuidado.
Animais resgatados já passaram por vulnerabilidades extremas, e por isso cada devolução pesa como um novo golpe emocional – Créditos: depositphotos.com / celiafoto
Como foi o início da transformação na história de Pipoca
O episódio ocorreu em 26 de dezembro, quando a família se preparava para deixar o sítio de um parente e Pipoca apareceu, seguindo o carro com curiosidade e uma certa esperança.

Segundo o relato divulgado por Junior, a aproximação foi feita com cautela e respeito ao animal. Em vez de forçar a situação, a família optou por permitir que Pipoca “escolhesse” se queria entrar no carro, e após alguns instantes ela decidiu pular para dentro do veículo, como um pedido silencioso por uma vida mais acolhedora.

Como aconteceu o momento da adoção responsável de Pipoca
Antes de assumir a guarda da cadela, o vereador conversou com moradores que acompanhavam a cena para verificar se Pipoca tinha algum tutor conhecido. Somente depois de ouvir que ela não possuía dono e de se colocar à disposição caso alguém aparecesse, a família confirmou a adoção, reforçando o respeito a todos os envolvidos.
Por que a história de Pipoca repercutiu nas redes sociais
A história de Pipoca ganhou grande alcance após ser compartilhada no perfil do vereador no Instagram, em dezembro de 2025. O vídeo do resgate ultrapassou milhares de visualizações e recebeu inúmeros comentários de pessoas emocionadas com a transformação da cadela.

A repercussão também levantou discussões sobre adoção consciente e bem-estar animal. Em vez de expor apenas o lado emotivo, a legenda destacava a confirmação de que a cadela não tinha dono e o compromisso com exames e cuidados, inspirando outras pessoas a agir com mais empatia.

Quais lições simples de adoção responsável a história de Pipoca ensina
A trajetória de Pipoca mostra na prática o que significa adotar um animal com responsabilidade. Mais do que acolher por impulso, a família demonstrou cuidado em confirmar a ausência de tutor, comunicar a possibilidade de contato futuro e garantir saúde e bem-estar para a cadela.

Para quem pensa em abrir as portas de casa para um animal em situação de rua, algumas atitudes básicas ajudam a oferecer um recomeço mais seguro e amoroso:

  1. Verificação de origem: tentar identificar se o animal tem dono, conversando com moradores da região.
  2. Atendimento veterinário: realização de exames, vacinação, vermifugação e, quando possível, castração.
  3. Adaptação ao novo ambiente: apresentação gradual a outros animais da casa e criação de um espaço seguro.
  4. Rotina de cuidados: alimentação adequada, hidratação, higiene e acompanhamento de saúde contínuo.
  5. Compromisso de longo prazo: compreensão de que a adoção é um vínculo duradouro, não uma ação momentânea.
Como foi a adaptação de Pipoca com o outro cão da família
No caso de Pipoca, a convivência com outro cão da família, chamado Biscoito, foi um passo importante na adaptação. A interação inicial foi cautelosa, com cheiros, observação e aproximação progressiva, até que os dois começaram a brincar juntos com confiança.

Esse tipo de integração gradual reduz conflitos e favorece a construção de um vínculo saudável entre os animais. Com paciência, supervisão e muito afeto, a casa se torna um ambiente mais harmonioso, onde todos se sentem parte da mesma família.

Qual é o impacto da adoção responsável na vida de animais como Pipoca
A jornada de Pipoca, da rua a um ambiente estruturado, evidencia o impacto direto da adoção responsável: acesso a cuidados de saúde, alimentação diária, companhia e uma rotina previsível. Para muitos cães e gatos, isso é a diferença entre viver no medo e experimentar o cuidado.

Quando alguém decide abrir o coração e o lar para um animal abandonado, não transforma só a realidade daquele bichinho. Muitas vezes, muda também a própria maneira de enxergar o mundo, desenvolvendo mais empatia no dia a dia.

Uai Notícias

Quebra-pedra será a primeira planta usada no SUS

Os saberes de povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares sobre plantas medicinais serão transformados em fitoterápicos. Em cerca de seis meses, o Brasil terá o primeiro fitoterápico industrializado desenvolvido a partir da planta Phyllanthus niruri — a popular quebra-pedra. 

Durante séculos, a planta é usada para auxiliar no tratamento de distúrbios urinários. O passo é pioneiro por colocar o conhecimento tradicional associado no centro da inovação, respeitando a legislação de acesso ao conhecimento tradicional associado.

Após a produção dos lotes-piloto, que fortalecerá toda uma cadeia produtiva, serão realizados estudos de estabilidade para submissão à Anvisa e posterior fornecimento ao SUS, etapa estimada em até dois anos. 

Disponível no SUS
Para viabilizar o produto e sua submissão regulatória na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), três parceiros se somaram. O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) firmou acordo com a Fiocruz, por meio do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz), para o desenvolvimento do fitoterápico a ser disponibilizado no Sistema Único de Saúde (SUS). 

Em complemento, foi assinado um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) entre o Instituto e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). O ACT tem o objetivo de promover ações de estímulo à pesquisa e ao desenvolvimento de novos fitoterápicos, derivados da biodiversidade brasileira, para o Sistema Único de Saúde (SUS). 

Primeiro fitoterápico
Secretária nacional de Bioeconomia do MMA, Carina Pimenta aponta que, quando o conhecimento tradicional associado é tratado como tecnologia, e seu acesso se dá com consentimento prévio e informado e repartição de benefícios, a inovação ganha propósito. “Viabilizaremos o primeiro fitoterápico de um laboratório público de acordo com as normas da Anvisa para ser disponibilizado no SUS, abrindo caminho para novos medicamentos que unam ciência, território e saúde pública”, afirma. 

Produção
O conjunto de ações mobiliza R$ 2,4 milhões em adequação de maquinário, compra de equipamentos e insumos, contratação de serviços, visitas técnicas e estudos laboratoriais — recursos do projeto Fitoterápicos, implementado pelo PNUD com financiamento do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF) e coordenação técnica do MMA. 

Segundo a vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Priscila Ferraz, o acordo representa um importante avanço para o tratamento de distúrbios urinários. “O objetivo da Fiocruz é contribuir para assegurar, à população brasileira, acesso seguro a fitoterápicos, por meio do desenvolvimento tecnológico e produção, ajudando a resolver problemas de saúde pública, além de promover o uso sustentável da biodiversidade e o desenvolvimento da cadeia produtiva e da indústria nacional”, destaca. 

Cadeia produtiva
Segundo o assessor técnico do PNUD, Gabriel Fávero, além de possibilitar o acesso a produtos de qualidade no SUS, o acordo fortalece a cadeia produtiva nacional ao incentivar o desenvolvimento científico e tecnológico de produtos a partir da flora brasileira e dos saberes tradicionais, abrindo precedentes para parcerias e acordos de repartição de benefícios entre a indústria farmacêutica e organizações de povos Indígenas, povos e comunidades tradicionais e agricultores familiares. 

Estudos
Responsável pelos estudos com a planta, a pesquisadora de Farmanguinhos/Fiocruz, Maria Behrens, explica que o produto será inovador e que não há no mercado um medicamento que atue nas diferentes etapas da litíase urinária, quando se formam cálculos no trato urinário. 

“Esperamos impulsionar toda a cadeia produtiva, desde a produção sustentável de matéria-prima, do insumo farmacêutico ativo e do produto, atendendo às diretrizes da Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos”. (Informações Fiocruz)  - Publicado primeiro em Diário dos Campos » Quebra-pedra será a primeira planta usada no SUS. Por favor, não se esqueça dos devidos créditos. 

Redação Diário dos Campos